"Não tenho nenhuma declaração a fazer. Aguardo o que o professor Marcelo Rebelo de Sousa tem a dizer, se é que quer dizer alguma coisa", afirma José Alberto Carvalho, a propósito das declarações do comentador ao programa da SIC "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios", na quarta feira. Provocado por Ricardo Araújo Pereira sobre o facto de manter o programa "As Escolhas de Marcelo" na RTP1 sem interferência de José Sócrates ou do governo, o professor lançou várias perguntas: "Às vezes o que parece não é. Já viu que estive dois meses de férias? E que o programa já vai em quinze minutos?" [antes do Verão tinha meia hora]. E rematou: "Já vejo Sócrates a falar para Santos Silva: Bem feito! Já nem se nota que ele tem programa". As palavras de Rebelo de Sousa não caíram bem na RTP e, José Alberto de Carvalho telefonou ontem de manhã ao comentador para debater a situação. O político do PSD está na RTP há cerca de quatro anos, depois de uma polémica saída da TVI por alegadas pressões políticas, estando no governo de Santana Lopes. O seu contrato com a estação termina em Março de 2010, tal como António Vitorino, militante do PS, comentador do espaço "Notas Soltas". No final de Agosto, um artigo do Expresso abria a porta a uma eventual saída de Rebelo de Sousa tendo em conta que o socialista poderia deixar o programa para abraçar novos projectos profissionais. A questão prendia-se então com os imperativos de equilíbrio político recomendados pela Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) - não havendo um, não poderia existir o outro. A ERC descartou-se, então, de quaisquer responsabilidades caso o saísse de antena. Já a RTP assegurou que ambos os programas eram para manter, ainda que começassem este ano mais tarde. António Vitorino continua, entretanto, na RTP. O programa "As Escolhas de Marcelo" tem sofrido alterações de horário desde que regressou à antena. É transmitido às 21h00, após o "Telejornal", quando não há jogos do campeonato nacional de futebol e às 19h45 quando há partidas. Hoje o tema poderá voltar ao "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios" esta noite uma vez que José Alberto Carvalho será um dos entrevistados dos humoristas naquele que será o último programa do quarteto neste formato.
Mostrar mensagens com a etiqueta Polémica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Polémica. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
José Alberto de Carvalho à espera de Marcelo Rebelo de Sousa
"Não tenho nenhuma declaração a fazer. Aguardo o que o professor Marcelo Rebelo de Sousa tem a dizer, se é que quer dizer alguma coisa", afirma José Alberto Carvalho, a propósito das declarações do comentador ao programa da SIC "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios", na quarta feira. Provocado por Ricardo Araújo Pereira sobre o facto de manter o programa "As Escolhas de Marcelo" na RTP1 sem interferência de José Sócrates ou do governo, o professor lançou várias perguntas: "Às vezes o que parece não é. Já viu que estive dois meses de férias? E que o programa já vai em quinze minutos?" [antes do Verão tinha meia hora]. E rematou: "Já vejo Sócrates a falar para Santos Silva: Bem feito! Já nem se nota que ele tem programa". As palavras de Rebelo de Sousa não caíram bem na RTP e, José Alberto de Carvalho telefonou ontem de manhã ao comentador para debater a situação. O político do PSD está na RTP há cerca de quatro anos, depois de uma polémica saída da TVI por alegadas pressões políticas, estando no governo de Santana Lopes. O seu contrato com a estação termina em Março de 2010, tal como António Vitorino, militante do PS, comentador do espaço "Notas Soltas". No final de Agosto, um artigo do Expresso abria a porta a uma eventual saída de Rebelo de Sousa tendo em conta que o socialista poderia deixar o programa para abraçar novos projectos profissionais. A questão prendia-se então com os imperativos de equilíbrio político recomendados pela Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) - não havendo um, não poderia existir o outro. A ERC descartou-se, então, de quaisquer responsabilidades caso o saísse de antena. Já a RTP assegurou que ambos os programas eram para manter, ainda que começassem este ano mais tarde. António Vitorino continua, entretanto, na RTP. O programa "As Escolhas de Marcelo" tem sofrido alterações de horário desde que regressou à antena. É transmitido às 21h00, após o "Telejornal", quando não há jogos do campeonato nacional de futebol e às 19h45 quando há partidas. Hoje o tema poderá voltar ao "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios" esta noite uma vez que José Alberto Carvalho será um dos entrevistados dos humoristas naquele que será o último programa do quarteto neste formato.
