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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Raul Solnado homenageado pelos amigos

Raul Solnado foi homenageado, esta terça-feira, no dia em que completaria 81 anos, no Auditório Lurdes Norberto, em Linda a Velha. O espectáculo contou com a exibição de excertos de interpretações no teatro, no cinema e na televisão e depoimentos de actores e outros amigos, numa evocação da vida e obra de Raul Solnado. A homenagem foi promovida por Leonor Xavier e o Intervalo - Grupo de Teatro.
Fonte: Lux

sábado, 7 de agosto de 2010

Documentário sobre Raul Solnado hoje na RTP1

Era um projecto a dois, "mas o maroto foi-se embora antes", fez saber Patrícia Vasconcelos, autora de "O Meu Raul", à data da apresentação deste trabalho, que a estação pública exibe hoje em horário nobre, o qual revisita a vida do artista de forma inspiradora. Fez o favor a si próprio de ser feliz até ao derradeiro dia. Raul Solnado, pois então. E é justamente essa a ideia que perpassa da homenagem documental que a amiga lhe fez. Hesitou. O combinado era ser uma viagem a dois pelas ruas de Lisboa, aquelas que o acolheram ao longo de 79 anos. A morte pregou mais uma das suas partidas e Patrícia Vasconcelos ponderou desistir. "Mas não podia fazer isso ao Raul", disse. Avançou. E com a proeza de, mesmo sem Raul Solnado entre nós, pô-lo a ele a narrar o filme. "Era uma grande responsabilidade sobre os ombros, nunca tinha feito nada enquanto realizadora", comentou. "Pensei para mim que não teria coragem. Chorei, desesperei, mas devia-lhe isto". E "orgulho" foi a palavra a que recorreu por o "ser ele quem conta a própria história", o que só foi possível através de imagens de arquivo do canal do Estado e graças a um minucioso jogo de montagem que mais parece um puzzle, em que as peças acabam por se encaixar na perfeição. A filha de António Pedro Vasconcelos, consagrado realizador português, conhecia Solnado desde os 10 anos. "Foi uma amizade que se solidificou, sobretudo, nos últimos 15 anos". A sua relação era também profissional. "Ainda no outro dia me pediram um actor pequenino, idoso, com carisma para um casting e não parava de me vir à cabeça o nome do Raul". Emocionada, concretizou: "Não há personalidade e pensamento como o dele". Algo que todos os presentes no visionamento do documentário subscreveram pela expressão que carregavam no rosto: uns familiares, outros nem tanto, entre lágrimas acompanhadas pelo esboçar de sorrisos cúmplices. Afinal, o resultado do filme não é de todo lamechas. Também Raul não o era. "O talento prescreve, envelhece se não for trabalhado". Esta é a frase pertencente a Raul que se pode ler no final do documentário. Antes, o pano cai, primeiro com os seus entes mais próximos e amigos a entoar o tema "Malmequer", que lhe era tão caro, e depois com ele a despedir-se. Isto após se ter navegado pelos tempos do "Zip Zip", pelo alcançar do sonho que foi ter erigido o Teatro Armando Cortez, ou pela altura de uma gaguez aguda, aquela que assinalou o pontapé de saída da sua carreira. "Recuso-me a ter uma visão catastrófica. Promovam o riso, prestigiem-no. Deixem-me rir, deixem-me chorar. Quero emocionar-me", é outra das mensagens mais fortes. Além de dois dos filhos e da neta Joana Solnado, muitas figuras públicas compareceram nesta espécie de ante estreia. Entre elas Rui Mendes, Manuela Maria, Vítor de Sousa ou Rogério Samora. No fim, uma clamorosa ovação provou a Patrícia que o trabalho passara num importante crivo, o dos que amavam Raul. "Gostaram?", perguntou com humildade aos jornalistas que assistiram. "Descobri ainda mais facetas dele neste processo. Foi uma viagem solitária, mas cheia de espírito positivo", partilhou. "Missão cumprida" foi a sensação que, enfim, Patrícia pôde subtrair.
Fonte: JN

