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sábado, 13 de novembro de 2010

Rui Vilhena insatisfeito na TVI

Rui Vilhena, 49 anos, autor de "Sedução", está insatisfeito com a TVI, estação para a qual já assinou sucessos como "Ninguém Como Tu", "Tempo de Viver" e "Olhos nos Olhos". O DN sabe que o guionista está descontente com a forma como a estação tem tratado a sua mais recente novela, que se estreou a 25 de Outubro às 21h30. Uma semana depois, porém, a história protagonizada por Fernanda Serrano e Nuno Homem de Sá passou para as 23h00, perdendo cerca de 300 mil espectadores. Fonte conhecedora do processo garantiu ao nosso jornal que Rui Vilhena já fez saber junto dos responsáveis da TVI o seu descontentamento. O guionista preferiu, no entanto, não fazer qualquer tipo de comentários. Perante a insistência e a pergunta se está de acordo com o horário mais tardio em que é exibida a sua novela, Vilhena foi mais claro: "Trabalho para a TVI, portanto, não me parece que faça sentido fazer declarações sobre estados de alma na imprensa", afirmou. Segundo o nosso jornal apurou, há cerca de duas semanas, Rui Vilhena ter-se-á reunido com o director de Programas da TVI, André Cerqueira, bem como outros responsáveis do canal e da Plural, a produtora de ficção da Media Capital. Uma reunião em que, como disse uma fonte ao nosso jornal, Rui Vilhena terá acusado os responsáveis da TVI de "terem matado" "Sedução" com a mudança de horário e terá feito sentir o seu estado de espírito. "Ele não está feliz na TVI", corrobora um actor próximo de Vilhena. "Não só o que fizeram com a novela foi um profundo desrespeito pelo seu trabalho como pelos próprios espectadores", sintetiza. Apesar de ter sido apresentada como uma "bomba", a novela "Sedução", que marca o regresso de Fernanda Serrano ao activo, não conseguiu ainda valores à altura de outras obras de ficção da estação. No entanto, lembra a mesma fonte, "a novela liderou sempre quando esteve às 21h45". Desde que passou para as 23h00, tem a concorrência mais forte de "Laços de Sangue", da SIC. Rui Vilhena já terá confessado junto dos seus amigos mais próximos a vontade de mudar de ares e de aceitar novos desafios. Vilhena é amigo de Gabriela Sobral, a antiga braço direito de José Eduardo Moniz na TVI e que há dois meses saiu desta estação para aceitar o cargo de directora de Produção da SIC. "Sou amiga do Rui, acho que ele é um excelente autor, mas a questão não se coloca agora, porque ele está a escrever uma novela para a TVI", afirmou Gabriela Sobral, reconhecendo que "a SIC está a mexer e está atenta". Confrontado com este cenário, o director de Programas da TVI preferiu o silêncio. "Não tenho nada a dizer sobre isso", disse André Cerqueira.
Fonte: DN

