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domingo, 2 de janeiro de 2011
sábado, 4 de dezembro de 2010
Nova peça de teatro com São José Correia
Ela entra vestida de negro, de expressão carregada e olhar duro. Atrás de si apenas o ressoar nervoso dos saltos dos sapatos a baterem no chão de madeira. Atrás de si a solidão e a espera, à sua frente a morte. Anda de um lado para o outro mas é como se não saísse do mesmo lugar. Para esta mulher, tal como para os que a rodeiam, não há já salvação. Esta mulher é Lavínia, uma Electra dos tempos modernos, e a história da sua tragédia estreou- -se quarta-feira, no palco do Teatro Municipal de Almada (TMA), onde fica até dia 19. A peça "A Morte Vai bem com Electra", do dramaturgo e Prémio Nobel Eugene O'Neill, tem encenação de Rogério de Carvalho e fecha o ciclo que o TMA dedicou ao autor. Tal como na tragédia grega de Ésquilo Oresteia, na qual se baseia, O'Neill divide a narrativa em três partes, mas no palco Rogério de Carvalho optou por fundir a trilogia numa peça só, em que a actriz São José Correia dá corpo a esta heroína mítica. Filha dilecta de Mannon, que regressa a casa no fim da "Guerra da Secessão" e é assassinada pela mulher e pelo seu amante, Lavínia vai encontrar no irmão mais novo, Orin, o aliado ideal para vingar o pai. "Ela é a grande guerreira da família, mas está presa à sua incapacidade de fazer o luto, de fechar capítulos. Ela anda, anda e não sai do mesmo sítio. É muito complexa e ambígua", declara São José Correia sobre a sua personagem. Atravessada por ecos de Freud, Nietzsche ou Strindberg, a história destas pessoas e desta família em dissolução acontece sobretudo "no mundo interior, nas pulsões inconscientes, como a violência, a loucura, o desejo de vingança", explica o encenador que escolheu dar a ver tudo isso através de "um registo metafórico, em que a palavra emerge acima de qualquer opção cénica". Assim, num palco praticamente despido de adereços, o elenco, do qual fazem parte Teresa Gafeira, Marques d'Arede, André Albuquerque, Bernardo Almeida, entre outros, dá ao espectador um fresco sobre uma família em que se estabelecem "relações inquietantes e enigmáticas, em que os vivos se cruzam com os mortos, o amor tem fronteiras pouco claras e todos estão sempre à beira do sobressalto e do abismo" explica Carvalho. Embora se trate de uma tragédia, ela não tenta criar no espectador uma piedade fácil pelo sofrimento e miséria humana e aí reside, segundo Joaquim Benite, director do Teatro de Almada, "o extraordinário desta obra, pois há uma aparente simplicidade narrativa e tudo se joga na palavra". Ésquilo colocava, no centro da peça, a questão da justiça, O'Neill, no inconsciente indomável e Rogério de Carvalho, diz querer colocar o foco "na questão do poder e nos que decidem em momentos de crise ou colapso, como o que está a acontecer actualmente".Fonte: DN
sábado, 27 de novembro de 2010
Contrato de La Féria no Rivoli a terminar
A produtora Todos ao Palco, de Filipe La Féria, que estava no Rivoli ao abrigo de um contrato de acolhimento que vigorava até ao fim de Dezembro, "está a sair" do teatro municipal portuense, disse o assessor à Lusa sem esclarecer se já foi rescindido o vínculo que ligava a empresa à Câmara do Porto. O assessor de La Féria disse não poder dizer "se vai ou não acontecer uma renovação" do contrato entre o encenador e a Câmara do Porto, pois neste momento não se sabe "se vai haver negociações" nesse sentido. Referiu apenas que o que existe neste momento é "um contrato tripartido entre o Rivoli, a Todos ao Palco [a companhia criada por La Féria para as produções no Rivoli] e a UAU [uma produtora lisboeta]". É ao abrigo desse contrato tripartido que o Rivoli acolhe desde Outubro e até 12 de Dezembro (de acordo com a informação do site da UAU) o espectáculo "Mais Respeito que Sou Tua Mãe", do