Mostrar mensagens com a etiqueta Ongoing. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ongoing. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 31 de março de 2010

Ongoing não compra Media Capital

A Autoridade da Concorrência opôs-se à compra pela Ongoing de até 35 por cento da Media Capital na sequência do parecer negativo dado pelo organismo regulador dos media, inviabilizando o negócio, divulgou ontem, terça-feira, o grupo de media na CMVM. Nos termos do anúncio preliminar para os efeitos da oferta pública de aquisição de acções representativas do capital social da sociedade Media Capital, oportunamente divulgado em 29 de Setembro de 2009, o lançamento da oferta encontrava-se sujeito à não oposição da AdC, pelo que a referida oferta não poderá concretizar-se", refere a Ongoing num comunicado divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) decidiu, no início de Fevereiro, rejeitar o negócio enquanto a Ongoing não vendesse a sua participação na Impresa. O parecer da ERC é vinculativo quando negativo, sendo que a Autoridade da Concorrência teve de chumbar o processo já que se passaram os 30 dias que tinha para se pronunciar sem que as condições impostas (a venda da participação na Impresa) se cumprissem.
Fonte: JN

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ongoing prepara venda de participação na Impresa

"As negociações estão a ser ultimadas", garantiu, explicando que a Ongoing está a tratar de cumprir a condição imposta pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) para aceitar a oferta de compra de até 35 por cento da Media Capital. Embora não avance o nome do comprador, quatro empresas estavam, na semana passada, na corrida: um fundo ligado à norte-americana Goldman Sachs, um grupo europeu e um grupo sul-americano do sector dos media e uma empresa africana. Entre os quatro interessados, pelo menos dois pretendiam adquirir um pacote com as ações do grupo de Balsemão e também a participação da Ongoing na Zon. O provável comprador não está, no entanto, a negociar o pacote, mas apenas a participação na Impresa, avançou a mesma fonte. O organismo regulador dos media impôs na semana passada à Ongoing que venda a sua participação na Impresa caso queira avançar com a compra de até 35 por cento da Media Capital e adiantou que o grupo presidido por Nuno Vasconcellos só poderá manter 1 por cento na Impresa. Deliberação que o grupo Ongoing assegurou que iria cumprir. "O grupo Ongoing propôs à ERC remédios para solucionar os constrangimentos apontados à operação, que o regulador aceitou e serão cumpridos, porque temos interesse em concretizar a operação", concluiu fonte oficial do grupo.
Fonte: Público

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ongoing volta a criticar Mário Crespo

"O que é a Ongoing?" A pergunta feita por Mário Crespo, num tom irónico, motivou a indignação por parte da empresa Ongoing, que ontem voltou a criticar o jornalista. Em declarações o director de comunicação da empresa, Ricardo Santos Ferreira, diz que considera "muito estranho" que o jornalista da SIC "não conheça um dos accionistas da empresa onde trabalha". O director de comunicação da Ongoing diz ainda que Mário Crespo "esqueceu um dos princípios básicos dos jornalistas que é informar" e acusa o jornalista de "só levantar insinuações e nunca ter contactado a Ongoing para pedir esclarecimentos". "Perguntou a muitas pessoas que tipo de empresa era a Ongoing, menos à Ongoing", lamentou Ricardo Santos Ferreira. Outra das "insinuações" que Ongoing acusa Mário Crespo de ter feito é uma das perguntas que o jornalista fez num programa: "Como é que a Ongoing tem dinheiro para comprar tudo?" Ricardo Santos Ferreira dá essa resposta lembrando que "a empresa acabou o ano com mil milhões de euros em activos e apesar de ainda não termos fechado as contas, sabemos que iremos ter um lucro robusto". Já na quinta-feira, o presidente da Ongoing, Nuno Vasconcelos, tinha enviado uma mensagem aos funcionários da empresa queixando-se dos meios de comunicação, que têm uma "obsessão doentia" pela empresa. Nuno Vasconcelos lançou, no mesmo documento, críticas a Mário Crespo. A partir de agora, o presidente só voltará a falar quando for à Assembleia da República prestar esclarecimentos na Comissão de Ética.
Fonte: DN

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Presidente da Ongoing critica Mário Crespo