domingo, 31 de outubro de 2010

Autores revelam truques para prolongar as novelas

Todas as tramas da TVI são pensadas e escritas para encaixarem em 120 episódios, mas há mais de dez anos que acabam por nunca caber nesta medida. Umas novelas crescem mais, outras menos, mas todos os autores e actores sabem que vão ter de fazer um esforço extra para que o final chegue e que seja feliz. "Todas começam com 120 episódios, passando depois aos 160, consoante as encomendas", explica o director de Programas, André Cerqueira. "Espírito Indomável", a história da noite que conta com Diogo Amaral e Vera Kolodzig nos principais papéis, acabou de ser brindada com um aumento de 40 capítulos e a autora, Sandra Santos, já sabe como vai fazer este milagre da multiplicação dos enredos, sem, de preferência, perder audiências e alterar o fim da história que estava inicialmente pensado. "Estamos habituados a tornar as histórias ainda maiores, e quando isso acontece ficamos contentes porque quer dizer que os resultados justificam", explica. O truque reside, precisamente, em apostar nos actores que têm menos destaque na trama. De acordo com esta argumentista, que acabou de ganhar mais mês e meio de trabalho intenso, há "sorte" neste processo porque "há sempre muitas personagens e, com elas, muito material". Sandra Santos recusa a palavra "alongamento" porque isso "implica que a história pare". E o enredo tem de continuar a manter aceso o interesse do auditório. No entanto, qualquer alteração à história, decorrente de uma encomenda que pode ir dos 20 aos 60 episódios, e às vezes até aos 100, está sujeita ao olhar criterioso da Direcção de Programas do canal. "Fazemos um acompanhamento da história, há um departamento de controlo de qualidade quer na TVI, quer na Plural [produtora] para isso", explica André Cerqueira. Jura até que nenhum pedido apanha de surpresa os argumentistas. "Eles já estão preparados para as variações, sabem que as novelas são histórias abertas", avisa. Até hoje, a novela que mais cresceu teve direito a estar dois anos no ar. "Anjo Selvagem", com Paula Neves e José Carlos Pereira, contou 410 capítulos, ou seja, quase quadruplicou o tamanho original. Rui Vilhena, autor que acabou de estrear a novela "Sedução", que marca o regresso de Fernanda Serrano ao ecrã, tem sempre uma "carta na manga", seja ou não um prolongamento para a sua história. "Quando estamos a escrever a sinopse, numa fase inicial, já estamos a pensar o que poderemos ter", explica o argumentista, que enumera exemplos: "Escolho um personagem e crio novas ligações, que mexem com todo o elenco e acabam por o desestruturar. Em "Ninguém Como Tu", era o verdadeiro pai de um filho adoptivo. Em "Tempo de Viver", era uma nova revelação que tinha que ver com os protagonistas. Para esta nova novela também já tenho uma ideia, mas não vou revelar", afirma, garantindo que o fim da história é a única grande certeza definida à partida. Mas há outros factores que ditam a mudança de argumentos nas novelas. A actriz Margarida Marinho ficou grávida, aos 45 anos, enquanto rodava "A Outra". Tozé Martinho conta como mudou o rumo da novela da TVI: "A gravidez era de risco e tive de encontrar uma solução radical. A personagem morreu e tive de voltar atrás na história para ir buscar outra personagem, criando uma reaparição", revela. "Muitas das vezes, a solução está em voltar atrás para relançar uma história que não foi desenvolvida", diz.
Fonte: DN

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Rui Vilhena é quem mais aborda a homossexualidade

Rui Vilhena é o autor que mais homossexuais tem trazido à televisão portuguesa. "As minhas novelas são urbanas e contemporâneas. E como é que se faz uma novela urbana e contemporânea onde não haja homossexualidade? Não faz sentido. É como fazer um policial sem crime", explica. É por isso que em "Sedução", novela que se estreou no horário nobre da TVI, o autor aposta, mais uma vez, em temas fracturantes de dimensão sexual. "Se pensarmos bem, o amor é um lado muito forte da nossa vida. As pessoas estão sempre à procura do amor, seja o de um homem por um homem, seja o de uma mulher por outra mulher", justifica. Desde 1998, quando assinou a primeira novela ("Terra Mãe", RTP1), até hoje, Vilhena já construiu personagens gays para sete actores (Gabriel Leite em "Terra Mãe", Eurico Lopes e Gonçalo Waddington em "Bastidores", Frederico Barata e Joaquim Horta, em "Ninguém Como Tu", e Nuno Távora e Pedro Granger em "Olhos nos Olhos"), personagens lésbicas para duas actrizes (Lídia Franco em "Terra Mãe" e Cucha Cavaleiro em "37"), personagens bissexuais para dois actores (José Fidalgo e Hugo Tavares em "Tempo de Viver") e uma transexual (São José Correia em "Olhos nos Olhos").
Fonte: DN

