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terça-feira, 20 de abril de 2010

Rosa Lobato Faria homenageada

A Casa Fernando Pessoa vai relembrar Rosa Lobato Faria, falecida a 2 de Fevereiro, esta terça-feira, dia em que faria 78 anos. João Botelho, José Jorge Letria, Leonor Xavier, Manuel Alberto Valente, Mário Zambujal, Rita Blanco e Vítor de Sousa vão falar da obra da escritora e da mulher numa sessão moderada pela responsável da Casa Fernando Pessoa, a também escritora Inês Pedrosa.
Fonte: Lux

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Lançado livro inédito de Rosa Lobato Faria

"A Menina e o Cisne" é o título do livro para crianças que Rosa Lobato Faria já não viu sair da gráfica devido à doença que a vitimou. O quarto álbum da autora para o público juvenil (com ilustrações de Rita Antunes) já estava impresso mas o internamento hospitalar da autora impediu-a de ver o trabalho editado pela Oficina do Livro. A história conta a agitação das fadas perante o desaparecimento da "afilhada da Fada Borboleta" mas o "bem acaba por vencer o mal".
Fonte: DN

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O adeus a Rosa Lobato Faria

Rosa Lobato de Faria deve ter ouvido os aplausos com que se despediram dela ontem, a meio da tarde, quando o caixão deixou a Igreja de Santa Isabel para entrar no carro fúnebre a caminho do cemitério dos Olivais, onde foi cremada. Ela que acreditava na reencarnação, ela que acreditava em tanta coisa, como no humor e no sorriso. E foi com um sorriso que se despediram dela tantas pessoas. Um sorriso da cor da Rosa: viçosa, alegre, envolvente. "Era uma mulher que quando se conhecia era impossível esquecer", dizia Tozé Martinho, que se cruzou com ela em tantos palcos dela - a televisão, o teatro, o cinema, a literatura. "Sim, um sorriso é a melhor forma de nos despedirmos dela." E, ontem, Lisboa estava num dia agridoce. Corria um vento acre que embaciava os olhos, mas a água parou no céu. O que dava um certo brilho aos sorrisos da despedida. Sorrisos entre aqueles que privaram com ela as várias plataformas de criação. Rui Veloso, Paulo de Carvalho e António Pinto Basto, música; Maria Rueff, José Wallenstein e Ana Padrão, teatro; Vítor de Sousa, Helena Isabel e Tozé Martinho, televisão; Mário Zambujal e o editor Manuel Alberto Valente, literatura. Ou entre aqueles que a viram do outro lado, como espectadores, leitores - os passeios, as janelas, as portas dos prédios, por todo lado homens e mulheres despediam-se da criadora transversal. Na missa, oficiada por José Tolentino Mendonça, houve poesia (lida pelo filho) e houve emoção. A reencarnação não anula a dor da ausência do corpo. "E porque poesia e porque adeus de todas as palavras escolhi dor" - assim termina o poema dela Pequenas Palavras. D. Duarte Pio, Maria Barroso, Mira Amaral, Catarina Portas, Rui Vieira Nery, Pedro Barroso, Leonor Xavier e Augustus foram outras das figuras que por lá passaram.
Fonte: DN

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Rosa Lobato Faria aplaudida durante cerimónia fúnebre

A actriz e escritora Rosa Lobato Faria, que morreu terça-feira na sequência de uma anemia grave, foi aplaudida, esta quinta-feira, depois de o filho ter lido um poema seu na missa realizada na Igreja de Santa Isabel, em Lisboa. Entre os familiares e amigos que encheram a igreja para assistir à cerimónia fúnebre, oficiada pelo padre José Tolentino Mendonça, contavam-se algumas figuras do mundo da música, como Rui Veloso, Paulo de Carvalho e António Pinto Basto, do teatro, como Maria Rueff, José Wallenstein e Ana Padrão, e da televisão, como Vítor de Sousa, Helena Isabel e Tozé Martinho. Também marcaram presença na igreja D. Duarte Pio, Maria Barroso, Mira Amaral, Catarina Portas, Rui Vieira Nery, Leonor Xavier, Augustus e o editor de Rosa Lobato Faria, Manuel Alberto Valente. Os restos mortais da escritora, que tinha 77 anos e morreu num hospital de Lisboa onde se encontrava internada, foram em seguida transportados para o cemitério dos Olivais, onde serão cremados em cerimónia privada.
Fonte: Lux