O presidente do grupo de comunicação social Ongoing, Nuno Vasconcellos, disse esta quinta-feira, numa carta enviada aos colaboradores, que os noticiários de Mário Crespo são exemplo de uma "obsessão doentia" que diz existir contra o grupo que lidera, numa nota interna aos funcionários da empresa. "Não por acaso, nos últimos tempos, temos sido sujeitos aos mais vis e violentos ataques à nossa reputação por alguns meios de comunicação social, fruto de uma obsessão doentia", refere Nuno Vasconcelos na nota interna, a que a agência Lusa teve acesso. Refira-se que Mário Crespo, em entrevista à revista Visão, fez duras acusações a este grupo. "Numa altura em que ninguém tem dinheiro para nada, eles compram televisões, compram acções. (...) De onde vem esta gente?", diz. Acrescenta Nuno Vasconcelos: "Veja-se a título de exemplo os últimos noticiários em que Mário Crespo questiona reiteradamente e em tom irónico "o que é a Ongoing"? dos que não toleram a diferença, nem tão pouco a concorrência. Não nos surpreende e não nos desmotiva". Na nota, enviada para comunicar a assinatura de um acordo entre a Ongoing e a DHD, operadora moçambicana de comunicação social, o responsável do grupo diz existirem obstáculos, fruto de um "espírito de inveja" contra a empresa que lidera. "Sabemos de onde vêm e sabemos o que pretendem. Vêm do espírito de inveja dos que não conseguem admitir que possam existir Grupos de Comunicação Social inovadores e verdadeiramente independentes no seu posicionamento no mercado e altamente competitivos em termos de oferta de produto", considera Nuno Vasconcellos. "Pretendem impedir que a Ongoing se consolide a nível nacional, tomando a posição daqueles que julgam que o seu estatuto de antiguidade lhes confere privilégios especiais e se fortaleça a nível internacional, concretizando aquilo que muitos sempre ambicionaram e que nunca conseguiram alcançar", acrescenta. O presidente da Ongoing garante na nota que é falso "tudo o que sobre o grupo Ongoing tem sido afirmado", acrescentando que "os nossos instrumentos nunca serão a mentira ou a ilegalidade". Vasconcellos reitera que a Ongoing não se encobrirá "atrás de manobras menos claras e de duvidosa legalidade ou das opiniões de terceiros sem qualquer fundamento ou provas para atacar quem quer que seja". "Somos frontais na afirmação dos nossos objetivos tal como somos frontais naquilo que entendemos que devemos denunciar. Não confundam, por vezes o nosso silêncio, como um sinal de fraqueza ou de refúgio", diz ainda Nuno Vasconcellos.
Fonte: JN

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ongoing tem de sair da Impresa para comprar a TVI

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) mantém que o grupo Ongoing terá de vender a sua posição na Impresa (dona da SIC) para que possa adquirir a Media Capital (TVI). A posição do regulador manteve-se, assim, idêntica à que já anunciara no dia 14 de Janeiro, data em que foi conhecido o seu projecto de parecer. Depois de ter ouvido as partes interessadas no negócio, a ERC afirmou em comunicado que o seu conselho regulador aprovou por unanimidade o parecer. Assim lê-se no documento que o Conselho Regulador "manifesta a sua oposição ao projecto de operação notificado enquanto a Ongoing não vender a participação que detém no capital social da Impresa". No entanto, a ERC admite da possibilidade de a Ongoing permanecer no capital do grupo de Francisco Balsemão, desde que essa posição seja inferior a um por cento. A ERC deverá disponibilizar amanhã o documento integral da deliberação sobre esta operação.
Fonte: Público

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ongoing já respondeu à ERC

Notificada na sexta-feira pela ERC, a Ongoing tinha dez dias úteis para responder ao organismo regulador. No entanto, não deixou esgotar o prazo, dando assim indicações que pretende acelerar o processo. Em causa está o projecto de parecer da ERC conhecido no dia 14 de Janeiro que decidiu sujeitar a aprovação da OPA da Ongoing sobre a Media Capital, proprietária da TVI, à venda dos 22% que o grupo de Nuno Vasconcellos detém na SIC. A aquisição, ao grupo espanhol Prisa, envolve a compra de até 35% da Media Capital.A ERC justificou a decisão por considerar que a Ongoing ao manter-se nas duas empresas (SIC e TVI) teria "um significativo poder de influência em sociedades que controlam os únicos operadores privados de televisão em sinal aberto, e detentores de uma quota de audiências claramente maioritária e superior a 75% de investimento publicitário em televisão no ano de 2008". Pelo seu lado, a Ongoing já tinha dado indicações à ERC que tencionava alienar a posição accionista que detinha no grupo de Pinto Balsemão, e a venda está a ser preparada com a assessoria do Banco Espírito Santo Investimento.
Fonte: DN