sábado, 11 de setembro de 2010

Rui Vilhena elogia Aguinaldo Silva

Depois de arrancarem as gravações da sua mais recente produção, o argumentista tem sido presença assídua na imprensa. Como não podia deixar de ser, uma revista chegou à fala com Rui Vilhena. Foi em declarações a esta publicação que o conceituado autor explicou o surgimento de "Malmequer": "Foi quando estava a escrever os "Olhos nos Olhos" que surgiu a espinha dorsal desta novela. É uma história de mulheres fortes e de coragem, com histórias que se aproximam muito da vida das pessoas. O público vai identificar-se com a novela. É real, é a vida como ela é", frisou. E quais serão as personagens que causarão maior ódio nos portugueses? "A Fernanda Serrano é a grande vilã, mas a personagem do Pedro Granger é terrível e a da Dalila do Carmo é insuportável", destacou Rui Vilhena, explicando ainda o porquê de todos os seus trabalhos começarem com um grande acontecimento: "Como regra. Se não prendermos a pessoa logo aí, não é depois que o vamos fazer. Daí, que os meus primeiros episódios levam muito tempo a escrever". A terminar, o autor de sucessos como "Ninguém Como Tu" ou "Tempo de Viver" elogiou a escolha de Aguinaldo Silva para supervisionar a nova trama de Carnaxide: "Acho óptimo. O conhecimento existe para ser dividido. Essa novela vai estrear antes da minha, a concorrência é sempre boa e exige mais de mim. Sou muito amigo do Aguinaldo, ele é um autor que admiro e acho que a vinda dele é positiva", concluiu.
Fonte: TV Universo

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Rui Vilhena elogia Maria João Luís

"Ela é extraordinária". Foi com essa frase, que Rui Vilhena descreveu Maria João Luís. A actriz surge na novela de cabelo ruivo e apanhado, vestindo na perfeição a pele de uma dona de casa desesperada. Pode-se chamar desesperada, porque a sua personagem vai sofrer nas mãos da sua cunhada, interpretada por Fernanda Serrano. Rui Vilhena vai mais longe, afirmando que, "a Maria João Luís é uma óptima actriz e já há muito que gostava de trabalhar com ela. Ela é extraordinária". Com um elenco sobretudo preenchido por mulheres, Rui Vilhena avança, dizendo, "o elenco feminino vai brilhar. Esta é uma história de mulheres", conclui.
Fonte: Novelas Nacionais

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Festa TVI no lançamento do livro de Rui Vilhena

Rui Vilhena, o homem que escreve as novelas de maior sucesso da televisão portuguesa, juntou ontem, em Lisboa, uma autêntica constelação de estrelas no lançamento do seu primeiro livro, "Doces Tormentas". E nem José Eduardo Moniz, o antigo grande "patrão" da TVI, faltou á festa. "Se ele escrever do mesmo modo que escreve as histórias e constrói as personagens das novelas, acredito que este livro será muito bom", comentou Maria João Bastos, actriz que protagonizará a próxima novela de Rui Vilhena "Bem Me Quer, Mal Me Quer", que irá estrear em Setembro, na TVI. "Cheguei há dois dias de Nova Iorque e não consigo parar de ler o guião", revelou, ainda, Maria João Bastos, que irá contracenar na nova novela com Fernanda Serrano, Paula Neves, Pedro Granger, Marco Delgado, Maria João Luís, São José Correia, Dalila do Carmo, Nuno Homem de Sá e Ruy de Carvalho, entre outros. "Rui Vilhena é um escritor de novelas muito dinâmico, impõe um ritmo muito específico e corta todas as cenas que são para encher chouriços", disse Nuno Homem de Sá, outra das estrelas presentes na festa. Além disso, sublinha o actor, "cria personagens excepcionais", como foi o caso de António Paiva Calado, o vilão interpretado por Nuno Homem de Sá em "Ninguém Como Tu" (TVI, 2005). Enqunto preparava o guião de "Bem Me Quer, Mal Me Quer", Rui Vilhena ainda arranjou tempo para escrever "Doces Tormentas", uma "despretensiosa comédia romântica" que fala sobre o desgaste das relações ao longo do tempo. "As relações começam sempre muito doces, mas acabam sempre numa grande tormenta", diz o autor, assumindo que ele próprio passa pelo mesmo. "Estou casado há 26 anos e eu a Denise temos os nossos momentos ‘primavera', mas também temos os momentos ‘katrina'", afirma Rui Vilhena, divertido. A amizade e admiração profissional que liga a o autor brasileiro aos actores portugueses transformaram, ontem, a livraria Ler Devagar, na Lx Factory, em Lisboa, numa autêntica parada de estrelas.
Fonte: Sapo Fama