sexta-feira, 30 de julho de 2010

RTP exibe documentário sobre Raul Solnado

Um ano depois da morte de Raul Solnado, a RTP exibe, já em Agosto, o documentário "O Meu Raul", da realizadora Patrícia Vasconcelos. O documentário centra-se na vida e no pensamento do cómico e actor, e conta com testemunhos inéditos de Raul Solnado, acerca de temas como a fundação do Teatro Villaret.
Fonte: DN

quarta-feira, 31 de março de 2010

Raul Solnado homenageado em Cascais

Raul Solnado foi homenageado em Cascais. O nome do actor, falecido a 8 de Agosto de 2009, foi dado a um avenida, numa das entradas da vila. Familiares, amigos e jovens alunos da Escola Profissional de Teatro compareceram ao descerrar da lápide e à inauguração da exposição "Façam o favor de ser felizes", no Espaço Memória do Teatro Experimental de Cascais. As cerimónias foram conduzidas pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais, António Capucho.
Fonte: Lux

terça-feira, 16 de março de 2010

Rua com nome de Raul Solnado

Ao final da tarde de ontem, foi inaugurada em Peniche a primeira rua com o nome de Raul Solnado. E porquê Peniche? "Há muitos anos, o meu pai fez lá um retiro e depois foi lá voltando frequentemente", diz um engripado Renato Solnado. "Eu vou lá estar para descerrar a placa", justifica-se com a rouquidão de quem está engripado há dois dias. A cerimónia começou ao fim do dia (17h00) e, além do descerramento da placa Rua Raul Solnado, à boleia do mês do teatro, haverá a inauguração da Exposição "Raul Solnado - Podió chamá-lo", que estará em cartaz na sala de exposições do Edifício Cultural até 4 de Abril. O actor António Évora, que trabalha na Cultura da autarquia, foi um dos impulsionadores da ideia, acolhida depois pelo executivo que "pretende através desta singela, mas sentida, homenagem, evocar a memória de alguém que, nutrindo especial simpatia pela cidade de Peniche, foi sempre acarinhado por esta comunidade". Como ilustra Renato lembrando que Solnado, além das visitas regulares, ajudava o lar de Peniche e o padre que o geria.
Fonte: DN

sexta-feira, 5 de março de 2010

Colecção de Raul Solnado em leilão

Após o seu desaparecimento, a 8 de Agosto de 2009, Raul Solnado será recordado, uma vez mais, nos dias 17 e 18 de Março, altura em que várias peças de pintura, esculturas e retratos da sua colecção pessoal serão leiloados pelo Palácio Correio Velho, em Lisboa. Das 67 peças coleccionadas por Raul Soldado, as duas obras mais caras são uma tela de Manuel Amado, pintada a óleo, e um busto do lendário actor português, assinado por Martins Correia, de 1977. A base de licitação será de 4 mil euros por cada uma. Outros quadros, de artistas como João Perry, José Viana e Júlio César, um desenho a carvão de Graça Morais, um óleo de Júlio Pomar, e uma figura feminina com uma criança de Luís Pinto Coelho, fazem parte do Solnado apreciador de arte. Diversas caricaturas e retratos vão estar, também, disponíveis para irem a leilão.O dinheiro angariado no leilão da colecção particular de Raul Solnado destina-se à criação de uma escola de teatro e artes cénicas, e a um museu com o nome do actor. No evento, denominado "Leilão de Arte Moderna e Contemporânea", serão ainda licitadas peças de colecção da actriz e encenadora Amélia Rey Colaço, falecida em 1990, e um óleo sobre papel de Joaquim Rodrigo, "Memórias IV", com licitação mínima de 30 mil euros. Almada Negreiros, Costa Pinheiro, Eduardo Batarda, Graça Morais, Malangatana, Nadir Afonso, Vieira da Silva, Siza Vieira e Stuart de Carvalhais são outros autores representados no leilão. Nas bancas, encontra-se a edição especial "Façam o Favor de Ser Felizes", a mítica frase de Solnado. É um CD que compila canções, referências ao programa de televisão "Zip-Zip", os monólogos e rábulas do actor, entrevistas com o mesmo gravadas entre 1962 e 1972, o seu trabalho no teatro e na TV de 1958 a 1983, e, ainda, um texto da jornalista e escritora Leonor Xavier, biógrafa que acompanhou Raul Solnado até ao fim da vida, bem como as palavras de David Mourão-Ferreira, escritor e poeta luso também já falecido. As receitas da venda do disco revertem, parcialmente, para a Casa do Artista, - sociedade de apoio aos artistas que Solnado fundou com o amigo Armando Cortez - da qual foi director até ao seu último dia de vida.
Fonte: Sapo Fama