actor Joaquim Monchique. Contactada pela Lusa, a Câmara do Porto não fala em contrato tripartido, afirmando que, "neste momento" La Feria "cedeu a sua posição contratual no Rivoli à companhia que está a levar ao palco a peça de Joaquim Monchique". Tal deve-se, de acordo com a informação dada à Lusa pelo gabinete de imprensa, às "dificuldades financeiras" que o produtor atravessa e que "está a tentar resolver". A Câmara adianta ainda que "no início do próximo ano será a vez do Fantasporto utilizar o Rivoli. Para o período imediatamente a seguir "não está ainda nada previsto em definitivo". Em entrevista à edição desta semana do jornal regional Audiência, Filipe La Féria diz que não tem condições para continuar no Porto. "Já arrisquei muito no Porto. Hoje em dia tenho dívidas e não posso abarcar sozinho a responsabilidade do Rivoli", diz o encenador ao "Audiência", acrescentando que "gostaria de continuar" mas que "nestas condições" não pode "continuar".Fonte: DN
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Porto protesta contra integração do Teatro S. João
Sob o lema "É nosso", o Teatro Nacional São João, no Porto, foi hoje, quarta-feira, envolvido num abraço colectivo de mais de um milhar de pessoas, em protesto pela integração da instituição na estrutura da OPART. Todos quiseram estar presentes no abraço pelo teatro: anónimos curiosos, elementos da equipa dos bastidores do São João, personalidades destacadas da vida cultural portuguesa (desde João Reis a Manuela Azevedo), representantes das outras instituições da cidade, como a Casa da Música, ou directores artísticos de festivais ou companhias teatrais. À frente do teatro nacional, tapado por andaimes que teimam em não desaparecer enquanto a fachada não tiver sido alvo de obras, crianças e idosos, pais e filhos, artistas e não artistas, gritaram em uníssono "O Porto não se vende" e pediram a demissão da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas. A recusa em "ceder" à tentativa de centralização da instituição portuense que, caso se funda na OPART, passará a ser gerida a partir de Lisboa e perderá a sua autonomia, uniu cerca de 1200 pessoas num apelo colectivo, na tentativa de demover o Ministério da Cultura. "Pensar que este corpo perfeito, que tem uma cabeça que pensa bem, em que todos os membros funcionam ao mais ínfimo sinal, de repente vai ser desmembrado, com a cabeça a ir calhar não sei onde, com membros desse corpo a ser amputados com os cortes que se anunciam... E tudo isto para quê?", questionou Manuela Azevedo. A vocalista dos Clã, fã confessa do TNSJ, referiu que esta medida representa um retrocesso de décadas na cultura em Portugal, considerando que, com a integração na OPART, vai ser criado um "monstro". "A fusão pode abalar aquilo que o TNSJ, com a sua ambição de fazer muito pela vida cultural do Porto, muito pela vida cultural do país e por ter a ambição de sair fora de portas, conseguiu", disse ainda. Para Manuela Azevedo, todo o trabalho e ambição que o teatro portuense tem, de repente, pode ser perdida. "E isso também é perder dinheiro, é perder valor", acrescentou. Mário Laginha, em cena no TNSJ com o espectáculo "Sombras", defendeu que a instituição tem feito um trabalho ímpar na cidade ao longo dos anos. "Percebo que estamos todos em crise, mas que o São João perca autonomia... ele não merece isso, por tudo o que fez e o que tem feito e aquilo que tem ainda para nos dar", disse. O músico acredita que está em causa "uma morte artística de autonomia": "O São João é do Porto, pertence ao Porto". No entanto, apesar do número surpreendente de pessoas que aderiram ao movimento "Um abraço pelo teatro" (eram esperadas 200 manifestantes), foi notória a ausência do conselho de administração da instituição, assim como do seu director artístico, Nuno Carinhas. O dia de greve geral no Porto foi o dia do abraço colectivo de uma cidade a uma das instituições que faz parte do seu bilhete de identidade: o Teatro Nacional São João fez-se hoje ouvir, com uma dupla corrente humana a envolver o edifício, naquele que foi o maior movimento de cidadania da história do teatro.Fonte: JN