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Novo livro de Rosa Lobato Faria lançado na próxima semana

Um novo livro da escritora Rosa Lobato de Faria, falecida terça feira em Lisboa, vai ser lançado na próxima semana pela Oficina do Livro, anunciou hoje o grupo editorial Leya. Num comunicado enviado à agência Lusa, o grupo refere que "foi com tristeza" que a equipa da Leya recebeu a notícia do falecimento de Rosa Lobato de Faria, na sequência de uma anemia grave, e envia "sentidas condolências" à família. Falecida aos 77 anos, a poeta, romancista e atriz publicou a maior parte da obra pela editora ASA, agora integrada no grupo Leya. Pela Oficina do Livro, Rosa Lobato de Faria publicou quatro livros infantis e outros em coautoria. Além de "A Menina e o Cisne", novo livro da autora, adianta a Leya, está ainda prevista para breve a publicação, pela ASA, da obra que inaugura a "Biblioteca Rosa Lobato de Faria", projeto cuja criação, a escritora "entusiasticamente acompanhou". "O Pranto de Lúcifer" (1995), "A Trança de Inês" (2001), "O Sétimo Véu" (2003) e "A alma Trocada" (2007), estão entre as obras da sua autoria, algumas delas traduzidas em Espanha, França e Alemanha.
Fonte: Lux

Rosa Lobato Faria: a actriz escritora que cumpriu o seu sonho

Rosa Lobato Faria morreu ontem num hospital de Lisboa, uma semana depois de ter sido internada com uma anemia grave. Tinha 77 anos e a saúde fragilizada desde que, seis meses antes, uma infecção intestinal a obrigara a submeter-se a uma cirurgia. O funeral terá lugar amanhã, partindo da Igreja de Santa Isabel, ao Largo do Rato, onde será celebrada uma missa às 14h00. Lançando o olhar sobre a sua vida, sobressai uma presença, constante e multifacetada. Começou a divulgar poesia na RTP, durante os anos 60, em colaboração com David Mourão Ferreira, e integrou o elenco da primeira telenovela portuguesa, "Vila Faia". Foi letrista com lugar reservado na história do "Festival da Canção", com "Amor de Água Fresca", cantado por Dina, ou "Chamar a Música", por Sara Tavares, e uma escritora que, poeta há muito, chegou tarde ao romance. Aos 62 anos, com "O Pranto de Lucífer", publicado em 1995. Chegou a tempo: dez romances e um deles, "O Prenúncio das Águas", distinguido em 2000 com o Prémio Máxima da Literatura. O seu editor, Manuel Alberto Valente, lamenta a "perda de uma grande amiga" e "uma pessoa extraordinária" e recorda como o seu primeiro romance, aparecendo já numa idade madura, "trazia para a área da ficção essa marca poética muito forte em todo o trabalho dela". "Tinha prometido entregar-nos brevemente o novo romance que queria publicar ainda este ano", revela. "Não sei em que fase estava da escrita, mas vou agora tentar saber junto da família. Rosa Lobato Faria dizia que toda a poesia e literatura que escreveu partiu do Alentejo das suas férias de infância - daquela paisagem, dos cantares das pessoas, da força da tradição que ali pressentia. Também nisso era múltipla: mulher moderna e cosmopolita, mas que nunca escondeu um imenso fascínio pela cultura popular. Romancista, obviamente. O realizador Lauro António, que a filmou em "Paisagem Sem Barcos" (1983) e "Vestido Cor de Fogo" (1986), recorda-a como "uma pessoa muito delicada, sensível, de uma grande elegância, mas ao mesmo tempo muito intensa ao nível das suas convicções e paixões". Destaca: "Deixa uma marca forte no mundo do espectáculo e da cultura portuguesa." E acrescenta que "não sendo uma feminista militante, tinha uma personalidade forte, ajudando a alterar a imagem da mulher em Portugal nos últimos 50 anos". Ela, que como nos refere Herman José, "odiava que a reduzissem a "autora de letras para cantigas", deixou-nos no ouvido alguns dos momentos mais memoráveis no humor da televisão portuguesa. Com Herman, precisamente. São dela as letras dos genéricos de "Casino Royale", "Crime na Pensão Estrelinha" e "Humor de Perdição". O humorista recorda a participação de Lobato Faria naquele último programa, onde interpretava Dona Cândida, "senhora das avenidas novas, que alugava quartos e se apaixonava por um boçal José Esteves": "Conquistou-nos a todos com a sua alegria e a sua transbordante juventude e, na sequência da morte de Carlos Paião, acabou por ocupar o espaço deixado livre na autoria de versos humorísticos para os meus programas e canções." Porém, aponta Herman, "o seu sonho foi sempre ser aceite como romancista". No momento da sua morte, recordamo-la pelas letras das canções que escreveu, pela presença na televisão e no cinema, pelo teatro e pela poesia compilada em volumes como "Os Deuses de Pedra" (1983). Recordamo-la também, obviamente, como romancista. O seu último livro, "As Esquinas do Tempo", foi publicado em 2008. A sua obra, como refere em comunicado a Porto Editora, "está traduzida em Espanha, França e Alemanha e representada em várias colectâneas de contos, em Portugal e no estrangeiro". Rosa Lobato Faria cumpriu o seu sonho.
Fonte: Público