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Colecção particular de Raul Solnado vai a leilão

Um óleo sobre tela de Manuel Amado e um busto de Raul Solnado da autoria de Martins Correia são as peças mais caras da colecção de arte do actor que vai ser leiloada de 14 a 16 de Março em Lisboa. A colecção particular de Raul Solnado, falecido a 8 de Agosto de 2009, tinha 67 obras que vão à praça no Leilão de Arte Moderna e Contemporânea do Palácio Correio Velho, a realizar em Lisboa, no qual irão ser leiloadas outras colecções, entre as quais a que pertenceu à actriz Amélia Rey. As duas obras de maior valor terão uma base de licitação de 4 mil euros, cada uma. Quadros da autoria dos actores José Viana, João Perry e Júlio César, três serigrafias e um óleo de Júlio Pomar, uma figura feminina com criança de Luís Pinto Coelho, um desenho a carvão de Graça Morais, várias caricaturas e retratos de Raul Solnado que faziam parte da sua própria colecção são outras obras a leiloar. Nas duas sessões irão ainda ser leiloadas outras obras, a mais cara das quais é um óleo sobre papel de Joaquim Rodrigo - Memórias IV -, com uma base de licitação de 30 mil euros. Outros autores representados são Nadir Afonso, Vieira da Silva, António Palolo, José Viana, Siza Vieira, Gil Teixeira Lopes, entre outros. O Leilão de Arte Moderna e Contemporânea é composto por 302 lotes e a base de licitação mínima do total de lotes cifra-se em 500 mil euros. À Lusa, Renato Solnado, um dos três filhos do actor, disse que "a maior percentagem da receita resultante da venda da colecção" destina-se à criação de uma escola de teatro e artes cénicas e de um museu com o nome do actor. "O meu pai não era um coleccionador de pintura, era sim um admirador de pintura, como o era da arte em geral e alguns dos quadros que agora vão a leilão foram-lhe oferecidos por artistas amigos, tanto assim que têm dedicatórias", disse o filho do actor.
Fonte: DN

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Gravações de Raul Solnado voltam às lojas

"Façam o Favor de Ser Felizes" é o título de uma edição que reúne as melhores gravações de Raul Solnado. A caixa de três CD chega a 1 de Março. Com coordenação de David Ferreira, "Façam o Favor de Ser Felizes" apresenta os monólogos humorísticos, as personagens do programa televisivo "Zip Zip", os seus diálogos no teatro e na revista, assim como algumas canções. O primeiro disco reúne os monólogos, com rábulas gravadas entre 1962 e 1972, como "A Ida ao Médico", "Chamada para Washington" e "O Cabeleireiro de Senhoras". O segundo abre com o genérico do "Zip Zip", a que se seguem personagens e entrevistas de Solnado gravadas entre 1962 e 1972, incluindo o último programa. "Fritz", "O Ladrão Alfredo", "John Silva", e "El Meson del Gitano" fazem parte do alinhamento deste disco. Finalmente, o último disco testemunha a passagem de Raul Solnado pelo teatro e pela televisão, com gravações de revistas e programas, entre 1958 e 1983. "O Alfacinha de Gema", "Timpanas", "Os Tripeiros" e "Noivas de Santo António" são algumas das gravações. Numa embalagem de luxo, "Façam o Favor de Ser Felizes" tem texto de apresentação de Leonor Xavier, biógrafa que acompanhou Raul Solnado até ao final da vida. E ainda palavras de David Mourão Ferreira sobre o actor, que marcou Portugal no último meio século. Parte das receitas obtidas revertem para a Casa do Artista, obra em que Raul Solnado se empenhou.
Fonte: CM

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Vida de Raul Solnado em documentário