sábado, 20 de novembro de 2010
Filipe La Féria estreia hoje novo espectáculo
Hoje, às 15h00, Filipe La Féria leva ao palco do Teatro Politeama o espectáculo "O Sítio do Picapau Amarelo". Do elenco desta peça fazem parte actores como Cátia Garcia, que trabalhou com La Féria nos musicais "Amália" e "Alice no País das Maravilhas", André Lacerda, que conta no seu currículo com espectáculos como "Ópera do Malandro" ou "O Rei Leão", Ruben Madureira, finalista do programa "Ídolos" e que participou nos espectáculos "Jesus Cristo Superstar" e "Amália", ou Sissi Martins, que já trabalhou com Filipe La Féria em "Música no Coração" ou "Violino no Telhado". "O Sítio do Picapau Amarelo" é uma criação do escritor brasileiro Monteiro Lobato. Foi mais tarde adaptada pela Rede Globo e agora conta com encenação de Filipe La Féria.Fonte: DN
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Comédia junta Marina Mota e Carlos Cunha
Marina Mota e Carlos Cunha juntam-se de novo em palco e desta vez com a filha, Erika, com a peça "3 em Lua de Mel", uma comédia em cena Auditório do Casino Estoril. A antestreia de "3 em Lua de Mel" reverteu a favor da APSA, uma instituição de solidariedade social. As exibições da comédia "3 em Lua de Mel" decorrem no Auditório do Casino Estoril, de quinta feira a sábado às 21h30, e aos domingos pelas 16h30.Fonte: Lux
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Eunice Munoz de regresso ao teatro
"O primeiro ensaio é sempre emotivo", confessou ontem a actriz Eunice Muñoz, à saída da primeira sessão de trabalho da peça "O Comboio da Madrugada", com que regressa à obra de Tennessee Williams (de quem já fez "O Verão e o Fumo"), e em que volta a ser dirigida por Carlos Avilez no TEC – Teatro Experimental de Cascais. "Estivemos a verificar a versão do texto sobre a qual vamos trabalhar – porque houve cortes – e é ainda muito prematuro falar, mas tenho a impressão de que vou voltar à comédia com esta personagem", conta. Em "O Comboio da Madrugada" (título português para o original "The Milk Train Doesn't Stop Here Anymore", peça estreada nos EUA em 1963), Eunice dará corpo a uma senhora idosa a braços com uma doença terminal, mas cuja excentricidade deverá produzir momentos de humor surpreendentes. "O problema será encontrar o equilíbrio entre a comédia e o drama, que subjaz sempre à acção de todas as peças deste autor excelente", conta a actriz, que, pela primeira vez na sua carreira, dividirá o palco com Anna Paula. "Fizemos televisão juntas, nos anos 60, mas teatro, nunca. Vai ser um prazer trabalhar com alguém tão talentoso", acrescenta Eunice. No elenco, estará ainda Pedro Caeiro (na figura da Morte). Carlos Avilez diz-se entusiasmado com o espectáculo, que deverá estrear em Fevereiro: "Sei que a Eunice vai ser mágica, como é sempre."Fonte: CM
Peça com Nuno Lopes e Bruno Nogueira recebe prémios
A peça "A Cidade", pelo Teatro da Cornucópia com encenação de Luís Miguel Cintra, venceu dois Prémio Bernardo Santareno de Teatro 2010 nas categorias de Melhor Espectáculo e Melhor Actor para Nuno Lopes. Nos prémios atribuídos pela Câmara de Santarém foram ainda distinguidos Custódia Gallego (Melhor Actriz em "Vulcão"), os actores Rui Mendes e Ana Paula (Prémio de Carreira).Fonte: DN
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
São José Correia com nova peça de teatro