Funeral de Rosa Lobato Faria é amanhã

O funeral de Rosa Lobato Faria, que morreu na sequência de uma anemia grave, irá decorrer na quinta-feira, cerca das 16h00, no Cemitério dos Olivais, em Lisboa. Fonte da família disse à Agência Lusa que o funeral será antecedido por uma missa na Igreja da Santa Isabel, perto do Largo do Rato, às 14h00, local onde o corpo da actriz e escritora estará a partir do final da manhã de hoje, quarta-feira. Os restos mortais da escritora e actriz serão cremados no Cemitério dos Olivais.
Fonte: JN

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ana Bustorff reage à morte de Rosa Lobato Faria

A actriz Ana Bustorff, que contracenou com Rosa Lobato Faria na série humorística "A Minha Sogra é Uma Bruxa" diz que se perdeu "uma mulher extraordinária". Tinha uma "capacidade inventiva a trabalhar" fora da norma e era uma "colega extraordinária". Em "A Minha Sogra é Uma Bruxa", Elvira (Rosa Lobato Faria) fazia as suas feitiçarias em casa, para aguentar o genro, Alberto (Fernando Luís), que desconhecia que Elvira, era uma bruxa. Já Rosana (Ana Bustorff), mais conhecida por Roxanne, era uma excêntrica cabeleireira, que desconfiava sistematicamente da magia de Elvira, sem nunca o conseguir provar.
Fonte: Sapo

Rosa Lobato Faria autora do genérico de "Podia Acabar o Mundo"

Rosa Lobato Faria escreveu para Herman José durante a década de 90 o tema "Podia Acabar o Mundo". O humorista já tinha o refrão e pediu à escritora que escrevesse o resto da letra. A música escreveu-a ele próprio, ao piano. Durante um dos programas "Parabéns", emitido pela RTP nos anos 90, Herman José sentou-se ao piano e cantou ao vivo o tema romântico na presença da escritora.
Fonte: Lux