"Raul Solnado, Uma Vida Feliz" é o documentário que Patrícia Vasconcelos está a realizar para a RTP 1 , no qual mostra "histórias menos conhecidas da vida do actor, da pessoa e do cidadão". O trabalho - com que a directora de castings e cantora se estreia na realização - faz parte de um projecto que lhe é muito querido e que tenciona pôr de pé: realizar documentários sobre grandes actores portugueses. "Raul Solnado, Uma Vida Feliz" é o primeiro trabalho desse projecto e resulta da grande amizade que, desde a infância, a une ao grande actor, falecido em Agosto. O documentário visitará ou recordará os espaços percorridos pelo actor e aqueles que ele foi moldando ao longo da carreira. A Sociedade Guilherme Cossul, onde o actor se estreou como amador em 1947 e onde deu aulas de teatro quase até morrer; o Maxime, onde em 1951, a convite de José Viana, participou no espectáculo "Sol da Meia-Noite" e se estreou profissionalmente; o Parque Mayer, em que foram muitos os elencos de revista que Solnado integrou, são alguns dos locais revisitados no percurso. O Cine-Teatro Capitólio, de que Raul Solnado foi empresário nos anos 1960, ainda que por pouco tempo, e ao qual a autarquia de Lisboa atribuiu recentemente o nome do actor, e o Teatro Villaret, fundado e dirigido pelo actor de 1964 a 1970, são também recordados no documentário.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Raul Solnado fazia hoje 80 anos

Uma homenagem a Raul Solnado, o "sr. Fritz"do genial "Zip Zip", transmitido pela RTP, em finais dos anos 60, irá preencher, hoje, segunda-feira, a programação da RTP Memória. Há programas que ficam para sempre gravados no imaginário de milhões de pessoas. O "Zip Zip", de Fialho Gouveia, Carlos Cruz e Raul Solnado faz parte dessa memória marcada pela criatividade, modernidade, sátira política. Pois bem: apesar da censura, o "Zip Zip" foi a tal nesga de liberdade sentida por milhões de telespectadores. O país parava às segundas feiras para admirar imagens e entrevistas únicas (Almada Negreiros, foi uma delas) os cafés enchiam-se, os cinemas fechavam. A homenagem a Raul Solnado, hoje, na RTP Memória, prevê a exibição do último programa do "Zip Zip", produzido em 1969, nos estúdios da RTP, no Monte da Virgem, Gaia, a par de testemunhos de artistas e gente ligada às artes do palco: António Reis, Júlio Pomar, Carmen Dolores, Herman José, Leonor Xavier, Nuno Artur Silva, Nicholson e Carlos Cruz. Júlio Gago, presidente do TEP, não tem dúvidas no papel interventivo do popular actor : "Foi muito mais do que um homem de Teatro. O "Zip Zip" foi a pedra no charco e o programa também ajudou ao derrube do salazarismo". Hoje, Raul Solnado faria 80 anos e durante 24 horas a RTP Memória presta-lhe homenagens. O "sr. Fritz" anda por aí. Não esqueçam: "Façam o favor de serem felizes".

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Raul Solnado é nome de teatro

A Câmara de Lisboa aprovou hoje por unanimidade a atribuição do nome do actor Raul Solnado ao Cine Teatro Capitólio, no Parque Mayer. A proposta apresentada pelo presidente da Câmara, António Costa, aprovada na reunião pública do executivo municipal, sublinhava a ligação do percurso teatral de Raul Solnado ao Parque Mayer e ao Capitólio. "Na vida do actor Raul Solnado deu-se em 1960 uma evolução ao tornar-se, embora por um curto espaço de tempo, empresário do Capitólio", sublinha a deliberação. Foi nesse período de "inovação" que foi representada a primeira revista à portuguesa naquele espaço, "A Vida é Bela", que provocou "surpresa" pelo "modernismo cenográfico" do pintor Stuart de Carvalhais e teve como vedeta, por iniciativa de Raul Solnado, a actriz Milú. A recuperação do Capitólio, considerado o primeiro edifício do movimento Moderno em Portugal, foi assumida pelo actual executivo camarário como a "âncora" da reabilitação do Parque Mayer. Raul Solnado morreu, aos 79 anos, a 8 de Agosto passado.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Nome de Raul Solnado proposto para Capitólio