domingo, 17 de janeiro de 2010

Balsemão não compra 23% da Ongoing na Impresa

Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, não está disponível para comprar a participação de 23% detida pela Ongoing no seu grupo. "Estamos na bolsa e que quiser comprar será bem-vindo", disse à margem da assinatura do contrato de três anos de Miguel Sousa Tavares com a SIC. A venda da participação detida pela Ongoing na Impresa foi a condição imposta, ontem, pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Só assim o grupo de Nuno Vasconcellos pode seguir em frente com a aquisição de até 35% da Media Capital (TVI). Joe Berardo afirmou que está "interessado no negócio". "Quero mais do que os 23% da Ongoing, mas tenho de fazer um friendship (acordo) com o Balsemão", disse ainda.
Fonte: CM

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

ERC exige à Ongoing venda de parte da SIC

A compra da Media Capital (que detém a TVI) pela Ongoing só irá para a frente se a empresa da Nuno Vasconcellos vender a participação (23%) que possui da Impresa (dona da SIC). Esta foi a condição imposta pela ERC no parecer vinculativo ontem tornado público.No documento da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) pode ler-se que o órgão "manifesta a sua oposição ao projecto de concentração enquanto a Ongoing não efectivar a venda da totalidade da participação que detém no capital da Impresa". Ou seja, o processo fica suspenso até que a empresa de Vasconcellos se desfaça do capital. Sem isso, não há negócio. A reguladora considera que a operação pode pôr em risco a "salvaguarda da diversidade e do pluralismo", nos canais generalistas das duas empresas e nos "temáticos informativos" (SIC Notícias e TVI 24). E que a condição de accionista permite a obtenção de informação, "de acesso geralmente vedado aos concorrentes nos termos da lei". Quando o quadro se alterar é que o parecer passará a positivo e a Autoridade da Concorrência - a quem cabe a decisão final - poderá avançar com o restante procedimento e aprovar, ou não, a Oferta Pública de Aquisição (OPA) à Media Capital (Prisa).
Fonte: JN

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ongoing torna-se incontornável na imprensa e televisão

Presidido por Nuno Vasconcellos - um nome já associado aos media já que o seu pai, Luís Vasconcellos, foi parceiro de Francisco Pinto Balsemão na fundação do grupo Impresa -, a Ongoing assumiu-se este ano como um grupo em vigoroso crescimento. A Ongoing, accionista de referência de empresas como a Portugal Telecom e a Zon Multimédia e detentor de mais de 20 por cento da Impresa, tornou-se dona da Económica - que publica o Diário e o Semanário Económico -, tendo também ligações ao grupo angolano Score Media, com quem tem uma parceria para troca de conteúdos. Eleito personalidade do ano 2008 no sector dos media, Nuno Vasconcellos ganhou fôlego em 2009 e lançou-se em mais projectos, assumindo a meio do ano que estava interessado em adquirir participações em grupos de media onde pudesse ter controlo partilhado. A televisão tornou-se o novo objectivo primordial para o grupo. Em Julho anunciou querer criar o canal por cabo Económico TV, que deverá estrear nos primeiros dias de 2010, e admitiu interesse num acordo de gestão com a Impresa para alcançar uma posição de controlo. Acordo que Nuno Vasconcellos não conseguiu fazer com Balsemão e que o levou a afastar-se da Impresa e olhar para a outra televisão generalista de sinal aberto: a TVI. O primeiro passo para fortalecer o seu papel no audiovisual foi contratar aquele que é chamado de o sr. televisão. Em Agosto, José Eduardo Moniz saiu da direcção-geral da TVI para se tornar vice-presidente da Ongoing, mostrando que o grupo fez uma aposta clara neste sector. Pouco mais de um mês depois, o grupo anunciou o seu objectivo de comprar até 35 por cento da Media Capital - dona da TVI - num processo que obteve o acordo dos espanhóis da Prisa. Apesar de iniciada em Setembro, a oferta pública de aquisição só será concluída no próximo ano, já que o processo está ainda a aguardar os pareceres dos reguladores. Caso corra tudo como previsto, Nuno Vasconcellos passará a ser também presidente da Media Capital e administrador delegado da Prisa em Portugal. Por seu lado, José Eduardo Moniz voltará a ter uma ligação à TVI. Mas não foi só em Portugal que o grupo se tornou um marco dos media nem foi só para Angola que esticou os tentáculos. O Brasil foi eleito como um destino a privilegiar e os administradores afirmaram querer tornar-se "o maior grupo português de economia nos países de língua portuguesa". Logo em Outubro, a Ongoing lançou o jornal Brasil Económico, seguindo o modelo do Diário Económico e, nem um mês depois, disse que ia reforçar a sua presença naquele país, estando já a fazer contactos com operadores e agentes do mercado da televisão e a preparar um "novo projecto editorial para 2010".
Fonte: DN