Etiquetas:
José Alberto Carvalho,
Marcelo Rebelo de Sousa,
Polémica
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Debate aceso, ontem no "Prós e Contras"
Depois de uma primeira parte cordial e organizada nas intervenções, o debate do "Prós e Contras", subordinado às relações entre jornalismo e política, animou-se, já depois da meia-noite, com a discussão sobre o "caso das escutas". Henrique Monteiro, director do Expresso, trouxe para o debate a ideia de que o email com a informação de troca de mensagens entre jornalistas, motivo central da manchete do Diário de Notícias, teve proveniência política. José Manuel Fernandes chegou a dizer que não tinha sido convidado para esse debate. O combinado teria sido "um nota de rodapé", sublinhou, "e não três quartos" dedicado a esse tema. O director do Público, onde se publicou, em Agosto, a manchete relativa às suspeitas de vigilância de assessores do Presidência da República por parte do Governo, disse que também não sabia que o email trocado entre os seus jornalistas tinha chegado a outras redacções através de um intermediário político. Paulo Baldaia, responsável pela Informação da TSF, assinalou, por seu lado, que não chegou a fazer-se desmentido algum da peça do Público. E também defendeu que foi "importante o email publicado pelo Diário Notícias". Sem esse material, o jornal, no dia seguinte, teria sido obrigado a explicar melhor a sua notícia, concluiu. Muito antes da acesa discussão que levou o Provedor da RTP, Paquete de Oliveira, a intervir, dizendo que este debate "só veio baralhar os espectadores, porque ninguém quer admitir os erros em que caiu", o director do Diário de Notícias (DN) disse que não se "atreveria a publicar a notícia que estava apenas no espírito dos consultores", condenando assim a actuação do Público.,No seu entender, a notícia, de Agosto, "não estava suficientemente sustentada". Neste ponto, Henrique Monteiro concordou com João Marcelino: "É lícito publicar uma convicção sem sabermos se é apenas uma convicção". Já Paulo Baldaia, director da TSF, defendeu que a suspeita em si, por estarmos perante dois órgãos de soberania, justificava a matéria. Na linha do que defendeu Henrique Monteiro, José Alberto de Carvalho, director de Informação da RTP, ainda disse que "questionava a oportunidade da notícia" do DN. O "caso das escutas", remonta a 18 de Agosto, e veio interromper a silly season política. O Público contou, na altura, a história da suspeita de assessores de Cavaco Silva terem estado sob vigilância. Notícia essa que não chegou a ser desmentida e cujos efeitos se foram arrastado até à campanha política. Um mês depois, foi a vez do DN fazer manchete com a revelação de que um assessor de Cavaco Silva se tinha encontrado com jornalista do Público há 17 meses atrás para falar dessa suspeita, tendo recorrido à publicação de um email privado trocado entre repórteres do Público. Esse assessor foi demitido do cargo. Depois das eleições, o Presidente da República pronunciou-se sobre o "caso das escutas".
Etiquetas:
Polémica,
Política,
Prós e Contras,
RTP1
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Mandato de Sócrates repleto de casos com jornalistas
"Em nenhum dos governos do pós-25 de Abril houve uma relação tão acintosa entre um primeiro-ministro e os jornalistas." A afirmação é de Francisco Rui Cádima, professor da Universidade Nova de Lisboa, e junta-se a várias vozes que têm criticado publicamente a actuação deste Governo na área da comunicação social. Num balanço da legislatura, Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, falou esta semana em "estratégia [do Executivo] de debilitar e enfraquecer os grupos privados" e classificou Augusto Santos Silva como "o pior ministro que houve desde o 25 de Abril". As alterações ao Estatuto do Jornalista, os poderes concedidos à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), a lei da concentração - vetada por Cavaco Silva - e o concurso do 5º canal são alguns dos momentos críticos. A estas questões gerais, juntam-se alguns casos concretos, nomeadamente o chamado caso TVI. José Sócrates, no Congresso do PS, em Espinho, no final de Fevereiro, falou numa campanha negra da comunicação social contra si, dando o exemplo concreto do "Jornal Nacional 6ª", da TVI, apresentado por Manuela Moura Guedes, ao qual voltou mais tarde na entrevista a Judite Sousa, na RTP. E referiu ainda "um director de um jornal", numa referência ao Público - que neste momento está no centro do mais recente episódio político, o caso das escutas de Belém. Pelo meio ficou ainda por clarificar o que se passou em relação à compra de 30% da Media Capital, proprietária da TVI, por parte da PT. Se num primeiro momento, perante as acusações da oposição de que o Governo, através da golden share que detém na empresa de telecomunicações, estava a mandar calar o TVI, o primeiro-ministro disse não comentar o negócio privado, no dia seguinte fez saber que o Governo iria utilizar o poder de veto para travar a compra para afastar quaisquer suspeitas. Só que, pouco mais de dois meses depois, o anúncio da suspensão do "Jornal Nacional de 6ª", a dois dias do seu regresso à antena - uma decisão da administração espanhola da empresa, muito próxima do PSOE -, caiu que nem uma bomba, já em plena pré-campanha. Sócrates apressou-se a dizer que nem ele nem o