Rui Vilhena lança primeiro romance

Conhecido como o autor por excelência de muitas das novelas de sucesso da TVI, Rui Vilhena acaba de lançar o seu primeiro romance intitulado "Doces Tormentas". O lançamento foi feito ontem na Livraria Ler Devagar, na Lx Factory, e muitos forma aqueles que quiseram felicitar Vilhena neste seu novo desafio. Com a presença em massa dos mais conhecidos actores nacionais, o autor contou ainda com a presença de do ex director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, e o administrador da TVI, Bernardo Bairrão.
Fonte: Lux

segunda-feira, 1 de março de 2010

Autores nacionais não perdem as séries internacionais

São os responsáveis por grande parte da ficção nacional mais recente, mas não prescindem das suas séries estrangeiras de eleição. "Irmãos e Irmãs", "Sem Escrúpulos" ou "Os Sopranos" levam os guionistas a largar "tudo" para as ver. A trama obscura de "Sem Escrúpulos" e a interpretação de Glenn Glose no papel da advogada manipuladora Patty Hewes, que lhe valeu um Globo de Ouro para melhor actriz dramática, é a série de eleição de Rui Vilhena. O guionista de "Olhos nos Olhos", que se encontra a escrever "Bem Me Quer Mal Me Quer" é "viciado" naquela produção e deixa tudo o que está a fazer para assistir a um novo episódio do formato. "Não atendo nem o telefone", revela, sublinhando tratar-se de um guião "muito bem escrito". O argumentista destaca ainda o desempenho da protagonista, que classifica de "completamente fabuloso". António Barreira, responsável pelo guião de "Meu Amor" elege três produções. "Irmãos e Irmãs", "Gossip Girl" e "America's Next Top Model". Mas é a primeira aquela que o leva a "largar tudo para ver". Com Sally Field no papel da matriarca da família Walker, a produção reúne um elenco de luxo com nomes como Rachel Griffiths, Calista Flockhart e Rob Lowe, entre outros. "Resmas de Afectos" é o ingrediente que salienta. Quanto às outras duas, de "Gossip Girl" destaca o "bom gosto" e a "vanguarda" do formato juvenil. A temática da moda leva-o a acompanhar o reality show conduzido por Tyra Banks, uma vez que é um dos temas do projecto que tem em mãos. "Retrata o mundo que é abordado na novela, com o devido distanciamento. Há muitas situações que acontecem às modelos que são universais", revela. Para Patrícia Müller, a "melhor desde sempre" é "Os Sopranos". "Quando estive em Nova Iorque e fiz o percurso para Nova Jérsia parecia que já lá tinha estado, porque a viagem é exactamente como a do genérico inicial", descreve. A série que relata a saga de uma família de mafiosos nova-iorquinos produzida pela HBO é, na sua opinião, "brutal". Das produções mais recentes, a autora enumera "Glee", recentemente galardoada com um Globo de Ouro para melhor série de comédia, por ser "muito bem feita" e "engraçada" e a versão norte-americana de "O Escritório". Os gostos da equipa que lidera na Casa da Criação, composta por André Munaças, Catarina Peixoto e Marina Ribeiro, elege ainda "Californication". Pedro Lopes, um dos autores de "Lua Vermelha" também destaca "Glee", como uma das produções recentes mais bem sucedidas, e cujo sucesso deve estar a "estoirar" na televisão portuguesa, já que tem estado a ter muito impacto nos Estados Unidos. "Dexter" e "Anatomia de Grey" são as séries que tem acompanhado. Esta última, na sua opinião, que "em termos emocionais funciona muito bem". "Não só pelo prazer, mas também pelo ponto de vista técnico", o criativo indica "O Mentalista". Um dos escritores há mais tempo a escrever novelas, Tozé Martinho gosta de ver séries policiais. "Investigação Criminal" e "CSI" são as que acompanha de momento. "São temas que me interessam enquanto advogado", explica, manifestando também preferência por "Trauma", um drama hospitalar sobre equipas de emergência médica. O autor revelou ainda que viu os episódios de "Investigação Criminal" com Daniela Ruah e que gostou da interpretação da actriz portuguesa.
Fonte: JN

