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domingo, 19 de setembro de 2010

Maria João Luís protagoniza "Hedda"

As pistolas estão lá, num canto da sala ainda por arrumar. Hedda Gabler, agora Hedda Tesman, e o marido acabaram de chegar de uma longa lua de mel. Hedda segura as pistolas. Aponta-as. Testa-as. Diverte-se com elas. "As pessoas dizem isso, mas não o fazem." Não disparam as pistolas, é o que ela quer dizer. Mas há um semi-sorriso naquele rosto, como se soubesse algo mais. No espectáculo que se estreou no Teatro São Luiz, em Lisboa, a actriz Maria João Luís é Hedda, só Hedda, na versão que o dramaturgo José Maria Vieira Mendes fez, a convite de Jorge Silva Melo, da peça que Ibsen escreveu em 1890. Mas não foi só o apelido que ficou pelo caminho. Em 1970, Silva Melo era um jovem em Londres a assistir, "umas duas ou três vezes", à Hedda Gabler encenada por Ingmar Bergman. Nunca mais se esqueceu daquele espectáculo. "Para mim, esta é peça de Ibsen perfeita", admite. Em 2008, enquanto assistia à reposição de Stabat Mater no São Luiz, a peça de Antonio Tarantino em que Maria João Luís interpretava uma mulher em busca do seu filho, o encenador percebeu que estava perante a actriz ideal para fazer Hedda. "Ela tem tudo a ver com as heroínas de Ibsen e Strindberg. Tem aquele lado moderno mas ao mesmo tempo elegante, é uma mulher e uma actriz independente", explica. E foi naquele momento que decidiu pedir a Vieira Mendes para reescrever a peça. Queria deixar de fora "toda a ganga" do naturalismo que hoje em dia lhe parece absurda. "Mas não queria ser eu a fazê-lo. Achei que fazia mais sentido ter um jovem, da geração do Zé Maria, a olhar para esta peça. Quando "Hedda Gabler" se estreou em Portugal foi um escândalo. Era tudo novo, toda aquela abordagem e a mentalidade do Norte da Europa. Mas o que é que "Hedda Gabler" diz às novas gerações de hoje?", pergunta-se Silva Melo. Hedda perdeu o apelido, mas não só. "Já não é aquela mulher mal-casada. Pelo contrário, é uma mulher que quer mais do que um bom casamento. O marido é mais doce e atraente do que em Ibsen mas isso não é suficiente." Ou, como diz Maria João Luís: "Ela é um ser humano, uma mulher como todas as outras. Não é a mulher diabólica da peça de Ibsen, quase monstruosa. Mas é uma mulher ansiosa, que quer mais sem saber muito bem o quê. Todos nós temos estes momentos em que já pensámos em acabar com isto." Sobre esta adaptação, o encenador diz que "é como contar a história de novo, mas à nossa maneira". E esta foi uma ideia que tentou passar aos actores e sobretudo a Maria João Luís: "Esta Hedda explica-se, analisa-se, tem consciência de si própria. Parece que já viu a peça, que sabe o que vai acontecer." E talvez saiba. Talvez seja por isso aquele semi-sorriso ao pegar nas pistolas do general seu pai. "Se eu quiser, nada me pára. E vou a caminho do impossível, está a ouvir?" No palco, com cenário e figurinos de Rita Lopes Alves, além de Maria João Luís, estão António Pedro Cerdeira (o marido Jorge Tesman), Marco Delgado (o escritor Eilert Lovborg), Lia Gama (a tia Juliana), Cândido Ferreira (o juiz Brack) e Rita Brutt (a jovem Thea Elvsted). Hedda fica em cena até 17 de Outubro.
Fonte: DN

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A personagem de Maria João Luís em "Malmequer"

Decorrem a todo o vapor as gravações da nova telenovela de Rui Vilhena. Com um elenco de luxo, esta será "uma história de grandes mulheres e da sua força", tal como o próprio argumentista confessa. Uma dessas grandes mulheres será desempenhada por Maria João Luís, conceituada actriz portuguesa que tem dado vida a vilãs. Mas, desta vez, será uma das boazinhas: Alice Mendes Soares. E quem é esta senhora? Alice é uma mãe de família que faz tudo para dar uma boa vida ao marido, Belmiro (Nuno Homem de Sá), e aos filhos, Tiago (Pedro Granger), Vitória (Margarida Vila Nova) e Ana (Sara Butler). Um dia, assiste, sem querer, ao envolvimento do companheiro num crime e fica vê-se envolvida numa luta interior. Para não o denunciar à polícia, decide desaparecer, fazendo com que todos acreditem que faleceu. Algum tempo mais tarde, Alice regressa com o objectivo de recuperar a vida que deixou no passado, no entanto, encontra o marido casado com a ex-cunhada, Júlia (Fernanda Serrano), e os filhos renegam-na. Triste, dedica-se a cem por cento à carreira, tornando-se numa mulher de sucesso e com muito dinheiro. Perante estas alterações, Belmiro quer voltar para a sua vida e os filhos também. Todavia, Alice sabe que tudo isto é apenas por interesse. O que deverá fazer? Perdoá-los? Ou esquecê-los de vez? Será este um dos grandes dilemas de uma das principais personagens da substituta de "Meu Amor", que promete prender os portugueses do primeiro ao último minuto.
Fonte: TV Universo

