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domingo, 31 de outubro de 2010

Rita Blanco confessou-se no "Alta Definição"

Rita Blanco sempre se recusou a falar do passado, sobretudo sobre o suicídio do pai, que aconteceu há muitos anos. No programa "Alta Definição" (SIC), a actriz resolveu quebrar o tabu, esclarecendo que o que aconteceu com o progenitor não a mudou. "Faz parte da vida, não me modificou", diz Rita Blanco, justificando: "Os meus pais ensinaram-me o que é ser livre. Aprendi a respeitar as escolhas das pessoas, mesmo que doam. A vida era dele e o meu pai fez o que quis com ela." Sem papas na língua, a actriz – que brilhou recentemente na série da RTP "Conta-me Como Foi" –, assumiu o amor avassalador que tem pela filha, Alice, de 11 anos, uma "miúda mais inteligente do que a mãe". "Não há amor como o que sinto pela Alice. Sempre fui muito carente afectivamente", diz a actriz, de 47 anos.
Fonte: CM

domingo, 18 de abril de 2010

Rita Blanco de regresso ao teatro

Aquele cabelo comprido, os botins pretos contrastando com a pele branca das pernas, o andar desajeitado. Parece mesmo Amy Winehouse. Mas é Alma, a personagem principal de "Miserere", o espectáculo que a Cornucópia estreou no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. As semelhanças com a cantora de "Rehab" não são inocentes mas também não são intencionais: "Tinha a ideia de uma pessoa inadaptada e nesse aspecto talvez tenha a ver com Amy Winehouse. Mas é muito mais do que isso", explica a actriz Rita Blanco. "Ela é uma ingénua. Alguém que cai num sítio cheio de regras e que desconhece essas regras. E que é completamente engolida pela pressão dos outros. Acaba por desistir e percebe que a única hipótese que tem é aceitar uma culpa que não é sua." Esta é "Alma do Auto da Alma", escrito por Gil Vicente por encomenda de D. Manuel I para ser apresentado antes da Páscoa, em 1517. "Fazem-lhe uma lavagem ao cérebro, ela é obrigada a afastar-se de tudo o que é sensorial", acrescenta o encenador. "Dos prazeres da carne." "Esta é uma peça sobre a culpa, a mortificação do ser humano e o caminho para a redenção, e dá- -nos uma visão do cristianismo muito cruel e triste, que não me interessava. Interessava-me antes falar da misericórdia e da generosidade de Deus", explica Luís Miguel Cintra. "Quero mostrar que se há Deus, que tenha misericórdia de nós por não sabermos o que fazemos ao tratar mal uma coisa tão preciosa quanto a vida humana." O encenador explica que optou por "profanar" a intenção original do autor "para procurar um novo sagrado, uma nova transcendência", diferente daquela que herdou na sua educação cristã. "Só voltaria a fazer Gil Vicente pela mão do Luís Miguel, que é uma pessoa extraordinária, que se entusiasma e nos entusiasma. Parece um miúdo a trabalhar", conta a actriz. Foi com a Cornucópia que, em 1983, Rita Blanco se estreou no palco, na peça "Mariana Espera Casamento". De vez em quando, a actriz regressa a casa. "Para mim isto não é fazer teatro, é algo pessoal. Nesta peça estou completamente exposta. Para um actor, isso só é possível quando se ama as pessoas com que se trabalha e se confia inteiramente nelas", diz Rita Blanco. "Não me interessam os papéis. Interessam-me as pessoas." Em "Miserere", a actriz leva bofetadas e beijos, despe-se e até imita Cristo. "O teatro para mim é muito doloroso porque gosto de me enfiar toda lá dentro." No cenário sempre fabuloso de Cristina Reis, Rita Blanco contracena com João Grosso, José Airosa, Luís Lima Barreto, Ricardo Aibéo, Sofia Marques, Dinis Gomes, José Manuel Bento, Vítor D'Andrade, Duarte Guimarães e Luís Miguel Cintra. Com o "Auto da Alma" e outros textos de Gil Vicente, o espectáculo fica em cena no Teatro D. Maria II até 23 de Maio.
Fonte: DN

sábado, 19 de dezembro de 2009

Impala condenado a pagar 12 mil euros a Rita Blanco

Em causa está uma reportagem publicada na edição de 20 de Agosto de 2003 da Nova Gente, com chamada à capa, que dava conta daquilo a que a revista chamava o "romance surpresa" desse Verão, entre Rita Blanco e Nicolau Breyner. A reportagem, com fotografias dos dois actores numa praia do Algarve, referia que o namoro estava "escondido a sete chaves". Dizia ainda que Rita Blanco e Nicolau Breyner eram vistos a trocar "beijos discretos, carícias e a conversar com grande intimidade, como um qualquer casal em início de namoro". Segundo o tribunal, a fotografia da capa, em forma circular, recortada num quadrado, "foi feita para induzir a ideia da visão por binóculo, com o propósito de aguçar a curiosidade dos leitores mais sensíveis e permeáveis a este tipo de notícia". Todas as fotografias do casal "foram tiradas a grande distância do alvo, com recurso a poderosas teleobjectivas, não permitindo aos visados, nem às pessoas que estavam nas imediações, aperceberem-se de que estavam a ser fotografadas". O tribunal destaca ainda a perspectiva das fotos, "expondo, em grande plano, as pernas e as nádegas" de Rita Blanco, enquanto a mesma falaria ao ouvido de Nicolau Breyner. Para o Supremo, esta reportagem violou o direito à imagem, à intimidade e à defesa da vida privada de Rita Blanco. Os juízes admitem que, como figura pública, a actriz é obrigada a pagar o preço da fama, mas ressalvam que "isso não significa ter que renunciar antecipadamente aos direitos de personalidade, abdicando deles na totalidade e sujeitando-se à invasão e devassa da privacidade em toda e qualquer circunstância". "A reportagem publicada e as fotografias impressas não apresentam nenhuma relação directa ou indirecta com a sua profissão, com a sua vida pública, com a sua condição de actriz", lembram os juízes. O tribunal sublinha ainda que a actriz se encontrava no gozo de férias, "qual cidadão anónimo, numa praia, no meio da multidão, exercendo o seu direito ao descanso, privando com o seu círculo de amigos". "Estamos no domínio da esfera privada", diz. Para o Supremo, o intuito que presidiu à publicação da reportagem "não foi nem o de informar, nem o de, como um mínimo de rigor e objectividade, dar a conhecer aos leitores factos da vida da autora revestidos de interesse público". "O objectivo foi outro, muito claramente. O réu quis vender o maior número possível de exemplares da revista Nova Gente, aumentando os seus lucros. Para tanto, serviu-se de imagens do círculo da esfera privada da autora, enquadradas por legendas de teor mais ou menos sensacionalista, cujo efeito, normalmente, é o de excitar a curiosidade do público", defendem os juízes.

sábado, 16 de agosto de 2008

As escolhas de Rita

Rita Blanco está a preparar o regresso á nova temporada de "Conta-me como foi", que estreia na RTP1 em Setembro.
Após a sua participação no concurso "Dança Comigo", apresentado por Catarina Furtado, vai aproveitar o Verão para participar no próximo filme de Margarida Leitão.
E em carteira tem já agendado um filme de João Canijo.