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domingo, 5 de dezembro de 2010

Patrícia Muller troca a TVI pela SIC

Patrícia Müller trocou Queluz de Baixo por Carnaxide no início da semana e vai integrar a nova área de ficção da SIC. A guionista, que assinou êxitos como as novelas "Deixa Que Te Leve", cujo episódio final atingiu perto de dois milhões de espectadores, e "Mar de Paixão", em exibição na TVI, confirma a mudança. "Sim, é verdade, estou muito entusiasmada com a nova fase", diz, sem revelar que contrato a liga à estação. O DN sabe que, em cima da mesa, está "para já, a discussão de um projecto". O director da Plural, André Cerqueira, desvaloriza a aquisição da SIC: "A saída dela foi normal, tranquila, não abala o trabalho". Mas, apurou ainda o DN, a saída não terá sido assim tão pacífica. E nem Patrícia Müller nem a TVI querem comentar. Esta é mais uma contratação de Carnaxide à rival, depois dos actores Manuel Cavaco, André Nunes, Helena Laureano e Maya Booth. A guerra, que estalou com a ida de Fátima Lopes para a TVI, está longe de terminar. Manuela Moura Guedes foi o último golpe mediático da SIC, e em Janeiro esperam-se mais entradas, entre elas a de Júlia Pinheiro.
Fonte: DN

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Guionista de novela sofre

O que sucede quando, por este ou aquele motivo, um actor deixa de súbito a novela sem que nada o fizesse prever? Em função do anúncio da saída de José Carlos Pereira do elenco de "Mar de Paixão", a propósito de um problema aditivo, Eduardo terá de morrer. Doença, gravidez, dependências. Estas são apenas algumas das razões passíveis de causarem enxaquecas agudas aos guionistas de tramas televisivas. Afinal, como descalçar a apertada bota de, repentinamente, ficarem sem uma personagem na intriga? As soluções não são muitas: morte, desaparecimento, ou viagem, são os ganchos mais recorrentes para tapar o furo na narrativa. Patrícia Muller viu-se agora a braços com uma situação destas. A autora de "Mar de Paixão", no ar na antena da TVI, teve de encontrar um fim para Eduardo, interpretado por José Carlos Pereira, em virtude do abandono do actor do trabalho, para integrar um programa de reabilitação. Os excessos na ingestão de álcool estarão na proa do seu problema. "A sorte é que temos muitas personagens, elencos grandes e vamos refrescando as entradas e saídas", comenta Patrícia Muller, pelo que diz ter sido "relativamente fácil de gerir". O facto de não ser uma intriga estanque também facilitou a tarefa. Acaba, pois por ser uma questão estratégica, que nem movimentar peças num tabuleiro de xadrez. "Temos de nos coser por outras linhas, se não há a azul, usamos a amarela". Quem não demostra tanto optimismo quanto a estes contratempos é António Barreira, que assina "Meu Amor", também para a estação de Queluz. "Implica muitas alterações de fundo". E dá um exemplo sintomático do jogo de cintura que constituiu a inesperada necessidade do actor José Martins se ausentar da novela "Queridas Feras", da qual era co-autor. "Tínhamos na altura uma frente aberta de cerca de 90 episódios e ele entrava em quase todos. Era um emigrante, marialva, e tivemos de o tirar da história através de um desaparecimento", conta. Para o efeito, "criámos uma outra personagem, um primo dele, fiel signatário do seu segredo maior. Felizmente o José melhorou e conseguimos reintegrá-lo". Barreira acautela sempre a coerência com que estas passagens são feitas. "Não pode ser descabido, antes em conformidade com o perfil da personagem", salienta. Um pouco diferente é quando se está perante uma saída de um actor previamente planeada. "Aí, há tempo de preparação. Geralmente avisam-nos com antecedência". Sobretudo, se o factor se prender com outros compromissos profissionais já agendados.
Fonte: JN