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, vai propor, na próxima reunião do executivo municipal, a atribuição do nome do actor Raul Solnado, falecido sábado, à sala/teatro do Capitólio, no Parque Mayer. A próxima reunião privada do executivo realiza-se a seguir às férias, a 09 de Setembro. Num comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) realça que "Raul Solnado esteve desde sempre profundamente ligado ao Parque Mayer, onde representou em todos os seus teatros". A CML relembra que Solnado integrou o júri de selecção do concurso público de ideias para o Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente, "onde participou com grande entusiasmo e empenho". O edifício do Capitólio, considerado o primeiro edifício do Movimento Moderno em Portugal, constituirá a âncora do Parque Mayer e irá ser recuperado segundo a sua traça original, de 1931, afirma a autarquia, realçando que "as obras para a sua reconstrução iniciar-se-ão em breve e marcam o começo da reabilitação do Parque Mayer". O espaço servirá para várias Artes de Palco, Dança, Teatro e Música. Também a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) propôs terça-feira a "atribuição urgente" do nome do actor Raul Solnado a "um teatro de referência no quadro da vida artística lisboeta", concretamente o Teatro Capitólio. Para tanto, sugere a SPA, o Capitólio "deverá ser remodelado de forma a acolher com a dignidade devida esse novo nome".

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Raul Solnado em destaque na TVI

A estação de Queluz preparou, para esta terça feira, duas emissões especiais dedicadas ao humorista e actor que sucumbiu na passada manhã de sábado. No canal generalista o programa matutino "Você na TV" receberá em estúdio algumas das figuras que mais presentes estiveram na vida do saudoso Raul Solnado. Alice Vieira, João Maria Tudela, João Mota, Sandra Faria, Laura Soveral, ou Glória de Matos irão testemunhar, em directo, os elos e apreço que os uniam a este vulto incontornável do teatro, revista e televisão portugueses. Por sua vez, a TVI 24, canal noticioso de Queluz, transmitirá um especial, igualmente reservado à dissertação sobre as reminiscências da vida e obra de Solnado, sendo que Nicolau Breyner, Nilton, Guida Maria e Vasco Morgado, serão os convidados que pontificarão para esse efeito.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Mais de meio milhar de pessoas disseram adeus a Raul Solnado

Mais de meio milhar de pessoas receberam com aplausos e alguns acenos de lenços brancos, à entrada do Cemitério dos Olivais, o carro funerário que transportava a urna de Raul Solnado. Apesar dos muitos populares e caras conhecidas do grande público, a cerimónia de cremação foi restrita à família e amigos próximos. O encenador João Mota, a atleta Rosa Mota, os actores Luís Alberto, amigo desde a Sociedade Guilherme Cossoul, Rui Mendes e Eunice Muñoz, o compositor José Niza, eram algumas das caras conhecidas. No talhão do crematório foram colocadas centenas de coroas e palmas de flores de cidadãos anónimos deixando apenas a mensagem "eterna saudade", a de instituições como o Páteo Alfacinha, dos Gato Fedorento, Câmara de Lisboa, Teatro Maria Vitória, Sociedade Portuguesa de Autores, Grupo Estoril Sol, ou Câmara de Lisboa. Uma das coroas era de António Costa, candidato à Câmara de Lisboa, de quem Raul Solnado era mandatário sénior e de Mário Assis Ferreira, presidente do conselho de administração da Estoril Sol. Os aplausos foram-se sempre ouvindo, enquanto alguns populares comovidos gritaram "Raul! Raul!". A cerimónia no cemitério foi acompanhada em directo por várias estações televisivas. Fonte do Cemitério dos Olivais disse à Lusa que as cinzas serão entregues segunda-feira à família. Raul Solnado faleceu sábado de manhã no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, aos 79 anos.

