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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

RTP1 festeja a República

Eis que chegou o dia em que se inicia a materialização no pequeno ecrã de um dos maiores investimentos de sempre do canal do Estado, a propósito do Centenário da República. As hostes foram abertas segunda feira à noite com um projecto ficcional de Jorge Paixão da Costa. Há muito que se prepara esta empreitada televisiva que fala a linguagem do cinema. A RTP1 encomendou a produtoras externas quatro telefilmes, com dois episódios cada, todos com um denominador comum: a República. Afinal, ontem celebrou-se a passagem pelos 100 anos desde a sua implantação. O horário nobre da grelha de segunda esteve consignado ao primeiro capítulo de "República" e o da noite seguinte, ao segundo. Ora, o nome desta minissérie, cuja produção esteve a cabo da Ukbar Filmes, não engana. Centra-se nos dias 3, 4 e 5 de Outubro de 1910, embora a narrativa verse também as semanas anteriores. A ideia da história focada numa protagonista feminina, pertence ao realizador Jorge Paixão da Costa. "República" assemelha-se a uma espécie de crónica dos costumes da época. Luísa, interpretada por Helena Costa, e personagem fruto do imaginário dos autores, vai circulando pelas várias franjas da sociedade, da cultura à política, em virtude das relações sociais privilegiadas que mantém. Contando com um elenco de luxo, do qual fazem parte nomes como os de Joaquim de Almeida, Pedro Lamares, Ana Nave, ou Fernando Luís, a narrativa, de aprimorado rigor histórico, e com um sentido estético próximo da sétima arte - aliás, à semelhança dos outros projectos - conduz-nos numa viagem até ao período em que se enterrou a Monarquia. "O Segredo de Miguel Zuzarte", "A Noite do Fim do Mundo”, e "Noite Sangrenta" constituem as restantes ficções que a RTP1 exibirá, ao longo deste mês, no âmbito das celebrações do Centenário da República. E embora estejamos perante tramas que dialogam entre si, não partilhassem do mesmo mote, as mesmas gozam de autonomia e são dotadas de validade individual. Tratam-se de olhares sobre um mesmo assunto, mas fazendo uso de lupas diferentes, ainda que, de certa forma, complementares. Vejamos, se "República" se reporta sobretudo aos acontecimentos que moldaram a história do país, "O Segredo de Miguel Zuzarte", remonta já a um período discretamente posterior, discorrendo acerca de um Portugal profundo, em que a política é reduzida um papel insignificante. Por sua vez, "A Noite do Fim do Mundo" remete para uns meses antes da Implantação, e tem na passagem do cometa Halley que, na altura, monopolizava a atenção nacional, o seu eixo. Retrata um microcosmos precedente às mudanças de fundo que o país haveria de sofrer. "Noite Sangrenta" traz à liça uma heroína a quem o tempo ditou o anonimato. Viúva de um revolucionário, vingará a sua morte, uma década depois.
Fonte: JN

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Centenário da República festejado na RTP1