As actrizes São José Correia e Anabela Teixeira estão neste momento em ensaios das duas próximas produções da Companhia de Teatro de Almada. Falamos, respectivamente, de "O Luto Vai Bem com Electra" – que São José Correia protagonizará a partir de 1 de Dezembro sob a direcção do encenador Rogério de Carvalho – e de "Hughie" e "Antes do Pequeno Almoço", encenações de Joaquim Benite que Anabela Teixeira interpretará a partir de dia 25 de Novembro. Os espectáculos encerram o ciclo dedicado a Eugene O’Neill que a Companhia de Teatro de Almada levou a cabo este ano e que integrou a peça maior deste dramaturgo norte-americano – "Longa Jornada para a Noite". "O Luto Vai Bem com Electra" é uma tragédia moderna composta por três partes distintas – "Regresso", "Caçados" e "Assombrados". Inspirado na "Oresteia" de Ésquilo, O'Neill situa a acção no final da Guerra da Secessão Americana e faz aqui o retrato de uma família em dissolução. Quanto às duas peças que Anabela Teixeira vai interpretar, são quase monólogos cujas personagens demonstram toda a solidão da vida contemporânea. "Antes do Pequeno Almoço" e "Hughie" estarão em cena de 25 de Novembro a 19 de Dezembro (de 4ª a sábado às 21h30 e domingo às 16h00). "O Luto Vai Bem com Electra" apresenta-se de 1 a 19 de Dezembro (4ª a sábado às 21h00, domingo às 16h00).Fonte: CM
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Joaquim Monchique em dose extra
Joaquim Monchique vai prolongar a sua estada no Teatro Rivoli, no Porto, com a peça "Mais Respeito Que Sou Tua Mãe". De 3 a 19 de Dezembro, serão mais nove sessões do que aquelas que estavam inicialmente previstas. O espectáculo conta a história de uma dona de casa de 50 anos que tem um marido desocupado, três filhos adolescentes cheios de problemas e uma sogra muito particular. Ou seja, uma vida infernal. O preço dos bilhetes varia entre os 10 e os 22 euros.Fonte: DN
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
António Feio recordado na estreia da peça que encenou
A noite era de risos, mas acabou por ser também de alguma nostalgia. Isto porque a estreia da comédia "Apanhados na Rede", a última encenação em que António Feio trabalhou antes da sua morte, há dois meses, e que foi concluída por Fernando Gomes, levou ao Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa, dezenas de amigos e admiradores do artista. Os quatro filhos de António - Bárbara, de 34 anos, Catarina, de 30, Sara, de 25, e Filipe, de 18 - estiveram presentes, e as mais velhas partilharam a falta que sentem dele. "Esta é uma noite muito saudosa e espero que ele esteja contente com a continuidade que demos ao seu trabalho", disse-nos Bárbara, enquanto Catarina acrescentava: "É complicado assistir a esta peça sem o meu pai... E desta vez fiz questão de não seguir os ensaios, como era habitual. Hoje, além de estar muito contente por se ter conseguido estrear um dos projectos dele após a sua morte, sinto-me igualmente muito triste."Fonte: Caras
Muitos famosos na estreia de "mendes.come"
Depois de ter estado no Porto e no Algarve, Fernando Mendes estreou "mendes.come" no Teatro Villaret, em Lisboa, na sexta-feira à noite, com uma plateia recheada de caras conhecidas. O seleccionador nacional Paulo Bento, acompanhado da mulher, Teresa, foi a principal surpresa da noite. O treinador preferiu não falar à imprensa, mas é conhecida a amizade que o liga ao popular comediante e apresentador. Entre as dezenas de famosos que enchiam o teatro lisboeta estava ainda Eusébio da Silva Ferreira, presença também pouco habitual neste tipo de eventos. No entanto, à estreia de Fernando Mendes, um ilustre sportinguista, nem o Pantera Negra poderia faltar. "Adoro-o, tenho partilhado com ele muitos momentos de alegria e boa disposição e, naturalmente, não poderia deixar de vir cá dar-lhe um abraço", explicou José Carlos Malato, parceiro de Mendes na RTP. Tal como Malato, artistas como Carlos Alberto Moniz, Rosa do Canto, João Malheiro, Rute Marques, Toy e tantos outros fizeram questão de marcar presença na estreia do espectáculo, que assinala os 30 anos de carreira profissional