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sábado, 11 de setembro de 2010

Paquete de Oliveira regressa enquanto provedor

A sucessão de Paquete de Oliveira como provedor do telespectador continua sem data marcada, o que levou a RTP e o sociólogo a decidirem recolocar em grelha "A Voz do Cidadão", programa que não vai para o ar desde Abril deste ano. "O programa retoma no dia 18 de Setembro", revelou Paquete de Oliveira, que está a assumir as funções de provedor de forma interina. A informação surge no mesmo dia em que Felisbela Lopes, pró reitora da Universidade do Minho que havia sido escolhida pela administração da televisão pública para ocupar o cargo de provedora, comunica que desiste da nomeação. Em causa, o veto do Conselho de Opinião (CO) ao seu nome. O caso chegou mesmo a tribunal, com a administração da RTP e Felisbela Lopes a solicitarem a gravação da reunião onde o CO decidiu, sem unanimidade, vetar o nome da professora universitária. O tribunal ordenou, a 30 de Julho, que o CO cedesse a gravação, mas Manuel Coelho Silva, presidente do organismo, contou que recorreu da decisão. Sobre o caso em si, Coelho Silva opta por não comentar. Em comunicado, a RTP diz "compreender a decisão da professora, lamentando o processo que levou a essa decisão". Já Paquete de Oliveira disse: "São dois conselhos que tenho de respeitar. Em relação à Felisbela, sou amigo pessoal e colega de profissão e tenho tentado estar ausente do conflito." Já sobre o regresso do seu programa, o provedor diz que "deve continuar, por respeito aos telespectadores".
Fonte: CM

terça-feira, 20 de julho de 2010

Paquete de Oliveira pede explicação à RTP

O Provedor interino da RTP, cujo mandato como Provedor do Espectador terminou em Abril, mantém as suas funções, mesmo sem o programa "A Voz do Cidadão". "Trata-se de uma situação debilitada, uma vez que não tenho o programa que dá visibilidade à função". Paquete de Oliveira avança ainda que esta situação não vai passar de Agosto. "Se até essa altura não tiver uma resposta, estou a pensar convocar uma reunião", adiantou. O veto do Conselho de Opinião a Felisbela Lopes para Provedor do Espectador, e impugnado pela administração da RTP, criou uma situação delicada para o sociólogo. Além disso, o facto de ter surgido uma proposta de lei para alterar o processo de nomeação do Provedor, que só será votada no Outono, está a arrastar a resolução do problema. "Continuo a responder ao correio habitual dos telespectadores, aos inúmeros e-mails e telefonemas, mas continuo sem programa", sublinhou Paquete de Oliveira, que tem sérias dúvidas quanto ao regresso de "A Voz do Cidadão". A RTP disse que, "face ao arrastar do processo para a substituição do Provedor do Espectador, foi decidido pedir nova validação jurídica."
Fonte: CM

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Perfil: Paquete de Oliveira

José Manuel Paquete de Oliveira nasceu na ilha da Madeira em 1936. É casado e tem dois filhos. Doutorado em Sociologia da Comunicação e da Cultura, pelo ISCTE, é professor universitário. Colaborou com jornais e no programa "Casos de Polícia", SIC.
Fonte: CM

domingo, 21 de março de 2010

Elogios a "Conta-me Como Foi" e críticas à análise do futebol

Do balanço anual da actividade do provedor do telespectador da RTP sobressaem três ideias: as críticas do público incidem em matéria desportiva; os elogios - que também os há - destacaram as séries "Conta-me Como Foi" e também "Pai à Força", e quanto à questão da eventual ingerência política na estação, Paquete de Oliveira diz que não existem dados que confirmem tal prática. "Como provedor, não tenho quaisquer elementos internos para constatar a interferência directa do Governo ou de outros grupos de interesse na informação produzida pela RTP", afirma o provedor no relatório anual. No entanto, admite, segundo a agência Lusa, a informação da RTP enfrenta uma permanente acusação de "carácter genético: a informação serve o patrão. O patrão é o Estado. O Estado é o Governo que está em funções". Uma situação que leva o provedor a recomendar à Direcção de Informação a definição "urgente" de regras de critério editorial, "divulgando insistentemente o seu conteúdo". Por outro lado, Paquete de Oliveira considera que os portugueses mostram "um elevado grau de aceitação e confiança" na informação, já que o "Telejornal" é "campeão de audiências". Em relação à programação, o relatório adianta que os relatos e comentários ao futebol e o alinhamento dos programas são os temas que mais críticas suscitaram. E o desporto foi tema com maior número de críticas, sendo que 90% destas se referiam concretamente ao futebol. O provedor adianta, no entanto, dar "algum desconto" a estas críticas, já que a grande maioria reflecte a posição clubista dos telespectadores. O segundo maior tema na lista de críticas é a ordenação da grelha, nomeadamente a hora tardia do fecho do programa "Prós e Contras" (1 hora) e da exibição de filmes ou programas culturais de serviço público, que passam normalmente depois da meia-noite.
Fonte: JN

quinta-feira, 18 de março de 2010

Provedor falou da informação da RTP

Num extenso relatório, Paquete de Oliveira diz, em forma de balanço, sobre a informação do canal público, que considera mesmo injustas as críticas "de carácter genético" à parcialidade da informação do canal, que é até, neste campo, "campeão de audiências". Para o provedor, são estas audiências do "Telejornal" que provam a confiança que o público tem nos jornalistas da casa e considera que estes profissionais mereciam mais respeito, refutando as acusações de favores ao patrão. Paquete critica ainda o afastamento de comentadores como Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino, considerando que este afastamento "tirará a RTP de um lugar privilegiado no campo de opinião". Também de saída, Adelino Gomes, provedor da rádio pública realça no seu relatório o fim do histórico "Lugar ao Sul", de Rafael Correia, que considera "a jóia da corôa radiofónica do serviço público", a ausência da chamada música pimba e do folclore, que, segundo o provedor, invadem as manhãs da TV, e acaba por questionar o papel do provedor num universo dos media onde impera a Internet e onde os agentes dos media já não contam só com um "ombudsman" mas sim com um vasto painel deles, todos com voz, nos blogues, twitters, e outros suportes.
Fonte: Público