domingo, 9 de agosto de 2009

Raul Solnado: Casa do Artista de luto

A Casa do Artista, em Lisboa, está de luto pela morte de Raul Solnado. A actriz Manuela Maria, da direcção da instituição, disse que "reina o silêncio" depois do desaparecimento do humorista. "Reina um grande silêncio na Casa do Artista que marca o luto que a Casa sente. Hoje é fim-de-semana, os directores não estão lá, só estão os residentes que estão demasiado tristes para dizer alguma coisa", disse a actriz, secretária da instituição, em declarações à agência Lusa. "O Raul esteve sempre ligado à Casa do Artista que vai continuar, foi ele que trouxe a ideia do Brasil, mas a casa tem de viver, sentindo sempre a sua falta", disse Manuela Maria. A actriz recordou que esteve em palco pela primeira vez com Raul Solnado na revista "Vinho Novo". A última foi já na década de 1960, no Teatro Villaret, na peça "Os Banqueiros Também Têm Alma". Alberto Villar também recordou à agência Solnado como o grande impulsionador da Casa do Artista e como um bom colega. "O Raul foi o primeiro cómico em Portugal a enfrentar o público apenas com uma cortina atrás, apesar da sua timidez", disse o actor numa referência aos "Monólogos da Guerra". O director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, Diogo Infante, salientou, por sua vez, as qualidades de Raul Solnado, recordando que em Maio passado se encontrou com ele no Porto. "Estava bem disposto e com grande sentido de humor, era uma lição de vida e de talento".

8 momentos da vida de Raul Solnado

1953
A 14 de Fevereiro, Raul Solnado estreou-se na sua primeira revista "Canta Lisboa", ao lado de Laura Alves. A partir daí tornou-se uma "fábrica de fazer rir", nas suas próprias palavras". No mesmo ano entra ainda em "Viva o Luxo" e "Ela não Gostava do Patrão". O teatro de revista teve nele uma figura de grande destaque nos anos seguintes.
1962
Com a edição do EP onde gravava "A Guerra de 1908" (com "A História da Minha Vida" no lado B), Raul Solnado encetava uma carreira discográfica onde conquistou vários sucessos. Foram igualmente bem sucedidas as histórias "O Cabeleireiro de Senhoras", "Chamada para Washington", "A Bombeiral da Moda" ou "Ida ao Médico".
1964
Como empresário, criou de raiz e dirigiu o Teatro Villaret, de 1964 a 1970. Deixou assinalada passagem, uma vez que durante esse período promoveu alguns dos mais importantes espectáculos da década de 1960 naquela sala. Por outro lado, a estreia foi em 1965 com "O Impostor-Geral", em que foi o protagonista.
1969
A estreia do "Zip Zip" assinalou um momento importante na história da televisão portuguesa. Partilhando o protagonismo com Fialho Gouveia e Carlos Cruz, o programa foi gravado pela primeira vez a 24 de Maio, com última emissão a 29 de Dezembro. Entre as participações de Solnado na televisão destaca-se ainda "A Visita da Cornélia" (1977).
1988
Sobe pela primeira vez ao palco do Teatro Nacional D. Maria II na peça "O Fidalgo Aprendiz", de D. Francisco Manuel de Melo, numa encenação assinada pelo seu amigo Varela Silva. Em 1992 passa pelo São Carlos, na opereta "O Morcego", de Johann Strauss. Em 1994 está de novo no D. Maria II, desta vez na peça "As Fúrias", de Agustina Bessa-Luís.
1999
A inauguração da Casa do Artista, em Lisboa, foi a concretização de um sonho em que Solnado se tinha empenhado. Trabalhou nela com o amigo actor Armando Cortez, e foi seu director até à morte. O projecto do lar para artistas reformados tornou-se um projecto cada vez mais importante nos últimos anos, já afastado do palco.
2001
Este foi o ano da sua última peça de teatro, "O Magnífico Reitor", em que o político Freitas do Amaral recordava Marcelo Caetano. Raul Solnado subiu pela última vez ao palco para uma peça séria. O palco era o do Teatro da Trindade, onde iria contracenar com Ana Bustorf e Rui Mendes. Neste ano recebe o prémio de carreira Luís de Camões.
2002
Estreia o "Conversas à Solta" a 10 de Janeiro na Sociedade de Instrução Guilherme Cossul (o mesmo espaço onde assinalara a sua estreia, ainda como amador, nos anos 40). A ideia é a de contar as histórias da história do teatro, conversando. A 9 de Dezembro, 50 anos depois da estreia no Maxime, é homenageado no Teatro Tivoli.