"Resultado de dois anos de trabalho e de um forte investimento", a RTP concluiu um dos projectos mais ambiciosos de sempre: quatro mini-séries, de dois episódios cada, que serão emitidas ao longo do mês de Outubro, no âmbito das comemorações do Centenário da República. "República", "O Segredo de Miguel Zuzarte", "A Noite do Fim do Mundo" e "Noite Sangrenta" mobilizaram dezenas de actores e equipas técnicas e de produção distintas. "Temos quatro produções de grande qualidade para serem exibidas no âmbito das comemorações, mas que também ficarão como registo da nossa memória histórica para o futuro", afirma José Fragoso, director de programas da RTP. Os quatro projectos de ficção histórica foram apresentados à Imprensa no Teatro Camões, em Lisboa, na presença da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, que aproveitou para elogiar o papel da estação pública nas comemorações do Centenário da República. "A RTP tem estado à altura das suas responsabilidades enquanto televisão pública e como um dos meios audiovisuais mais importantes", disse a ministra. As quatro mini-séries serão divididas em dois episódios cada e irão para o ar nos serões da RTP nas seguintes datas:
"República": dias 4 e 5 de Outubro
A história parte de uma protagonista feminina Luísa (Helena Costa) que se cruza com os protagonistas da época como D. Manuel II (Sisley Dias), José Relvas (Fernando Luís) ou Machado dos Santos (Ian Velloza). Centra-se nos acontecimentos de 3, 4 e 5 de Outubro de 1910.
"O Segredo de Miguel Zuzarte": dias 9 e 10 de Outubro
Projecto adaptado do romance de Miguel Ventura, relata a história das vivências de uma aldeia alentejana onde o comboio e o telégrafo são as únicas ligações à capital. Monárquico convicto, o telegrafista Miguel Zuzarte (Ivo Canelas) esconde de todos a notícia da implantação da República.
"A Noite do Fim do Mundo": dias 16 e 17 de Outubro
Mostra o retrato da sociedade portuguesa nos meses que antecederam a implantação da República após a passagem do cometa Halley, através do relato de David Pereira (João Tempera), um jornalista do Diário de Notícias.
"Noite Sangrenta": dias 23 e 24 de Outubro
Relata a história dos anos seguintes à implantação da República com foco nos acontecimentos de 19 de Outubro de 1921. Neste dia foram assassinados os principais heróis da República. Os assassinos são presos mas Berta da Maia (Isabel Abreu), viúva do assassinado Carlos da Maia (Ricardo Aibéo), decide investigar o crime por conta própria.
Fonte: Sapo

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

RTP mostra séries sobre República

Dois meses depois da primeira apresentação das quatro miniséries comemorativas do centenário da República, a RTP escolheu o palco do Teatro Camões, em Lisboa, para apresentar os primeiros 15minutos de cada das produções. Para José Fragoso, director de Programas da RTP, "trata-se de conteúdos para o futuro, como registo de um momento da nossa História colectiva e, portanto, de património audiovisual". A anteceder o visionamento de cada uma das séries, subiram ao palco alguns dos actores e respectivos realizadores de "República", "O Segredo de Miguel Zuzarte", "A Noite do Fim do Mundo" e "Noite Sangrenta". A cerimónia contou com a presença da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, que saudou o projecto e anunciou ainda que já está pronta "a proposta de Lei do Cinema que sofreu uma revisão profunda". Canavilhas revelou ainda que, até ao final deste ano, "irá ser apresentado na Assembleia da República a rede de cinema digital na qual estamos a trabalhar".
Fonte: CM

