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domingo, 28 de setembro de 2008

10 anos de ficção: Superautores

Rui Vilhena por "Ninguém Como Tu" - É o feitiçeiro da ficção, o que tem a chave do mistério, da sedução, da provocação. Sem ele, as coisas não teriam a mesma graça.

Tozé Martinho por "Todo o Tempo do Mundo" - Parece ter como função colocar as pedras que servem de alicerce a grandes empresas. O senhor novela foi o primeiro e grande mestre dos dramas á moda antiga. Imbatível.

Manuel Arouca por "Jardins Proibidos" - Suave, tranquilo, mostrou ser capaz de grandes êxitos, ao agrado do público. Mudou-se para a concorrência para provar talento.

10 anos de ficção: Revelações que ficaram

Rita Pereira (Estrelinha em "Doce Fugitiva") - A freirinha apaixonada revelou uma actriz que já tinha dado uns ares de graça, mas nunca mostrado tanto talento.

Benedita Pereira (Joana em "Morangos com Açúcar") - A primeira temporada da série adolescente revelou uma loirinha que viria a dar que falar: Benedita Pereira. Quem esquece o namoro com o Pipo?

Paula Neves (Mariana em "Anjo Selvagem") - Não havia criança neste país que, em 2001, não quisesse ser uma maria rapaz brincalhona e respondona como... Paula Neves. Fantástica!

Leonor Seixas (Diana em "Saber Amar") - Ao lado de Rodrigo Menezes fizeram um par romântico que apaixonou todos e os deu a conhecer.

Cláudia Vieira (Ana Luisa em "Morangos com Açúcar") - Pois é, já lá vão quatro anos desde aquela que é hoje uma das mulheres mais desejadas de Portugal foi descoberta como protagonista da segunda série de "Morangos com Açúcar". Já era linda.

10 anos de ficção: Novelas inesquecíveis

"Ninguém Como Tu" de Rui Vilhena, 2005 - Ninguém esqueçerá nunca as maldades apenas para sobreviver de Luiza Albuquerque, num cenário de intriga e sucessivos mistérios. Afinal, a fronteira entre o bem e o mal é tão pequena...

"Olhos de Água" de Tozé Martinho, 2001 - Nunca a pobreza foi retratada de forma tão crua e real e as diferenças sociais e de educação assim reveladas. Um novelão intenso e um megassucesso da TVI.

"Tempo de Viver" de Rui Vilhena, 2006 - Uma mãe e uma filha em guerra aberta. Consagração de Alexandra Lencastre, brilhante interpretação de Margarida Vila Nova como a inescrupulosa Maria Laurinda.

"Jardins Proibidos" de Manuel Arouca, 2000 - A primeira novela a bater a Globo foi também uma fonte de revelações de jovens actores e grandes talentos. Estava criada a indústria da ficção nacional.

"Ilha dos Amores" de Maria João Mira e Diogo Horta, 2007 - No cenário ilídico das ilhas encantadas dos Açores, um drama familiar que revelou uma brilhante actriz, Joana Solnado, e mostrou ao público um país lindo, por tantos desconhecido.

10 anos de ficção: Momentos eternos

Quem matou António? ("Ninguém Como Tu") - Foi a pergunta que se repetiu meses, enquanto uma lista de suspeitos se abria na trama de "Ninguém Como Tu". Um grande regresso de Nuno Homem de Sá e um novo fôlego nas novelas.

Gémea Boa, Gémea Má ("Olhos de Água") - Luisa e Leonor, as duas gémeas separadas pela vida, pelo dinheiro, prenderam o país, num dos maiores êxitos da TVI.

A Trinca Espinhas ("Anjo Selvagem") - Em 2001, Portugal deu boas gargalhadas com os disparates e lata da Trinca Espinhas Paula Neves. Inesquecível!

10 anos de ficção: Os maiores heróis

Joana Solnado (Mariana em "Ilha dos Amores") - A selvagem menina dos campos açorianos comoveu o país com a sua rebeldia e doçura. Magnífica.

Sofia Alves (Leonor em "Olhos de Água") - A gémea pobrezinha conseguiu pôr Portugal inteiro a chorar, tal foi o drama que Sofia Alves concedeu á personagem. Uma interpretação para a história.

Ruy de Carvalho (Leonardo em "Todo o Tempo do Mundo") - Terno, comovente, Leonardo o homem da taluda, pôs a TVI no mercado das novelas em 1999.

Dalila Carmo (Marta em "Filha do Mar") - Revelação da grande actriz Dalila Carmo, em 2001. Uma interpretação feita com amor.

Fernanda Serrano (Anabela em "Amanhecer") - Inesquecivel como a prostituta Anabela, num papel que tinha tanto de garra como de grandeza.

10 anos de ficção: Os melhores vilões

Alexandra Lencastre (Luiza Albuquerque em "Ninguém Como Tu") - Se há uma vilã na ficção portuguesa, ela é Luiza Albuquerque, ou melhor, Alexandra Lencastre. Maléfica, sedutora, impôs um estilo, criou frases... e nada mais foi igual.

José Wallenstein (Fausto em "Tempo de Viver") - O lado mais perverso do dinheiro chamou-se, na trama de Vilhena, Fausto Martins de Melo. Gelado, maléfico, Wallenstein esteve soberbo.

Margarida Marinho (Teresa em "A Outra") - Passou a novela interira a fazer-se de boazinha e no final (que ainda vamos ver) é uma víbora. A melhor vilã é a que engana o espectador.

José Fidalgo (Bruno em "Tempo de Viver") - O papel de gigolô barato assentou-lhe como uma luva em "Tempo de Viver" e revelou um Fidalgo capaz de ser um grande actor.

Vera Kolodzig (Renata em "Fascínios") - Pois é, a jovem Kolodzig já tem direito ao estatuto de vilã. A sua Renata está no ponto... ao melhor nível da Maria Laurinda de Margarida Vila Nova no passado.