sábado, 17 de outubro de 2009

José Eduardo Moniz vai gerir conteúdos de TV

José Eduardo Moniz, vice presidente da Ongoing Media, está a a criar uma empresa gestora e fornecedora de conteúdos televisivos para Portugal, Angola e Brasil. No nosso país um dos objectivos é ajudar Zeinal Bava, presidente da PT, a suprir a lacuna de que se tem queixado, nessa área. Em Julho passado Bava criticou publicamente: "Não estou contente com os preços da ZON. São abusivos. E não temos acesso a todos os conteúdos que queremos". A Ongoing, que detém cerca de 7% do capital accionista da PT, pretende agora trabalhar em colaboração com a PT, fornecendo, entre outros, conteúdos para o MEO. Além disso, José Eduardo Moniz terá uma forte influência nos mercados internacionais, visto que, por exemplo no Brasil, é um profissional reconhecido pelos responsáveis das televisões de lá. Entretanto, correm rumores de que os nomes para representar a Ongoing na administração da Media Capital, dona da TVI, já estão em cima da mesa. A Nuno Vasconcellos, que será presidente não-executivo, deverão juntar-se Fernando Maia Cerqueira e Gonçalo Faria Carvalho. Cerqueira trabalhou com Moniz na RTP1 e sabe-se que este último não quer voltar à TVI. Já Faria Carvalho esteve no Grupo Renascença antes de entrar para a empresa presidida por Nuno Vasconcellos.

sábado, 3 de outubro de 2009

Ongoing à espera do aval da ERC

Até ao final do dia de ontem ainda não tinha dado entrada na Autoridade da Concorrência (AdC) a notificação sobre a Operação Pública de Aquisição (OPA) da Ongoing à Media Capital. Esta operação também precisa da autorização da autoridade reguladora da Comunicação Social. O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) disse que a viabilidade do negócio, após a entrega da notificação à AdC, está refém da sua decisão. Ou seja, a ERC tem direito de veto. Se a ERC não aprovar o negócio, hipótese remota, "o seu parecer é vinculativo, seja qual for a opinião da Autoridade da Concorrência" alerta aquele responsável, que não compareceu à reunião com a Ongoing nesta quinta-feira, por se encontrar fora do País. A Ongoing está ainda a preparar o dossier que será entregue "dentro do prazo", ou seja, para a semana. Recorde-se que a empresa presidida por Nuno Vasconcellos, lançou a OPA à Media Capital (que detém a TVI) a 4,26 euros por acção. Entretanto, na estação de Queluz, o ambiente ainda é de alguma indefinição. Sobre a eventual rescisão de Manuela Moura Guedes, o gabinete de Comunicação da TVI disseque "não foi feita proposta".

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Possíveis interessados no Grupo Impresa

A Sonae tem sido referida insistentemente como um dos interessados na compra da posição da Ongoing na Impresa. Na área dos media, Belmiro de Azevedo detém apenas o Público, mas a possível entrada num canal de televisão é um cenário recorrente. A Zon também surge na lista dos possíveis interessados. Depois de ter falhado a candidatura ao 5º canal e sendo uma das tendências do mercado das telecomunicações as parcerias e trocas de posições com empresas produtoras de conteúdos para alimentar os canais de distribuição, esta é uma hipótese a ter em conta. A Cofina, que detém vários títulos de imprensa e até já teve uma posição na SIC, é outro dos nomes falados. Mas o grupo já fez saber várias vezes que só está interessado em estar numa televisão se puder ter um papel activo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Projecto coordenado por Moniz lançado no Brasil