sábado, 31 de julho de 2010

Ficções para o centenário da república saem caras à RTP

Têm em comum o tema, a linguagem cinematográfica, e vão viver na mesma grelha, mas são narrativas isoladas. As quatro produções encomendadas pela RTP para celebrar os 100 anos da Implantação da República implicaram um esforço financeiro sem precedentes. A refeição ligeira está disposta na mesa. As vestes, loiças e sobretudo a tertúlia que se desencadeia entre os presentes desde logo denuncia que a acção se passa em tempos idos. Estamos em Maio de 1910, mas mais do que por causa de política, a convulsão social desencadeada deve-se à passagem do cometa Halley que, à qual está adstrito o vatícinio de exterminar inexoravelmente o planeta Terra. Trata-se de um breve trecho no contexto das gravações de "A Noite do Fim do Mundo", intriga de dois episódios assegurada pela produtora nortenha Hop para a estação pública. Uma espécie de crónica de costumes dos derradeiros suspiros da monarquia no país, contada pela lente de uma só câmara, como se cinema fosse, que se insere num ambicioso projecto da RTP em virtude do centenário da República. "O Segredo de Miguel Zuzarte", cuja produção está também a cargo da Hop, "República", assinada por Jorge Paixão da Costa, e "Segredo da República", dirigida por Tiago Guedes, completam o leque de ficções comissariadas pela estação pública, naquela que se verifica ser a sua maior injecção de capital nesta área, segundo fez saber Maria de São José Ribeiro, directora-adjunta de Programas. Sem, no entanto, avançar com números, a responsável adiantou que "é possível que o FICA (Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual) venha a financiar" uma fatia do investimento assumido já pela RTP perante as produtoras independentes. "Evento televisivo" é como São José classifica o conjunto de conteúdos que "embora tratem o mesmo assunto, o fazem de forma autónoma", assegurou. Não há, a título de exemplo, intercâmbio de actores entre as séries. Se uma remete para tempos que precedem o dia 5 de Outubro de 1910, outra relata a noite em que a coroa portuguesa caiu com o máximo rigor histórico, ainda que centrada numa personagem fictícia que acaba por tipificar as teias da sociedade de então. Temos ainda uma trama que se reporta aos dias imediatamente a seguir à Implantação da República, e por fim outra que viaja até à década de 20. São olhares e estéticas particulares sobre um único assunto, mas às quais não foram colocados tectos ou barreiras conceptuais. A directora-adjunta foi categórica em afirmar que esta aposta terá sempre retorno, até porque comporta "fins didácticos e pedagógicos", enaltecendo ainda o "fantástico elenco". Diogo Infante, Ana Nave, Joaquim de Almeida, Nuno Lopes, Isabel Abreu, ou Ivo Canelas são alguns rostos que a integram. No fundo trata-se, pois, de um legado que ficará para a posterioridade, equacionando-se a hipótese do seu registo complementar em suporte de DVD. Saliente-se que todas estas obras estão a ser filmadas em alta definição. No que toca à estratégia de exibição das minisséries, São José revelou que irão para o ar nos fins de semana de Outubro próximo, em horário nobre. A "República" está consignada a honra de viver na antena no dia do centenário.
Fonte: JN

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Elenco de luxo na série da RTP1

Em ano de Comemorações do Centenário da Implantação da República, a Direcção de Programas da RTP1 desenvolveu, com vários produtores externos, um conjunto diversificado de filmes de ficção histórica, com acção centrada no início do Século XX e nos acontecimentos revolucionários de 1910. Do trabalho efectuado, resultaram quatro projectos, gravados em HD, que a RTP irá emitir a partir de Setembro e até ao fim do corrente ano, com diferentes conteúdos e estéticas sobre um acontecimento marcante na sociedade portuguesa. Um desses projectos, idealizado pelo realizador Jorge Paixão da Costa, chama-se, precisamente, "República" e conta com um elenco de luxo, encabeçado por Joaquim de Almeida, o mais internacional dos actores portugueses. Em "República", Helena Costa é Luísa, uma jovem burguesa de nascimento, tornada Marquesa por via do matrimónio. É uma mulher cuja inteligência, charme e sensibilidade pedem mais do que o seu meio social. Seu marido Henrique (Joaquim de Almeida), um homem autoritário e monárquico convicto, vai ameaçar a sua felicidade.É no contexto de um país dividido entre os ventos de mudança Republicana e do Regicídio que Luísa conhece o jovem oficial Carlos da Palma (Pedro Lamares). Um homem apaixonado e apaixonante, progressista e pertencente a um grupo de pensadores com uma nova visão para Portugal. É na sua companhia que Luísa descobrirá uma paixão tão inevitável como proibida, num momento em que as forças da Maçonaria planeiam um golpe militar para instaurar a República no país e o afastamento da família real. Envolvidos neste triângulo fatal, os protagonistas têm de assumir sentimentos e posições, quando no início de Outubro as forças militares fiéis aos revoltosos republicanos atacam o palácio real.
Fonte: Sapo

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Helena Costa protagoniza telefilme da RTP1

Depois de integrar o elenco de várias novelas da TVI, a actriz Helena Costa vai interpretar o primeiro papel num telefilme. Chama-se "República", é um trabalho produzido pela Ukbar Filmes para a RTP, e Helena Costa vai interpretar a personagem Luísa. "República" é uma série de ficção sobre a instauração da República Portuguesa, a 5 de Outubro de 1910. Luísa Pereira de Castro Gusmão de Laredo, Marquesa de Entre-Rios, vai revelar-se uma mulher com espírito crítico, de gosto liberal e uma sensibilidade renascentista, democrática, sinais da República que ajudará a fundar.
Fonte: Lux