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Rui Vilhena fala sobre "Bem Me Quer Mal Me Quer"

O autor Rui Vilhena decidiu levantar um pouco o véu em relação ao seu próximo projecto televisivo, em termos de ficção nacional, para a TVI. A novela, com o nome provisório "Bem Me Quer, Mal Me Quer" e que terá em breve a sinopse apresentada irá ter como protagonista uma personagem interpretada pela actriz Fernanda Serrano, a quem Rui Vilhena fez questão de entregar um papel que marcasse fortemente o seu regresso ao trabalho, depois de uma dura luta contra o cancro da mama. "A personagem dela é a mais complexa que criei até hoje, em termos de carácter. Espero que seja mais uma das personagens que marque os espectadores, tal como foi Luiza Albuquerque, interpretada por Alexandra Lencastre em "Ninguém Como Tu", declarou Rui Vilhena, acrescentando que a personagem não estará do lado dos bons nem dos maus, pois ninguém é totalmente bom nem totalmente mau, dando continuidade a uma linha de pensamento mais realista e actualmente mais adoptada pelos autores de novela nacionais. O autor revelou ainda que desta vez não haverá nenhum crime, visto esse tema estar já muito esgotado, e que a linguagem usada será mais virada para o folhetim, na linha dos filmes de Hitchcock. Prevê-se que as gravações da novela tenham início em meados de Maio ou Junho e, ao lado de Fernanda Serrano estarão nomes como Sofia Grilo, Maria João Bastos, Maria João Luís, Dalila Carmo, Paula Neves, São José Correia, Frederico Barata e José Mata, entre outros.
Fonte: Novelas Nacionais

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Novela de Rui Vilhena mais democrática

Mais abrangente, sob o chapéu de poder chegar a um maior número de pessoas. Assim se delineia, para já, "Bem Me Quer, Mal Me Quer", novela que Rui Vilhena está a escrever para a TVI e que contará com Fernanda Serrano num dos principais papéis do enredo. Está já em marcha a próxima intriga do autor de "Olhos nos Olhos". E após alguma especulação acerca dos contornos desta sucedânea, Vilhena levantou um pouco o véu à sua ainda embrionária obra que viverá na antena da estação de Queluz antes ou a seguir à época estival de 2010. Refutou o nome provisório de "Orgulho", amplamente ventilado por algumas publicações e confirmou o de "Bem Me Quer, Mal Me Quer", cujo intento é veicular uma linguagem mais democrática. "A minha última novela tinha um cariz mais cinematográfico, acabando por ser seguida por um público aficionado de séries. Ganhou um estatuto quase de culto", comentou. Ora, em detrimento de se dirigir a um nicho, Vilhena preconiza agora atingir as massas, piscando o olho ao "género de folhetim" sem no entanto deixar de imprimir à história um cunho vincadamente cosmopolita. E se o seu carimbo por excelência tem vindo a revestir-se com o chavão de mistério, até porque "é o elemento que alimenta as histórias", garantiu que o embrulho da nova produção contemplará suspense, mas sem que este se prenda com os meandros do crime que considera um gancho "saturado". O autor sabe já que um dos principais papéis caberá a Fernanda Serrano desempenhar, embora, por enquanto, esteja apenas "a preparar a sinopse". Saliente-se que representará um marco, depois de um longo afastamento da actriz do pequeno ecrã, por motivo de doença. Marco Delgado, Maria João Luís, Manuela Couto, Joaquim Horta, São José Correia e Pedro Granger integram também o leque de actores de uma trama que abordará "temas fracturantes" e descrita por Vilhena como tendo "alma, ritmo", por forma a ser passível de vir a "deixar saudades".
Fonte: JN

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Balanço 2009: Melhor Autor Nacional