A Económica, pertença do grupo Ongoing - que tem em curso a compra de 35% da Media Capital - lança a 8 de Outubro, o jornal "Brasil Económico", projecto seguido muito de perto por José Eduardo Moniz, desde que entrou para a vice-presidência de Nuno Vasconcellos. O projecto segue o modelo do português "Diário Económico", mas é direccionado para o mercado brasileiro. O presidente brasileiro Lula da Silva é esperado na cerimónia de apresentação do título. Segundo António Costa, director do "Diário Económico", a redacção irá funcionar em S. Paulo, mas terá correspondentes no Rio de Janeiro e em Brasília. A equipa é constituída por uma centena de trabaluhadores, entre os quais 60 jornalistas. Além do Brasil, a Económica já está presente em Angola com a revista, também de economia, "Expansão".

Ongoing lança OPA de 360 milhões sobre a TVI

A Ongoing lançou ontem, ao final do dia, uma oferta pública de aquisição (OPA) obrigatória sobre a Media Capital. Esta operação do grupo de media liderado por Nuno Vasconcellos surge depois de na manhã de ontem a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) não ter autorizado a concretização do negócio anunciado na segunda-feira pela Ongoing. De acordo com o anúncio preliminar de lançamento da OPA, a Ongoing oferece uma contrapartida mínima de 4,26 euros por acção, o que para a totalidade dos títulos da Media Capital equivale a um valor total de 360 milhões de euros. Esta oferta fica 90 milhões abaixo do valor avançado pelo comunicado da Prisa de segunda feira, que anunciou o acordo com o grupo português, onde dizia que a Media Capital estava avaliada em 450 milhões de euros. Segundo a Ongoing, esta contrapartida, a pagar em numerário, "corresponde ao preço médio ponderado das acções apurado em mercado regulamentado nos seis meses imediatamente anteriores à data de publicação do presente anúncio preliminar". O intermediário financeiro da OPA será o Banco Espírito Santo (BES), onde a Ongoing detém uma participação de 6,74%. Para além do interesse em adquirir mais de um terço da Media Capital, ao abrigo do contrato e do acordo parassocial celebrado entre o grupo português e o espanhol, a Ongoing passava a ter 94,69% dos direitos de voto da Media Capital, ou seja, a totalidade que estava nas mãos da Prisa. Os responsáveis da Ongoing tentaram, durante a manhã, em reunião com a CMVM, provar que a compra de 35% da Media Capital não lhes garantia o controlo da empresa, mas o entendimento da entidade liderada por Carlos Tavares é o oposto, considerando existir uma relação de controlo e concertação, pelo que a única forma de realizar o negócio seria através do lançamento de uma operação. O que a Ongoing veio a formalizar ainda ontem, levando a CMVM a levantar a suspensão das acções, que hoje regressam ao mercado. A Impresa anunciou ontem em comunicado à CMVM que Nuno Vasconcellos apresentou a renúncia ao cargo de vogal do conselho de administração, que controla a SIC, grupo em que o empresário detém uma participação superior a 20%. A decisão só ontem foi conhecida, mas a renúncia aconteceu logo na segunda-feira. O grupo de Pinto Balsemão informa ainda que Rafael Mora, vice-presidente da Ongoing, pediu também a renúncia ao cargo de vogal da comissão de vencimentos do grupo Impresa.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ongoing vai lançar OPA sobre Media Capital

A Ongoing vai lançar uma Oferta Pública de Aquisição sobre a Media Capital, disse fonte oficial da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários à Agência Lusa. "Aguarda-se a publicação de anúncio preliminar da OPA da Ongoing sobre a Media Capital", garantiu à agência de notícias a mesma fonte da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A Prisa anunciou ontem, segunda-feira, a venda de até 35 por cento da Media Capital à Ongoing. O artigo 187º do Código dos Valores Mobiliários determina que "aquele cuja participação em sociedade aberta ultrapasse um terço ou metade dos direitos de voto correspondentes ao capital social tem o dever de lançar oferta pública de aquisição sobre a totalidade das acções e de outros valores mobiliários emitidos por essa sociedade que confiram direito à sua subscrição ou aquisição".