Herman José reage à morte de Rosa Lobato Faria

"Em 1988, convidei a Rosa para um papel cómico no meu programa "Humor de Perdição" da RTP. Fazia de Dona Cândida, senhora das avenidas novas que alugava quartos, e se apaixonava por um boçal José Esteves", recorda Herman José. Na carreira do autor e humorista, Lobato Faria "na sequência da morte do Carlos Paião, acabou por ocupar o espaço deixado livre na autoria de versos humorísticos" para os seus programas e canções. Sem esquecer a "alegria e a sua transbordante juventude" da escritora, Herman José lembra que "o seu sonho foi sempre ser aceite como romancista. Odiava que a reduzissem a "autora de letras para cantigas". Imagino que tenha morrido em paz e com um sorriso, por ter sido finalmente reconhecida como uma romancista primodivisionária".R osa Lobato Faria escreveu a letra do genérico de "Humor de Perdição", "Casino Royal" e de "Crime na Pensão Estrelinha", programas de Herman José passados na RTP1. Também letrou uma música composta por Herman José e que viria a dar o título à novela "Podia Acabar o Mundo" - a canção foi dedicada a Rosa Lobato Faria por Herman no dia do seu 62º aniversário. "Conheci-lhe três paixões na vida: o seu saudoso companheiro, a sua família, e a escrita. Não sei se por esta ordem", remata Herman José numa mensagem enviada.
Fonte: Público

Rosa Lobato Faria: da poesia ao romance

A escritora (poeta e romancista) e actriz nasceu em Lisboa em abril de 1932. O seu primeiro romance, "O Pranto de Lúcifer", foi editado em 1995, mas publicara já antes vários volumes de poesia - como "Os Deuses de Pedra" (1983) ou "As Pequenas Palavras" (1987). O essencial da sua poesia está reunido no volume "Poemas Escolhidos e Dispersos" (1997). Em 1999, na ASA, publica "A Gaveta de Baixo", um longo poema inédito acompanhado por aguarelas do pintor Oliveira Tavares. Como romancista publicou ainda "Os Pássaros de Seda" (1996), "Os Três Casamentos de Camilla S." (1997), "Romance de Cordélia" (1998), "O Prenúncio das Águas" (1999, que foi Prémio Máxima de Literatura em 2000) e "A Trança de Inês" (2001). Escreveu também "O Sétimo Véu" (2003), "Os Linhos da Avó" (2004), "A Flor do Sal" (2005), "A Alma Trocada" (2007) e "A Estrela de Gonçalo Enes" (2007), além de ter assinado vários livros infantis. Os dois primeiros romances tiveram tradução na Alemanha e "O Prenúncio das Águas" foi publicado em França pelas Éditions Métailié. O seu último livro, "As Esquinas do Tempo", foi publicado em 2008 pela Porto Editora. Como actriz, Lobato Faria integrou o elenco da primeira novela portuguesa, "Vila Faia" (1983), e trabalhou com Herman José em "Humor de Perdição" também como argumentista. Filmou com João Botelho ("Tráfico", de 1998, e "A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América", de 2003). Foi também dirigida por Lauro António em "Paisagem Sem Barcos" (1983) e "O Vestido Cor de Fogo" (1986). Estreou-se como locutora na RTP na década de 1960. Escreveu ainda dezenas de letras para canções, muitas delas para festivais da canção. Entre elas o conhecido "Chamar a Música", interpretado por Sara Tavares.
Fonte: Público