Rui Vilhena, "Olhos nos Olhos" e "Equador", TVI

Perfil: Rui Vilhena

Aos 48 anos, Rui Vilhena viveu em vários países e escreve para vários registos, como TV e cinema. Nascido em 1961 em Moçambique, foi muito cedo para o Brasil. Viveu quase 15 anos nos EUA, onde estudou Guionismo. Mas escolheu Portugal para se fixar. Adaptou "Equador" e escreveu "Olhos nos Olhos" (TVI). É casado e tem um filho Gabriel, artista plástico.
Fonte: CM

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Novelas escritas quase em simultâneo com gravações

A ficção nacional modernizou-se. Agora, os guiões são feitos praticamente em tempo real. E se os actores de "Sentimentos", da TVI, têm opiniões distintas, Vilhena, que escreve a nova trama, evoca a necessidade de feedback. Tempos idos são aqueles em que os textos das tramas entregues aos profissionais que iam interpretar as personagens eram lineares e taxativos. Hoje em dia, a engrenagem da indústria das novelas funciona de modo diferente. Ao ouvir o primeiro acção por parte dos realizadores, quem representa apenas tem na sua posse uma espécie de esboço prematuro do perfil que lhe caberá vestir. A história de Tozé Martinho, "Sentimentos", no ar na grelha de Queluz, não é a excepção que confirma a regra. Nem a próxima novela de Rui Vilhena, "Orgulho", nome provisório, será. Este último, autor de êxitos como "Ninguém Como Tu", "Tempo de Viver" e, mais recentemente, "Olhos nos Olhos", todos na TVI, conta que na altura em que assinou "Terra Mãe" para a RTP, à data de 1998, "as gravações da novela acabaram apenas três dias depois de ter estreado". Ora, para o guionista, tal representa um "risco de ir para o lixo", defendendo que o feedback dos espectadores deve ser aferido numa fase embrionária da produção. Alegando uma "margem de manobra" exponenciada, por forma a quem escreve "poder proceder às devidas alterações à medida que a intriga avança", Vilhena refere que "a história tem vida própria". Não pode estar castrada a priori. E a tendência é para nos aproximarmos "cada vez mais do Brasil", considera. Se por cá a décalage entre o arranque da trama em antena e o número de episódios escritos "é de 40/50", por terras de Santa Cruz, o hiato de capítulos baliza-se "nos 15", esclarece. As vozes dos actores não são uníssonas face a esta matéria. Renato Godinho, que é o vilão Vítor em "Sentimentos", afirma não ter por hábito "falar com os autores sobre o caminho que as personagens vão levar", pois acha "essa descoberta interessante". E acrescenta: "Sempre que gravo uma cena, pode ser branco ou preto, mas vou sempre pelo cinzento para não limitar nada". Sendo no "ponto de interrogação" que se deixa "seduzir pela personagem". Já Fernando Luís, que faz de Sertório no mesmo enredo, assinala a "dificuldade" acrescida das novelas abertas. "Nunca sabemos o que nos vai acontecer", sublinhando que gosta mais "de trabalhar quando as coisas estão todas definidas". A estrutura "está montada, sei com o que conto e consigo criar por cima da base já feita. Há outro controlo". Por sua vez, Pepê Rapazote, que já grava a nova ficção da SIC, "Perfeito Coração", vai de encontro à ideia de Renato, a que soma a da "maior verosimilhança". Faz notar que "quando o actor sabe mais do que a personagem, no seu subconsciente há um calculismo" que pode ser pernicioso. Diogo Amaral, protagonista da trama de Tozé Martinho, discorda. "Prefiro trabalhar em cima de um guião fechado, permite outras nuances", classificando os textos abertos de "um terreno pantanoso". Paulo Pinto, o advogado de Thai na mesma novela, recupera o juízo do colega Pepê Rapazote, afiançando: "A nossa liberdade é tanto mais interessante quanto mais espartilhada estiver para tentarmos ser verdadeiros em todas as cenas e momentos. Pode haver incoerência, mas é mais verosímil".