Raul Solnado influenciou novos humoristas

Surgiu como uma lufada de ar fresco num país cinzento. O seu humor inteligente cativou os humoristas da geração de Nuno Artur Silva. Os mais novos também destacam a sua importância, mesmo sem terem presenciado o apogeu de Solnado. "A actualidade das suas rábulas no "Zip Zip" mantém-se intocada. Mas o que mais impressiona é a modernidade da sua linguagem. É como se entre o seu trabalho e o dos Gato Fedorento tivesse passado três meses em vez de 40 anos". As palavras de Herman José ilustram bem a opinião que autores e humoristas têm do trabalho de Raul Solnado. Um humor que não perde a graça mesmo tendo sido feito há quatro décadas. Por ser inteligente, estar bem concebido e também porque com ele "acaba uma época em que humor era sinónimo de chalaça acéfala e anedota pseudopicante que não beliscasse a censura salazarista", prosseguiu. "Todos nós fomos buscar qualquer coisa ao Raul independentemente das influências estrangeiras", explica, por seu lado, Nuno Artur Silva, autor e director das Produções Fictícias (PF), produtora que assina projectos como Gato Fedorento e "Os Contemporâneos". "Foi a primeira pessoa com quem me ri na televisão portuguesa, mesmo no meio daquele país cinzento em que vivíamos", prosseguiu. Nos últimos meses, Nuno Artur Silva contactou de perto com Solnado, pois as PF assinam o documentário "As Divinas Comédias". "Tinha um lado extraordinariamente positivo de ver a vida sem perder a lucidez. Não era complacente com o que o rodeava", contou. Eduardo Madeira, actor e autor de "Os Contemporâneos" sublinha que Raul "jogava muito bem com o ritmo das piadas", considerando-o "percursor da 'stand up comedy'". "Muitas das gerações mais recentes do humor não se apercebem da sua importância, porque não apanharam o Raul no máximo da sua carreira. Mas há quem procure rever o seu trabalho", explica.

Centenas de pessoas no velório de Raul Solnado

Centenas de pessoas prestam hoje, domingo, a última homenagem ao actor Raul Solnado no palácio das Galveias, onde decorre o velório desde a noite de sábado. A urna com o corpo do actor, falecido na manhã de sábado em Lisboa, encontra-se na biblioteca do palácio rodeada por dezenas de coroas de flores e encimada por um texto atribuído ao actor. No texto, intitulado "Um Vazio no Tempo", o actor conta uma experiência tida no recinto da Expo98 em que, num espaço vazio, descobriu "o seu Deus". De forma calma, as pessoas aguardam em fila à porta do palácio passando em seguida pela urna que se encontra fechada e dispersando-se depois pelo átrio e pelo jardim do palácio. Entre as centenas de anónimos estão também caras conhecidas do grande público, designadamente, ex-colegas de palco como Paulo Vasco, Francisco Nicholson, Catarina Avelar, Alina Vaz, Manuela Maria, Nicolau Breyner, Heitor Lourenço, Vítor de Sousa ou Francisco Braz. Outras figuras que marcam presença nesta última homenagem a Raul Solnado são Francisco José Viegas, os fadistas José da Câmara e Carlos do Carmo, o realizador José Fonseca e Costa, o cantor Pedro Abrunhosa, o apresentador Carlos Cruz e a secretária de Estado da Cultura, Maria Paula Fernandes dos Santos. Raul Solnado morreu sábado, aos 79 anos, às 10h50, de doença cardio-vascular grave. A fadista Mariza, em declarações hoje à Lusa, afirmou que "foi o Raul Solnado quem me fez acreditar no fado". De partida para a Graciosa, onde actua segunda-feira, razão pela qual não assiste hoje às exéquias, a fadista afirmou que cantava no Piano-Bar do José Cabeleira quando o actor a convidou a ir ao Canadá "sob a condição de apenas cantar fado". "Fui ao Canadá com ele, para actuar numa festa de recolha de fundos para um lar de idosos, e cantei só fado", disse a criadora de "Ó gente da minha terra". Mariza afirmou que guarda a memória de "um companheiro, sempre bem-disposto conversador, e amante de tudo que era português como sardinhas assadas, vinho tinto e fado". "O Raul gostava muito de fado", disse a fadista, opinião coincidente com a da actriz Alina Vaz, que afirmou que "várias vezes fomos aos fados, gostava essencialmente do fado tradicional". "O Raul Solnado fez-me acreditar que era possível cantar fado e foi de facto o grande impulsionador da minha opção por esta carreira", rematou Mariza.