Reacções à morte de Rosa Lobato Faria

Em reacção à morte de Rosa Lobato Faria, várias figuras públicas lembram a mulher multifacetada que se destinguiu na escrita, na interpretação e encenação.
Alice Vieira: "É dificl pensar que morreu"
A alegria e a versatilidade foram duas das qualidades que a escritora Alice Vieira destacou da carreira de Rosa Lobato de Faria. "É muito complicado, muito difícil pensar que morreu, porque era muito alegre e gostei imenso de trabalhar com ela", disse Alice Vieira à agência Lusa. Alice Vieira colaborou com Rosa Lobato Faria nas obras "13 Gotas ao Deitar", "Eça Agora - Os Herdeiros dos Maias" ou "Os Novos Mistérios de Sintra", escritas por vários autores.
João Botelho lembra "grande contadora de histórias"
O realizador João Botelho recorda Rosa Lobato Faria, hoje, terça-feira, falecida em Lisboa, como uma "excelente actriz", mas também uma "grande contadora de histórias com quem dava gosto estar à conversa". "Uma senhora muito bonita" e "uma grande amiga" foram outros elogios que o cineasta dirigiu à escritora e atriz, que representou nos seus filmes "Tráfico" (1998) e "A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América" (2003).
Mário Zambujal: "Era muito talentosa e "fazia tudo bem"
O escritor Mário Zambujal recorda a sua colega Rosa Lobato Faria como uma "pessoa encantadora cheia de talentos" que aplicava em "tudo o que fazia". "Rosita", como se lhe referiu em declarações à agência Lusa, era uma mulher de "talentos fenomenais", que escreveu "poemas magníficos" e com quem colaborou em três projectos de escrita colectiva que envolveram um total de sete escritores: "Novos Mistérios de Sintra", "Código de Avintes" e "Eça Agora". "Chocou-me bastante" o seu desaparecimento, acrescentou.
José Jorge Letria: Morte de Rosa Lobato faria deixa grande vazio cultural
O administrador delegado da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), José Jorge Letria, afirmou hoje, terça-feira, que a morte de Rosa Lobato de Faria "deixa um grande vazio na vida cultural e literária em Portugal". "Com a polivalência de Rosa Lobato Faria não conheço outra na cultura portuguesa", disse José Jorge Letria, sublinhando que a escritora e actriz começou como poeta, depois foi divulgadora de poesia, autora de letras de canções, actriz de teatro e de televisão, ficcionista e ultimamente profissionalizou-se na escrita literária. "Foi com enorme pesar que a SPA recebeu a notícia da morte de Rosa Lobato Faria, um nome importante da vida literária portuguesa, mas também uma importante autora de programas de televisão, autora de canções e, em tempos mais recuados, divulgadora de programas de poesia na televisão em colaboração com David Mourão-Ferreira", telenovelas e outros programas", sublinhou José Jorge Letria.
Tozé Martinho: "Grandes pessoas fazem sempre falta"
O argumentista Tozé Martinho considerou, em declarações à Lusa, que a morte, ocorrida hoje, da escritora Rosa Lobato de Faria é "uma triste notícia" e uma "perda significativa" para a indústria das artes. "É uma triste notícia, a que me deram há pouco. É uma perda significativa porque as pessoas que são grandes pessoas fazem sempre falta ao desenvolvimento natural desta indústria - que é uma indústria - do vídeo, do filme, do texto", afirmou. O autor de novelas recordou a mulher que conheceu pouco tempo depois de ter começado a carreira, durante as gravações da telenovela "Vila Faia" e que acabou por se tornar uma "amiga". "Perder um amigo, um colega, uma grande escritora, uma grande mulher é sempre um martírio", lamentou.
Governo homenageia Lobato Faria com "admiração e saudade"
O Ministério da Cultura emitiu uma nota de pesar pelo falecimento homenageando a actriz e escritora com "admiração e saudade". "Poetisa, romancista, argumentista, cronista e actriz de teatro, cinema e televisão", Rosa Lobato Faria deixa um "legado que atesta a sua criatividade e extrema sensibilidade e que perpetuará como fonte de inspiração para novas gerações", refere a nota.
Cavaco Silva envia condolências a família de Rosa Lobato Faria
O Presidente da República dirigiu uma mensagem de condolências à família de Rosa Lobato Faria, considerando a escritora e actriz uma "figura notável". "É com profundo pesar que apresento as mais sentidas condolências, em nome dos portugueses, em meu nome pessoal e da minha mulher, à família de Rosa Lobato de Faria, figura notável que hoje nos deixou e a cuja memória presto a minha sincera homenagem", escreve, na nota, o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva. A actriz e escritora "marcou decisivamente o nosso meio artístico e granjeou a justa admiração do público. Estou certo de que o seu nome ficará para sempre associado à televisão, ao cinema e à literatura das últimas décadas", considera o Presidente.
Fonte: JN