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Série de Rui Vilhena para a TVI chama-se "O Quadro Negro"

Que a TVI e a Plural estão a preparar um lote de minisséries já não é notícia. Que Rui Vilhena, autor de novelas como "Ninguém Como Tu" e "Olhos nos Olhos", será o mestre de escrita dos primeiros seis capítulos a irem para o ar também já não é novidade. Mas o que é notícia é o nome desta primeira série que Rui está a preparar, tal como alguns dos nomes que integrarão o seu elenco. "O Quadro Negro" é o nome provisório dos seis episódios que Rui Vilhena está a escrever para este novo projecto. Pouco ainda se sabe sobre o mote desta história escrita pelo autor, mas pode-se desde já revelar que se trata de um policial. Para "O Quadro Negro" já se encontram vários nomes da representação da TVI destacados, como é o caso de Sofia Alves, que tudo indica ser a protagonista. Mas Sofia não estará só e Maria João Bastos e Sara Prata são agora os novos nomes apontados pela imprensa para este projecto.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"Orgulho" ao estilo de "Ninguém Como Tu"

A próxima novela escrita por Rui Vilhena, que tem o nome provisório de "Orgulho", está a ser preparada. Pouco se sabe acerca da história e o primeiro capítulo está agora a ser escrito para ser entregue à Plural. Rui Vilhena, entretanto, promete basear-se menos em séries americanas e voltar à fórmula folhetinesca e diz: "Quero uma coisa que se aproxime do "Ninguém Como Tu" e voltar ao folhetim com uma linguagem mais popular". A novela, que conta com o regresso de Fernanda Serrano à televisão e no papel principal, já começa a ganhar o seu elenco: Rogério Samora, Dalila Carmo, Pedro Granger, Maria João Luís, Pedro Rodil, Paula Neves e Maria João Bastos vão estar nesta nova produção.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Minissérie de Rui Vilhena para a TVI

Além da nova novela, Rui Vilhena integra o grupo de autores escolhidos para escrever um lote de minisséries encomendadas pela TVI. Uma história protagonizada pela actriz Sofia Alves cuja data de estreia ainda não foi anunciada. A controvérsia que assola a estação de Queluz no que à área da Informação diz respeito parece não afectar a máquina bem oleada da ficção. Nem tão pouco a saída de José Eduardo Moniz terá, por enquanto, feito mossa, pelo menos visível. Na charneira do canal está já um novo projecto composto por várias minisséries, de seis episódios, cada qual da autoria de um guionista, embora não se saiba se a ideia foi peneirada pelo crivo do ex-director-geral. Também os argumentistas adstritos à TVI não padecem de escassez de trabalho. Rui Vilhena que o diga. Afinal, o responsável pela escrita de "Ninguém Como Tu", "Tempo de Viver" e "Olhos nos Olhos", além da finalização da sinopse da sua próxima novela, tem a cargo um dos guiões para o conjunto de minisséries. Abraçando a prerrogativa de "inovar sempre", qualquer que seja o registo que escreve, Vilhena diz não pretender "impor a linguagem de telenovela" a este conteúdo, de características diferenciadas. Valida o nome de Sofia Alves para protagonista, apesar de não avançar com o título da pequena intriga, nem data de estreia. As histórias por ele gizadas têm sido, todas elas, marcantes. Um cunho cosmopolita apurado e um enredo com uma boa pitada de mistério, são dois dos ingredientes que constituem seu apanágio. Porém, faz notar que "há que ter cuidado com o vanguardismo", bem como com o suspense, que deve ser cada vez mais espartilhado. "Assiste-se a uma overdose de mistério. Está na moda, mas não convém banalizar", considera. Ora, esta posição é extensível à novela que tem prepara a qual só deverá arrancar na antena de Queluz em 2010. Todavia, certo é que na blogosfera ela já mexe. "Orgulho" é o nome provisório ventilado. Também já muito se especula acerca do elenco e são raros os que não apostam que a produção assinale o regresso de Fernanda Serrano ao pequeno ecrã.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Rui Vilhena escreve a pensar em Fernanda Serrano