Raul Solnado: um artista português concerteza

A morte chegou a dois meses de completar 80 anos. Raul Solnado, um dos actores mais versáteis e mais queridos de Portugal, faleceu ontem, em Lisboa, devido a complicações cardiovasculares surgidas após uma operação. Raul Solnado estava internado no Hospital de Santa Maria, onde morreu pouco antes das 11 da manhã, devido a doença cardiovascular grave. O corpo encontra-se em câmara-ardente no Palácio Galveias, ao Campo Pequeno, e o funeral realiza-se hoje, às 18 horas, para o Cemitério dos Olivais. Por vontade expressa do actor, o seu corpo será cremado. Solnado tinha sido operado às artérias carótidas recentemente e, apesar das complicações que entretanto obrigaram a novo internamento, tudo apontava para a recuperação. Pelo menos, era a convicção da sua companheira. Ainda anteontem, Leonor Xavier explicava à VIP que , apesar de a operação ter corrido "muito bem", o estado de saúde do actor agravou-se três dias depois da intervenção, o que levou ao internamento nos cuidados intensivos, devido a problemas no coração. "Isso reflectiu-se no rim e noutras coisas. Ele é doente do coração, isto foi mais um episódio", dizia, para logo acrescentar: "Agora, o coração está bem, o rim também, e está a recuperar". Nessa entrevista, Leonor Xavier referia que Raul Solnado estava "muito animado" com os projectos que tinha pela frente, entre os quais o programa "As Divinas Comédias", com Bruno Nogueira, que ontem estreou na RTP1. Ainda em relação à sua saúde, afirmava que o actor era "ultra-disciplinado" e fazia exames regularmente. Raul Solnado faria 80 anos no dia 19 de Outubro. Entre as últimas aparições públicas que fez, já bastante debilitado, destaca-se a participação num jantar que decorreu na estação de S. Bento, no Porto, em finais de Maio, numa iniciativa que visou angariar fundos para a associação de apoio à integração social Espaço T. Na ocasião, entregou ao também actor Diogo Infante o "Troféu Homem T". Nasceu num bairro de Lisboa, onde passou uma infância modesta, mas feliz. "Empurrado" para o teatro pela mão de José Viana (falecido em 2003), Solnado estreou-se nos palcos em 1952. E, apesar de ser essa a área de eleição, o actor foi também uma figura incontornável da televisão. Quem não se lembra de programas como o "Zip Zip", assinado em parceria com Carlos Cruz e Fialho Gouveia, também já desaparecido. Solnado auto-intitulava-se "uma fábrica de rir". E foi-o durante décadas.

sábado, 8 de agosto de 2009

Reacções à morte de Raul Solnado

"Ele mudou o sentido de humor, fez tudo o que tinha a fazer. Dificilmente alguém irá tão longe" - Herman José, humorista e apresentador de televisão
"Vou recordá-lo para sempre. Quando se recorda uma pessoa para sempre, ela não morre" - Nicolau Breyner, actor
"O Raul tinha qualidades que não são vulgares em Portugal. Se intuía o talento de alguém, apoiava e quase fazia lobby.O que é que se diz nestas alturas? Era um homem solidário, um homem justo. Procurava o ser humano" - Carlos Cruz, apresentador de TV
"É talvez o maior actor da sua geração" - José Fonseca e Costa, realizador de "A Balada da Praia dos Cães"
"Com a morte de Raul Solnado, Lisboa perdeu uma das suas figuras mais populares e queridas das últimas décadas" - António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa
"A SPA curva-se perante a sua memória e tudo continuará a fazer para que a sua obra como artista, criador e comunicador nunca caia no esquecimento" - Sociedade Portuguesa de Autores
"Raul Solnado foi sempre um dos artistas mais amados e mais admirados pelos portugueses; e, para várias gerações, foi também uma referência permanente com uma vida plena e intensamente dedicada à arte e à cultura" - José Sócrates, primeiro-ministro