Rosa Lobato Faria: 1932 - 2010

A actriz, escritora e compositora Rosa Lobato Faria faleceu hoje, terça-feira. A cerimónia fúnebre decorre amanhã, quarta-feira, na Igreja de Santa Isabel, em Lisboa. Rosa Lobato Faria, de 77 anos, tinha sido internada, há uma semana, num hospital privado de Lisboa com uma grave anemia. No Verão passado, a actriz sofreu uma infecção intestinal, que obrigou a uma intervenção cirúrgica da qual nunca recuperou totalmente. Rosa Lobato Faria foi poeta e ficcionista, tendo publicado em 2008 o último romance, "As Esquinas do Tempo". O primeiro romance - "O Pranto de Lúcifer" - foi publicado em 1995. A escritora nasceu em Lisboa em Abril de 1932. Começou a publicar tarde, aos 63 anos, quando saiu o romance "O Pranto de Lúcifer", em 1995, mas a escrita esteve presente na sua vida desde a infância, com a escrita dos primeiros poemas. O essencial da sua poesia está reunido no volume "Poemas Escolhidos e Dispersos", editado em 1997. Entre os seus romances contam-se "A Trança de Inês" (2001), "O Sétimo Véu" (2003) e "A Alma Trocada" (2007), além de várias obras para crianças, traduzidas noutros países. Esteve várias décadas ligada à televisão, desde que se estreou na RTP como locutora nos anos 1960, tendo integrado como atriz várias telenovelas e séries televisivas. Como actriz participou, por exemplo, nas novelas "Vila Faia", "Origens" e "Ninguém Como Tu" e entrou em séries de comédia como "Humor de Perdição" e "A Minha Sogra é Uma Bruxa". No cinema entrou recentemente nos filmes "Tráfico" (1998) e "A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América (2003)", ambos de João Botelho. Escreveu ainda dezenas de letras para canções, muitas delas para festivais da canção. O corpo de Rosa Lobato Faria vai estar quarta feira de manhã na Igreja de Santa Isabel, perto do Largo do Rato, em Lisboa, onde decorrerá uma missa pelas 15h00, disse um familiar. Depois da cerimónia, o funeral sairá para um cemitério de Lisboa, mas a fonte disse ainda desconhecer qual. Assegurou, contudo, que os restos mortais da actriz que ficou conhecida pela participação em novelas como "Vila Faia" e "Origens" irão ser cremados num dos dois únicos cemitérios que o fazem em Lisboa: Olivais ou Alto de S. João.
Fonte: JN

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Rosa Lobato Faria internada com grave anemia

O estado debilitado da escritora, actriz e compositora, de 77 anos, obrigou ao internamento, há uma semana, num dos hospitais privados de Lisboa. Rosa Lobato Faria encontra-se hospitalizada devido a uma anemia grave. Isto depois de, no Verão passado, uma infecção intestinal grave, ter obrigado a uma intervenção cirúrgica de emergência. Rosa Lobato Faria acabou por melhorar, mas nunca em pleno. A família já tinha sido avisada "de que poderia precisar de ser, pontualmente, internada", confirmou a filha, Teresa Sachetti. Além da saúde debilitada, a também actriz nunca mais recuperou da morte do marido, Joaquim Figueiredo Magalhães, em Novembro de 2008. "O tempo jamais curará a falta que ele me faz", confessou pouco depois de ter enviuvado, numa fase em que o trabalho e os netos eram refúgio para esquecer a perda.
Fonte: JN