quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Manuel Arouca escreve série sobre Fátima

É conhecido, sobretudo, pelas novelas que escreve. "Podia Acabar o Mundo", para a SIC, foi a última da sua autoria. Entretanto, Manuel Arouca, assumiu um conteúdo de envergadura maior: relatar o impacto de Fátima à escala global, com a benção do Santuário. "Fátima e o Mundo". O nome dá logo pistas do que se trata este projecto de índole documental concebido para o pequeno ecrã. A devoção, que excede quaisquer fronteiras territoriais, a Nossa Senhora de Fátima ganhará mais um registo audiovisual, em seis episódios de 45 minutos cada. A antena que os irá exibir é ainda um segredo guardado por Manuel Arouca, mentor desta empreitada iniciada em 2007. Na senda de "Os Mistérios de Fátima", esta produção vem como que preencher uma lacuna. "Faltava uma série que versasse o impacto de Fátima a nível internacional". Esta foi a primeira pedra para aquela que será uma viagem por histórias contadas nos cinco Continentes. "O Santuário entusiasmou-se com a ideia, assinando um protocolo", prosseguiu Arouca. Quis-se, sonhou-se, e eis que nasce a obra, cuja expressão num canal televisivo não foi, por enquanto, adjudicada. "Estamos em conversações. Nada foi fechado". Certo é que reforçou "as boas relações que mantém com a RTP, SIC e TVI. À pergunta se se poderia depreender que, tendo "Mistérios de Fátima" ido para o ar na estação pública o mesmo sucederia agora, respondeu: "Faria sentido, mas nada significa. Esta temática é cara ao Nuno Santos (director de Programas de Carnaxide), por exemplo". E existe já um plano de emissão. "Em Janeiro de 2011, teremos a primeira fase concluída que trata o bloco Europa. No ano seguinte estão previstos mais dois episódios e em 2013, outros tantos, a incidir na América, África, Ásia e Oceânia", adiantou o escritor. Porém, afinal, que linha condutora guiará o tripartido documentário? "Diferentes pontos espalhados pelo mundo fora em que o fenómeno de Fátima tem um impacto impressionante", explicou Arouca. Não se circunscrevendo, então, à fé portuguesa, testemunhos vivos, de emigrantes e estrangeiros, darão conta da importância que Fátima representa nas suas vidas. "As pessoas não têm noção, por exemplo, do relevo de Fátima à data da II Guerra Mundial", frisou Arouca. Sem querer avançar com histórias em particular, afiançou que algumas, sendo reais, "parecem ficção". "Além do cariz religioso que a série contempla, pauta-se também por uma componente humana muito forte".
Fonte: JN

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