Governo tinham tido a ver com a decisão, mas não evitou ficar colado ao caso. Referindo ainda as pressões sobre outros órgãos e sobre os jornalistas, com as alterações aprovadas ao Estatuto do Jornalista, Francisco Rui Cádima considera que "desta legislatura fica um rasto de interferência e ingerência do Governo nos meios de comunicação social". Por isso considera que o Estatuto deveria ser corrigido, nomeadamente quanto aos direitos de autor e à protecção das fontes, e que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social "precisa de uma clarificação em relação aos poderes políticos e aos regulados". Apesar da reformulação do contrato do serviço público realizado durante esta legislatura, o professor da Universidade Nova de Lisboa considera que "a sua independência face ao poder político ainda não está assegurada". Felisbela Lopes, professora da Universidade do Minho, adianta uma medida em concreto nesse sentido: "A nomeação do presidente do Conselho de Administração da RTP deve deixar de ser feita pelo Governo."segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Redacção da TVI está profundamente dividida
A forma como for resolvida a situação de Manuela Moura Guedes pode ser decisiva para a continuidade de João Maia Abreu e Mário Moura, que podem ser reconduzidos pela Administração da Media Capital, empresa proprietária da TVI, como director e director adjunto, respectivamente. No entanto, caso não seja alcançado um acordo que resolva sem conflito a situação de Manuela Moura Guedes, "a solução poderá mesmo recair sobre uma solução externa à redacção da TVI", assegurou uma fonte da estação de Queluz. Alguns jornalistas contactados asseguram que existem "alternativas internas de qualidade" e os nomes de Júlio Magalhães, Pedro Pinto e José Carlos Castro são os mais referidos. Num aspecto todos estão de acordo: a Administração deve apresentar uma solução o mais rápido possível havendo mesmo alguma expectativa que a alternativa pode ser apresentada hoje ou amanhã. Júlio Magalhães, que assegurou não ter sido convidado para director de Informação, defende que "nesta fase, é preciso que o bom senso e a serenidade voltem à redacção" e, para que isso aconteça, "é importante haver rapidamente uma decisão da administração para acabar com a instabilidade que a Redacção está a viver". Aludindo às várias histórias reveladas aos meios de comunicação social e na blogosfera sobre a vida interna da Redacção, o pivô alertou para a necessidade de as pessoas se acalmarem e pensarem que esta discussão na praça pública é prejudicial para a empresa, "podendo mesmo pôr em causa os postos de trabalho". "Há todo um trabalho de onze anos de José Eduardo Moniz, que tornou a TVI líder de audiências, que está a ser posto em causa", afirmou. "É evidente que ao longo dos últimos onze anos aconteceram algumas situações mais desagradáveis, como em qualquer empresa. Mas a grande maioria das pessoas sente-se bem", concluiu. Na edição de ontem o 24 Horas publicou o testemunho de vários jornalistas da TVI a denunciaram situações em que Manuela Moura Guedes terá tratado com prepotência e arrogância alguns colegas. Na blogosfera circulam muitas outras histórias. No blogue de Carlos Enes, jornalista que pertence à equipa do "Jornal Nacional de 6ª", o tom dos posts publicados e os episódios relatados mostram o que se vive neste momento na Redacção. E, para além de situações mais recentes, há quem chegue mesmo a lembrar o suicídio de Miguel Ganhão Pereira, alegando que o jornalista não terá aguentado a forma como era tratado e, por isso, pôs termo à vida.quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Mais uma polémica em volta de Carolina Patrocínio
Carolina Patrocínio está envolta numa nova polémica, mas desta vez com o namorado, Gonçalo Uva. Uma fotografia do casal na intimidade num quarto de hotel foi parar à internet. A imagem é bastante elucidativa: mostra a jovem em lingerie na cama, com uma garrafa de champanhe na mão, debruçada sobre o o jogador de râguebi. A apresentadora tem andado nas bocas do mundo não pelo seu trabalho – apresenta o "TGV" juntamente com João Manzarra, na SIC, e é mandatária para a juventude da campanha de José Sócrates –, mas sim pelas suas declarações ao programa "Episódio Especial", no mês passado. No formato da SIC, Carolina Patrocínio, de 22 anos, disse que só comia cerejas se a sua empregada lhe retirasse os caroços e que preferia fazer batota a perder. Depois desse episódio, o PS pediu à sua mandatária para a juventude para não dar entrevistas, evitando assim mais polémicas. O movimento criado no site Facebook na semana passada a pedir a libertação da empregada de Carolina Patrocínio, Ângela de Jesus, foi ontem retirado do sistema, depois de ter ultrapassado os 5500 membros.sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Entrevistados que perdem a paciência
Marinho Pinto trocou acusações com Manuela Moura Guedes, em Maio, durante uma entrevista na TVI. O bastonário da ordem dos Advogados descreveu o "Jornal Nacional 6ª" como um "espectáculo degradante". Santana Lopes abandonou uma entrevista na SIC Notícias sobre o PSD, em Setembro de 2007, depois de ser tirado do ar pela chegada a Lisboa de José Mourinho. O treinador tinha sido despedido do Chelsea. No PSD, Luis Filipe Menezes assumia a liderança.
Subscrever:
Mensagens (Atom)