José Eduardo Moniz recupera ligação à TVI

Um dia depois da vitória socialista, a Ongoing, presidida por Nuno Vasconcellos e que conta com José Eduardo Moniz na vice presidência (área média) desde Agosto, chega a acordo de compra com a Prisa de 35% da Media Capital, dona da TVI. A negociação com o grupo espanhol Prisa pressupõe que Nuno Vasconcellos seja nomeado o novo presidente da Media Capital, continuando, no entanto, Bernardo Bairrão administrador delegado e primeiro executivo, segundo comunicado ontem divulgado pela Media Capital. Com este negócio, José Eduardo Moniz voltará a ter ligação com a TVI. A tão intrigante saída de Moniz da direcção da estação líder de audiências para um cargo numa empresa com ambição de crescimento, é certo, mas ainda sem poder actuante numa televisão, começou ontem a fazer outro sentido. A Prisa, presente em 22 países e proprietária do diário de referência El País, mantém a posição maioritária - aos 94,69% da Media Capital deverão ser agora subtraídos os 35% - mas também passa a contar com um parceiro português. Este negócio, que ainda carece de autorização dos reguladores, levanta ainda outras implicações, nomeadamente, no que diz respeito à situação de Manuela Moura Guedes na TVI. A jornalista viu suspenso o seu noticiário, logo após a saída de Moniz da chefia da estação. A Prisa não revela o montante exacto da venda mas aponta que a transacção teve por base uma avaliação da Media Capital, detentora da TVI, Rádio Comercial, Rádio Clube, Cidade FM, entre outras, em 450 milhões de euros. Sugerindo-se que tenha havido um montante envolvido na ordem dos 157,5 milhões de euros. Esta vontade de compra de parte da Media Capital foi confirmada pela própria Ongoing, mas desvalorizada pelos responsáveis da empresa, no dia em que se tornou pública a contratação de José Eduardo Moniz. A 10 de Agosto, o vice-presidente da Ongoing Strategy, Rafael Mora, disse que as conversações com a Media Capital não tinham avançado e que a prioridade continuava a ser a Impresa (SIC), onde já detinham 23,5%. Do outro lado da barricada, depressa se fez saber que Pinto Balsemão, presidente da Impresa, não estava interessado em abdicar de poder na empresa que fundou. O objectivo da Ongoing não se camuflava: queria ter capacidade para decidir na estrutura do grupo da SIC. Embora Rafael Mora tivesse previsto a reviravolta: caso a Impresa não cedesse, voltariam a negociar com a Media Capital, e, se esse fosse o caminho, segundo Nuno Vasconcellos, o presidente, veio a acrescentar, seria natural desfazerem-se da participação na SIC. A situação financeira da Ongoing junta uma dívida que ascende aos 850 milhões de euros, a participações de referência na PT, no BES, no Espírito Santo Financial Group. Ontem, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários determinou a suspensão da negociação das acções da Media Capital, nos mercados regulamentados da Euronext porque aguarda a divulgação de informação privilegiada. Esta foi a segunda transacção ontem divulgada pela Prisa, que parece apostado em reduzir a dívida superior a cinco mil milhões de euros. Vendeu ainda ao fundo DLJ South American Partners, 25% da editora Santillana, com o qual encaixou um total 247,5 milhões de euros.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Bolsa determinou suspensão das acções da Media Capital

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) determinou a suspensão da negociação das acções do Grupo Media Capital, SGPS, SA nos mercados regulamentados da Euronext Lisboa porque aguarda a divulgação de informação privilegiada sobre o emitente. De acordo com uma nota divulgada pela CMVM, a suspensão da negociação das acções tem efeito a partir do início da sessão de terça-feira. O grupo espanhol Prisa anunciou hoje a venda de 35 por cento da Media Capital à Ongoing, no âmbito de um acordo de desenvolvimento de "operações comerciais e de conteúdos". Em comunicado divulgado em Madrid, o maior grupo espanhol de comunicação explica que o acordo sobre a Media Capital - "avaliada em 450 milhões de euros" - "está ainda pendente das autorizações reguladoras e administrativas oportunas". A Prisa não indicou o valor total de venda sendo que, tendo em conta o valor global de 450 milhões, uma participação de 35 por cento equivaleria a cerca de 157,5 milhões de euros. A Ongoing é um grupo empresarial com investimentos em sectores como telecomunicações, media, tecnologia e serviços financeiros. Controlada pela Prisa, a Media Capital detém em Portugal os canais de televisão TVI e TVI24; a Rádio Comercial, Radio Clube Português, Cidade FM, M80, Romântica FM, Best Rock e a operação online Cotonete. A Prisa é o maior grupo de comunicação espanhol, com uma presença em 22 países e mais de 50 milhões de utilizadores.