O guionista Rui Vilhena analisa, neste momento, as várias personagens anteriormente interpretadas por Fernanda Serrano. O objectivo da pesquisa está devidamente direccionado: construir uma personagem diferente de todas as outras a que esta actriz já deu vida para aquela que será a primeira participação de Fernanda Serrano numa novela com a sua assinatura. "Sempre admirei o trabalho dela e nunca a tive a oportunidade de a ter numa novela minha", justificou Rui Vilhena. "O guião está numa fase embrionária. Ainda estou a trabalhar na sinopse", assinalou, antes de falar no processo criativo em curso. "É muito importante que os actores trabalhem registos diferentes e eu também gosto que o façam", explicou. Poderá Fernanda Serrano regressar à antena no papel de vilã? Rui Vilhena não revela nada a esse respeito. Apenas confirma o protagonismo da actriz na saga. Com esta novela, cuja estreia deve acontecer antes do final do ano, Fernanda Serrano retomará a presença regular nos ecrãs, depois de um período de pausa motivado pela descoberta do cancro da mama. Nascida em 1973, Fernanda Serrano começou pelo cinema, mas deve a estreia televisiva a um convite de José Eduardo Moniz para apresentar "Noite de Reis", na RTP. Nas novelas, cedo atingiu os papéis principais. No cinema, protagonizou "Jaime".

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Rui Vilhena estreia-se na literatura

Rui Vilhena é um dos autores televisivos mais conhecidos e acarinhado pelo público da ficção nacional, e agora, vai também dedicar-se à escrita de um livro. O autor da novela "Olhos nos Olhos" da TVI estreia-se assim na literatura com a sua primeira obra, depois de vários sucessos dramatúrgicos para televisão. Uma comédia romântica parece ser a ideia do que por ai vem e a sua publicação poderá ainda acontecer este ano. Ao mesmo tempo que o primeiro livro da autoria de Rui Vilhena começa a ganhar forma, o autor também já está a preparar uma das próximas novelas do canal dirigido por José Eduardo Moniz, que se prevê estrear no início do próximo ano, tendo como título provisório "Orgulho".

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Autores agora têm contrato de exclusividade

Depois dos actores assinaram contratos de exclusividade com a TVI, eis que o canal apresentou as mesmas condições aos seus autores de eleição e, ao que tudo indica, eles aceitaram.
José Eduardo Moniz assinou contratos de exclusividade com os seus autores para que a concorrência não lhes possa apresentar propostas tentadoras. Segundo a mesma publicação, Rui Vilhena – autor de "Olhos nos Olhos" –, Maria João Mira – "Flor do Mar" –, António Barreira – "Fascínios" – e Tozé Martinho – "A Outra" são agora autores com contrato com a TVI pelos próximos anos.
Os autores foram questionados sobre a questão, mas só Tozé Martinho assumiu que o assunto é verídico. Parece que as tentativas por parte da SIC para que alguns dos autores da TVI se transferissem não deram o resultado que o canal queria, mas sim o oposto, fazendo com que a estação de Queluz segurasse de forma mais firme as suas estrelas da escrita.

domingo, 30 de novembro de 2008

Rui Vilhena vai estar "Olhos nos Olhos" com Moniz

"Olhos nos Olhos" começou por estrear no horário das 21, mas perante o sucesso de "Feitiço de Amor" e os resultados não superiores alcançados por "Olhos nos Olhos" no horário, a telenovela de Rui Vilhena fixou-se às 22horas. Após o fim da telenovela "A Outra" e o início da telenovela "Flor do Mar", rodada na Madeira, a trama passou para um horário mais tardio, o das 23 horas, fazendo com que a telenovela termine após a meia-noite. Por isso, Rui Vilhena e José Eduardo Moniz irão reunir-se para discutir sobre os mais variados tópicos relacionados com esta 3ª telenovela escrita por Rui Vilhena para a TVI.
Teremos surpresas dentro de dias? Novo horário? Episódio encurtados? O que é certo é que as reuniões deverão dar frutos em breve, agora se os frutos serão a favor dos telespectadores ou não, é algo para descobrir futuramente.