do comediante. O empresário Rui Nabeiro, fundador da Delta, e amigo de longa data de Fernando Mendes, veio também a Lisboa assistir à peça, uma comédia bem à maneira portuguesa, também interpretada por Cristina Areia, António Vaz Mendes e Luís Portugal, que proporcionou momentos de humor e de reencontro entre velhos amigos. "Vi a peça "O Peso Certo" mais que uma vez e costumo ver o gordinho muitas vezes, porque sou amigo dele", disse Toy. O cantor fez questão de estar presente nesta estreia por considerar que, mesmo sendo popular, a cultura "é fundamental" à sociedade: "É na cultura que está o primeiro passo para uma melhoria de condições de vida, porque se não houver cultura não há coisa nenhuma, mesmo tratando-se de cultura popular", acrescentou. Fernando Mendes sobe ao palco de quinta-feira a sábado, às 21h30, e aos domingos, às 17h00.Fonte: DN
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Nova peça com Nuno Lopes
O escritor Gonçalo M. Tavares escreveu "Durações de um Minuto", uma reflexão sobre o tempo que se estreia a 5 de Novembro, às 21h00, no palco do Teatro Municipal São Luiz sob a direcção conjunta de um realizador – Marco Martins – e de uma coreógrafa – Clara Andermatt. A ideia para este projecto partiu de Jorge Salavisa, reconhecido amante das contaminações artísticas e em palco o público poderá ver, entre outros Nuno Lopes, Ivo Canelas, Romeu Costa ou Vítor Roriz, entre outros. De resto, uma das características deste projecto é o facto de ser interpretado por gente da dança e do teatro, cujas idades variam entre os 24 e os 86 anos.Uma proposta para ver de quinta a sábado às 21h00 e domingos às 17h30, até 28 de Novembro.Fonte: CM
"Um Violino no Telhado" em cena em Lisboa
José Raposo recebeu o Globo de Ouro de Melhor Actor de Teatro pela sua interpretação em "Um Violino no Telhado" e a distinção foi amplamente merecida. Ao longo de duas horas e meia, o popular actor canta, dança e esbanja energia num show que impressiona pela exigência física e vocal. Finalmente chegado a Lisboa – depois de uma carreira brilhante no Rivoli do Porto – o musical de Filipe La Féria está no Politeama com todos os ingredientes para fazer mais um grande êxito na carreira deste homem de teatro. Boa música, belos cenários sempre em mutação, coreografias exaltantes e uma história que – embora não parecendo – é de extrema actualidade. Em palco conta-se o drama de uma comunidade judaica expulsa de uma aldeia da Rússia czarista nas vésperas da revolução bolchevique. O ambiente que se vive é de pobreza e exploração desenfreada, mas, apesar da miséria, as vítimas tentam vencer o mal com o bem, cantando e rindo, apoiando-se na família e nos laços comunitários para sobreviver. Nada disto é estranho à realidade portuguesa. Mas é também importante, para o usufruto do espectáculo, o facto da história estar longe de propor uma solução simplista e de nem sequer oferecer um final feliz. Se é que se pode mesmo falar de final. Finalmente, uma palavra para o elenco: para além de José Raposo, estão também em cena actores repetentes dos espectáculos de La Féria. Rita Ribeiro, Carlos Quintas, Joel Branco ou Hugo Rendas, entre outros, criam personagens ora cómicas ora dramáticas que convencem – e comovem – o espectador. Com libreto de Joseph Stein (a partir de um conto de Sholem Aleichem), "Um Violino no Telhado" tem música de Jerry Bock, direcção e produção musical de Telmo Lopes, direcção vocal de Tiago Isidro e coreografia de Inna Lisniak. La Féria assina a tradução do texto, adaptação, encenação, cenografia e figurinos.Fonte: CM
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
"Encalhadas" iniciam digressão