Ongoing compra um terço da TVI

Um dia depois das eleições e da vitória socialista, a Ongoing, grupo presidido por Nuno Vasconcelos e que contratou José Eduardo Moniz para administrador em Agosto, adquire à Prisa 29,69% da Media Capital, dona da TVI, com compromessa de aquisição adicional que chegará aos 35%. A informação foi comunicada esta segunda-feira, às 19h03 (hora portuguesa) à reguladora espanhola. A Ongoing também detém cerca de 30% da Impresa, proprietária da SIC, mas já havia avisado que caso este negócio avançasse com a Media Capital se desfasaria da parcela na estação concorrente.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pinto Balsemão não abdica do controlo da SIC

Pinto Balsemão perder a posição maioritária como accionista da Impresa ou deixar de controlar a gestão do grupo que fundou em 1972 é um cenário nada plausível. Isto apesar de ainda ontem Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, ter reafirmado que a sua prioridade em termos de investimento passa pelo reforço dos 23,5% que já detém no grupo que o seu pai, Luis Vasconcellos, ajudou a fundar. Fonte da Impresa relembrou a posição já expressa por Balsemão, que afastou a hipótese de aumento de capital do grupo, via através da qual a Ongoing pretendia tomar uma posição dominante no grupo.

Ongoing Media prefere a SIC

Aproveitou-se a apresentação de José Eduardo Moniz como vice-presidente da Ongoing Media para esclarecer que a prioridade do grupo é comprar a Impresa e não a Media Capital. O trunfo para seduzir Balsemão chama-se Moniz. "Damos prioridade às posições onde estamos presentes", disse, ontem, Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing Media, proprietária do Diário Económico. Este grupo detém 23.5% da Impresa (SIC). Rafael Mora, o número dois da Ongoing, de nacionalidade espanhola, reiterou a ideia, recorrendo à metáfora do namoro para exemplificar o ponto da situação dos negócios. "Com a Media Capital houve conversas informais, saímos para tomar um copo, não houve namoro, não nos obriguem a casar já", explicou. "Com a Impresa já namorámos; ela é a nossa primeira prioridade". Mostrando-se paciente em relação a uma resposta afirmativa da parte de Francisco Pinto Balsemão, o presidente da Impresa;o vice-presidente da Ongoing referiu que não é imperioso adquirir uma posição maioritária no grupo. Basta-lhes 30%, desde que o acordo tácito pressuponha poder de decisão. "Queremos partilhar a gestão". A atitude diante do desejado poder na televisão revelou-se ontem menos exigente do que a expressa na semana passada. O objectivo: levar Balsemão a ponderar a possibilidade de delegar o comando. Numa proposta inicial, sobraria a Balsemão o cargo de administrador não executivo na empresa que fundou. Recorde-se que o presidente da SIC comunicou não estar disposto a alterar a sua posição. Ontem, Rafael Mora falava que não tinha pressa e que nem sequer foi estabelecido um prazo para se passar ao plano B - a negociação com a Prisa. Para Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, o negócio com a Impresa não trava um futuro acordo com a Media Capital. "Não estamos em conversações com a Prisa, mas estamos abertos à sua retoma", declarou. De qualquer modo, se houver evolução neste sentido, a Ongoing irá desfazer-se na participação da SIC. Ontem, a tónica do seu discurso foi outra: a aposta na lusofonia, no Brasil e nos países africanos. "Esperamos inovar para que Portugal seja um pólo de desenvolvimento da língua portuguesa". Foi neste feixe de coordenadas que introduziu a contratação de José Eduardo Moniz, a quem reconhece a qualidade de "trunfo para qualquer grupo de média".Sobre um eventual acordo prévio com a PT, anterior interessado na TVI, Vasconcellos admite a criação de sinergias, mas não mais do que isso. " Não acredito que os grupos de telecomunicações criem conteúdos".