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Rui Vilhena elogia Maria João Luís

"Ela é extraordinária". Foi com essa frase, que Rui Vilhena descreveu Maria João Luís. A actriz surge na novela de cabelo ruivo e apanhado, vestindo na perfeição a pele de uma dona de casa desesperada. Pode-se chamar desesperada, porque a sua personagem vai sofrer nas mãos da sua cunhada, interpretada por Fernanda Serrano. Rui Vilhena vai mais longe, afirmando que, "a Maria João Luís é uma óptima actriz e já há muito que gostava de trabalhar com ela. Ela é extraordinária". Com um elenco sobretudo preenchido por mulheres, Rui Vilhena avança, dizendo, "o elenco feminino vai brilhar. Esta é uma história de mulheres", conclui.
Fonte: Novelas Nacionais

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Maria João Luís cria companhia de teatro no Alentejo

Há dois anos, Maria João Luís e o marido, Pedro Domingos, técnico de som e de luz, agarraram nos três filhos - Jaime, de 12 anos, Artur, de 11, e Lucas, de 5 - e trocaram Enxara do Bispo, localidade no concelho de Mafra, pela cidade de Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, no Alto Alentejo. Um ano depois, em Junho de 2009, fundaram a companhia Teatro da Terra. "É um projecto de vida, e da minha vida não posso excluir a minha família. O projecto é meu e do meu marido, mudámo-nos e os filhos foram atrás, como não podia deixar de ser. Foi uma mudança feita com ponderação, não foi de ânimo leve, porque respeito muito a minha família e o meu trabalho", conta a actriz, de 45 anos. A motivação para a mudança foi a criação fora de Lisboa: "O meu primeiro interesse é a criação. Essa foi a motivação principal para me mudar para Ponte de Sor e fundar o Teatro da Terra. Com este projecto tenho consciência de que estou a ajudar ao desenvolvimento da terra e, obviamente, isso deixa-me muito feliz, porque ficamos todos a ganhar. Quis concretizar o projecto longe de Lisboa pela necessidade de expandir, de não centralizar. Foi a vontade de levar o teatro para zonas onde ele não está tão presente", diz.
Fonte: Lux

sábado, 13 de março de 2010

Maria João Luís encena nova peça

A companhia Teatro da Terra, liderada por Maria João Luís e Pedro Domingos, estreia a 07 de abril "A Maluquinha de Arroios", de Jorge Brun, no Cine-Teatro de Ponte de Sôr. "É uma peça que está na memória de todos que vamos levar à cena. Um projeto que envolve 60 pessoas, das quais só sete são profissionais", disse à Lusa Maria João Luís que assina a encenação. Integram o elenco Luís Esparteiro, Elsa Galvão, João Didelet, Luís Sopas, Inês Pereira e Maria João Luís, esta última na protagonista. "A Maluquinha de Arroios [estreada em 1919 com Ângela Pinto] tem sido feita por muitas atrizes, a Alina Vaz no cinema, a Luísa Salgueiro com grande sucesso no Teatro Experimental de Cascais, ou a Helena Isabel, numa encenação do Filipe La Féria", referiu. O Teatro da Terra tem sede em Ponte de Sôr (Portalegre) e tem como objetivo "trabalhar na formação e integração da comunidade no espaço teatral". A companhia tem procurado sempre integrar nas suas encenações "pessoas das regiões onde se atua". A estreia da companhia foi em Março do ano passado com "A Casa de Bernarda Alba", encenada por Maria João Luís, tendo envolvido 11 figurantes das diferentes localidades onde a peça foi apresentada. À frente do elenco está Custódia Galego, "e só em Ponte Sôr a peça esteve 15 dias em cena no Cine-Teatro, sempre esgotado, tendo durante a primeira digressão nacional tido seis mil espetadores". "É uma coroa de glória", disse orgulhosa a encenadora. A actriz e encenadora fez "um balanço muito positivo do primeiro ano de actividade". "Alcançámos resultados positivos. Há sede de ver teatro, um teatro de qualidade e transversal", rematou.
Fonte: Destak