O espectáculo musical "Encalhadas", protagonizado por Maria João Abreu, Helena Isabel e Rita Salema, inicia este mês uma digressão nacional. Na sexta feira e no sábado, esta comédia será apresentada, respectivamente, no Parque de Exposições de Braga e no Cineteatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira, seguindo depois para Porto, Coimbra e Cartaxo. Em Março de 2011, volta ao Teatro Villaret, Lisboa, onde esteve três semanas com sala cheia.Fonte: DN
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Última peça encenada por António Feio reúne amigos
A peça "Apanhados na Rede", do dramaturgo inglês Ray Cooney, sob ao palco como o último trabalho de encenação de António Feio, em parceria com Fernando Gomes. A estreia do espectáculo, no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, juntou muitos amigos do falecido actor. A peça em registo de comédia é protagonizada por Cláudia Cadima (ex-mulher de Feio), Jorge Mourato, José Pedro Gomes, entre outros, e relata as aventuras de um taxista lisboeta que tem duas casas e duas famílias. "Sinto-me contente porque é mais um projecto que foi para a frente. É bom estar aqui a finalizar um projecto que o meu pai tinha iniciado, portanto, o sentimento é positivo. Saudoso, mas positivo", referiu, emocionada a filha do actor, Bárbara Feio, que é a responsável pelos figurinos da peça. "O pai desta vez não estava presente, mas tentámos não pensar muito nisso e tentámo-nos divertir que era o que o meu pai queria nesta peça".Fonte: JN
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Amigos de António Feio foram ao teatro
Divertida, emocionante e caótica, "Apanhados na Rede" é a comédia que relata as aventuras de um taxista lisboeta que tem duas casas, duas famílias e duas vidas em lados opostos da cidade. O último projecto de encenação de António Feio, sobe ao palco do Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa, com Zé Pedro Gomes e Cláudia Cadima (ex-mulher de Feio) a cumprirem a missão deixada pelo artista antes de falecer. "Na altura, quando o meu pai escolheu esta peça, queria que nós nos divertíssemos e nós cumprimos isso. Foi um trabalho que fizemos com imenso prazer e ele gostaria que fosse assim. As tristezas ficam para trás das costas", conta-nos Bárbara, filha de António Feio, responsável pelos figurinos da peça. Zé Pedro Gomes é um pai bígamo, divido entre o amor de duas mulheres. Tudo corre bem até ao dia em que os seus dois filhos (um de cada família) se conhecem e se apaixonam via Internet. Decidem encontrar-se e o pai, em pânico, quer evitar o desastre. Diogo e Joana acham graça ao facto de terem um pai com o mesmo nome, a mesma idade e profissão. Coincidências? João Leonardo Santos, o taxista, desfaz o mistério...e o pior pode acontecer! "Esta é mais uma homenagem que fazemos ao António, na sua qualidade como actor e como homem. Vivemos um bocadinho as saudades que temos dele", lembra Pedro Lima. "Era admirador dele e foi um homem que me inspirou enquanto artista e como pessoa", adianta o galã da TVI. Amigos e familiares divertiram-se à grande numa noite de pura gargalhada. António Feio partiu a 29 de Julho, vítima de cancro no pâncreas, mas o seu talento perdura e mantém-se em cena. "As saudades ficam mais presentes num dia como este", confessa Catarina Feio. "Custa muito estar com os amigos do pai, a viver o seu trabalho numa sala de espectáculos que era também a sua casa, sem ele. Falta uma peça fundamental. Ser feliz e sorrir é a melhor homenagem que todos nós podemos fazer ao meu pai", adianta.Fonte: Sapo Fama
Helena Isabel com apoio da família na estreia da peça
Na estreia da peça "Encalhadas", no Teatro Villaret, em Lisboa, Helena Isabel, uma das protagonistas, contou com a presença do ex-marido, o cantor Paulo de Carvalho, e do filho de ambos, Bernardo, mais conhecido pelo seu nome artístico, Agir. O jovem é o autor da música da comédia musical e recebeu elogios da mãe: "Foi bom trabalhar com o meu filho, acho que ele fez um óptimo trabalho musical com o espetáculo. Gostei muito e, claro, fiquei orgulhosa", disse.Fonte: Lux