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Perfil: Patrícia Muller

Em 2002, com apenas 23 anos de idade, Patrícia Muller criou a série juvenil de maior sucesso na televisão portuguesa, os "Morangos com Açúcar". Actualmente, é a autora de "Mar de Paixão", a novela da TVI que atrai mais de 1 milhão e 500 mil espectadores todos os dias.
Fonte: Sapo

segunda-feira, 1 de março de 2010

Autores nacionais não perdem as séries internacionais

São os responsáveis por grande parte da ficção nacional mais recente, mas não prescindem das suas séries estrangeiras de eleição. "Irmãos e Irmãs", "Sem Escrúpulos" ou "Os Sopranos" levam os guionistas a largar "tudo" para as ver. A trama obscura de "Sem Escrúpulos" e a interpretação de Glenn Glose no papel da advogada manipuladora Patty Hewes, que lhe valeu um Globo de Ouro para melhor actriz dramática, é a série de eleição de Rui Vilhena. O guionista de "Olhos nos Olhos", que se encontra a escrever "Bem Me Quer Mal Me Quer" é "viciado" naquela produção e deixa tudo o que está a fazer para assistir a um novo episódio do formato. "Não atendo nem o telefone", revela, sublinhando tratar-se de um guião "muito bem escrito". O argumentista destaca ainda o desempenho da protagonista, que classifica de "completamente fabuloso". António Barreira, responsável pelo guião de "Meu Amor" elege três produções. "Irmãos e Irmãs", "Gossip Girl" e "America's Next Top Model". Mas é a primeira aquela que o leva a "largar tudo para ver". Com Sally Field no papel da matriarca da família Walker, a produção reúne um elenco de luxo com nomes como Rachel Griffiths, Calista Flockhart e Rob Lowe, entre outros. "Resmas de Afectos" é o ingrediente que salienta. Quanto às outras duas, de "Gossip Girl" destaca o "bom gosto" e a "vanguarda" do formato juvenil. A temática da moda leva-o a acompanhar o reality show conduzido por Tyra Banks, uma vez que é um dos temas do projecto que tem em mãos. "Retrata o mundo que é abordado na novela, com o devido distanciamento. Há muitas situações que acontecem às modelos que são universais", revela. Para Patrícia Müller, a "melhor desde sempre" é "Os Sopranos". "Quando estive em Nova Iorque e fiz o percurso para Nova Jérsia parecia que já lá tinha estado, porque a viagem é exactamente como a do genérico inicial", descreve. A série que relata a saga de uma família de mafiosos nova-iorquinos produzida pela HBO é, na sua opinião, "brutal". Das produções mais recentes, a autora enumera "Glee", recentemente galardoada com um Globo de Ouro para melhor série de comédia, por ser "muito bem feita" e "engraçada" e a versão norte-americana de "O Escritório". Os gostos da equipa que lidera na Casa da Criação, composta por André Munaças, Catarina Peixoto e Marina Ribeiro, elege ainda "Californication". Pedro Lopes, um dos autores de "Lua Vermelha" também destaca "Glee", como uma das produções recentes mais bem sucedidas, e cujo sucesso deve estar a "estoirar" na televisão portuguesa, já que tem estado a ter muito impacto nos Estados Unidos. "Dexter" e "Anatomia de Grey" são as séries que tem acompanhado. Esta última, na sua opinião, que "em termos emocionais funciona muito bem". "Não só pelo prazer, mas também pelo ponto de vista técnico", o criativo indica "O Mentalista". Um dos escritores há mais tempo a escrever novelas, Tozé Martinho gosta de ver séries policiais. "Investigação Criminal" e "CSI" são as que acompanha de momento. "São temas que me interessam enquanto advogado", explica, manifestando também preferência por "Trauma", um drama hospitalar sobre equipas de emergência médica. O autor revelou ainda que viu os episódios de "Investigação Criminal" com Daniela Ruah e que gostou da interpretação da actriz portuguesa.
Fonte: JN