Peça que António Feio começou em cena
Quem se lembra de João Santos, o taxista que tinha duas mulheres e muitas dores de cabeça para tentar manter a sua dupla vida? Foi em 2006 que António Feio encenou, no Teatro Villaret, a peça "Dois Amores", do dramaturgo inglês Ray Cooney (no original "Run For Your Wife", 1983) e José Pedro Gomes interpretava o divertido papel do taxista bígamo. Pois João Santos está de volta. Apesar dos sustos, o taxista conseguiu, com muitas mentiras e correrias, manter as duas mulheres: uma nos Prazeres, outra no Dafundo. Anos volvidos, os filhos cresceram e, com quase 18 anos, encontram-se através da Internet. "Olha que curioso, o teu pai também se chama João Santos, também é taxista e também tem 53 anos?" E, não bastando quererem conhecer-se, correm sérios riscos de virem a apaixonar-se. "Apanhados na Rede" ("Caught in the Net", 2001) foi a sequela que Ray Cooney escreveu e que António Feio quis trazer para o palco do Casino Lisboa. Era nela que trabalhava quando a doença o impediu de continuar. O espectáculo tem de continuar, dizem os artistas. E o espectáculo continuou. Fernando Gomes, o actor que tinha sido convidado para interpretar o papel de um velhote meio surdo mas muito atrevido, assumiu a assistência de encenação e, com a morte de António Feio, a direcção de "Apanhados na Rede". "Limitei-me a continuar o trabalho do António", diz. "A imagem do espectáculo, a escolha de actores, de cenário e das ideias para a encenação, foi tudo feito por ele." Amigos há muitos anos, Fernando Gomes explica que "conhecia bem o seu sentido de humor", por isso não lhe foi difícil continuar o trabalho. Mais complicado para toda a equipa foi continuar sem Feio. "Nós criámos uma cumplicidade que é muito difícil ter com outras pessoas", reconhece José Pedro Gomes. "Além de bons colegas, no sentido de nos respeitarmos, tornámo-nos amigos e, depois, fizemos muitos quilómetros, literalmente, se calhar milhares de horas de espectáculo e isso dá-nos uma relação especial no teatro", conta. O actor Jorge Mourato acabou por ficar com o papel do hippie amigo Simão - personagem que originalmente era de Feio. Cláudia Cadima, ex-mulher de Feio, retomou a sua personagem em "Dois Amores", interpretando Ana, uma das mulheres enganadas. E Sónia Aragão, que habitualmente trabalha com Feio como assistente de encenação, interpreta a outra mulher, Joana. O elenco completa-se com João Maria Pinto, Eduardo Frazão e Joana Estrela. O espectáculo, que se estreou ontem no Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa, é assumido por todos como "uma homenagem" a António Feio. Embora, como tão bem admite José Pedro Gomes, no palco não haja tempo para pensar muito em homenagens: "A peça é tão rápida." Típica comédia de enganos, com portas que se abrem e fecham a todo o momento, gente que entra e sai, duas famílias que se cruzam no palco (e um velhote à espera de táxi à porta do supermercado), "Apanhados na Rede" promete duas horas e meia de muitas gargalhadas e um José Pedro Gomes imparável.Fonte: DN
Joaquim Monchique no Porto com peça de teatro
"Mais Respeito Que Sou Tua Mãe" em cena no Teatro Rivoli, no Porto, a partir da passada semana. Joaquim Monchique interpreta o papel de Esmeralda, matriarca de uma família disfuncional que se vê a braços com a crise. Joaquim Monchique está de volta ao Porto, desta vez com a comédia "Mais Respeito Que Sou Tua Mãe", do argentino Hernán Casciari. Em cena no Tetro Rivoli a partir da semana passada e até meados de Dezembro, o espectáculo centra-se na figura de Esmeralda, matriarca de uma família um tanto disfuncional que se vê a braços com a crise. Joaquim Monchique veste o papel principal, mas neste trabalho é também encenador e responsável pelo cenário.Fonte: JN
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