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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Gato Fedorento sem convites para voltar à TV

Os Gato Fedorento não contam regressar à televisão nos próximos meses. Afastados do pequeno ecrã desde Outubro de 2009, os quatro humoristas estão "sem planos para regressar a curto prazo", confirmou José Diogo Quintela. "Não temos recebido convites de lado nenhum, também porque as estações sabem que não estamos a contar voltar para já" adianta. "A pausa surgiu porque quando acabámos o último programa não tínhamos uma ideia criativa que nos fosse apetecível", esclarece o humorista. E garante que, entre o grupo, os temas para novos conteúdos e formatos também não têm sido abordados. O último programa do quarteto, "Esmiuça os Sufrágios", na SIC, fez uma sátira aos programas de debate político, tendo como convidados os candidatos às eleições legislativas. Com as presidenciais à porta, José Diogo esclarece que a ideia não vai ser repetida. "Voltar para fazer os sufrágios versão presidencial não nos cativava, por isso, enquanto não tivermos uma ideia, paramos." A recente polémica com o jornal A Bola, que Quintela abandonou enquanto cronista depois do corte, alegadamente não autorizado, de um texto, motivou uma reacção do presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social. Azeredo Lopes considerou "ilegítima" a atitude do director do desportivo. "Para já", o humorista não vai avançar com nenhuma medida em relação ao jornal, mas realça que "não deixa de ser curiosa a opinião do presidente da ERC..."
Fonte: CM

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Campanha dos Gato Fedorento suspensa

O Instituto Civil da Autodisciplina da Comunicação Comercial decidiu suspender a campanha da Portugal Telecom "Experiência MEO velocidade de Internet" após queixa da ZON, referindo que a campanha viola códigos da Publicidade e de Conduta do ICAP. No extracto da acta do Júri de Ética do Instituto Civil da Autodisciplina da Comunicação Comercial (ICAP), a que a agência Lusa teve acesso, a referida campanha é descrita como "desconforme" com os códigos da Publicidade e de Conduta do ICAP, "pelo que a sua divulgação deverá cessar de imediato e não deverá ser reposta - quer na sua totalidade, quer em termos parciais - caso se mantenham os tipos de ilícito apurado pelo Júri de Ética". O ICAP teve a mesma decisão na semana passada aquando da suspensão da campanha da PT "Experiência Meo Zapping", também após queixa da ZON, que acusava a empresa de violar os códigos da Publicidade e de Conduta do ICAP. Ambas as campanhas têm como protagonistas os comediantes Gato Fedorento. No que refere à campanha "Experiência MEO velocidade de Internet", que compara a velocidade e eficiência do serviço Meo com de outras operadoras, o ICAP entende que "se está perante uma prática de publicidade comparativa implícita" entre os serviços da Meo e da ZON. A campanha, sustenta o ICAP, não respeita os princípios fundamentais da comunicação do Código de Conduta do ICAP, conforme o artigo 4 em que diz que "todas as comunicações comerciais devem ser concebidas com o sentido de responsabilidade social e profissional e devem ser conformes aos princípios da leal concorrência, tal como estes são comummente aceites em assuntos de âmbito comercial". Além disso, diz também que os anúncios atingem o princípio da veracidade (artigo 9), da comparação (artigo 15) e da denegrição (artigo 16), bem como o Código da Publicidade no que se refere à publicidade comparativa (artigo 16), que diz que não deve ser "enganosa" e "não desacredite ou deprecie marcas, designações comerciais, outros sinais". O Código de Conduta do ICAP, informa a instituição, aplica-se ao conjunto da publicidade e de outras formas de comunicação comercial destinadas à promoção de bens ou serviços, "incluindo a promoção institucional e corporativa". Os argumentos para a suspensão da campanha "Experiência MEO velocidade de Internet" são semelhantes aos da semana passada, aquando da suspensão da campanha "Experiência Meo Zapping". Na ocasião, a PT disse que a campanha para televisão e Internet do Meo "é permitida em Portugal" porque é baseada em estudos científicos, asseverando contudo que a empresa iria cumprir a lei e retirar a campanha onde participam os Gato Fedorento do ar.
Fonte: JN

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Gato Fedorento só voltam à TV em 2011

Os Gato Fedorento não parecem ter saudades da televisão. O quarteto de humoristas, constituído por Ricardo Araújo Pereira, José Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis, apenas continuará a ser visto nas campanhas do Meo, da PT, que rendem cerca de 600 mil euros por ano a cada um. "Não vamos voltar para já", disse Tiago Dores, sem adiantar mais pormenores. Já Nuno Artur Silva, director da Produções Fictícias, confirma que o quarteto continua no seu "período sabático" e que não faz parte dos seus planos regressar aos programas televisivos antes de 2011. Quando decidirem voltar, é possível que os Gato optem pela SIC, onde apresentaram o seu último programa, "Gato Fedorento Esmiuça os Sufrágios", em Setembro de 2009, e com a qual têm uma boa relação. "Os Gato sabem da vida deles e são soberanos. Quando eles decidirem voltar a fazer televisão, conversaremos. É isso que está combinado. E acredito que chegaremos a um acordo", revelou Nuno Santos, director de Programas da estação de Carnaxide. A RTP, por sua vez, também está atenta. "Tanto quanto sei, os Gato disseram que quando tivessem o seu novo projecto pronto, o apresentariam às televisões. Ora, quando eles tiverem o formato e o apresentarem, nós vamos analisá-lo. Todos os dias nos chegam centenas de projectos às mãos", disse José Fragoso, director de Programas da RTP1. A TVI, por sua vez, não quis comentar o assunto.
Fonte: CM

sábado, 30 de janeiro de 2010

Gato Fedorento nomeados para a "Gala Autores"

O humor domina as nomeações para melhor programa de entretenimento, na categoria de Televisão, do Prémio Autores 2010; uma parceria entre a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e a RTP. No total, são dez as categorias distinguidas no próximo dia 8. "Os Contemporâneos", "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios" e "5 Para a Meia Noite" foram os programas escolhidos pelo júri para a recta final das nomeações de Entretenimento. Mas os prémios destinados à Televisão contemplam ainda a Informação - "Jornal das Nove", "A Guerra" (segunda temporada) e "Câmara Clara" - e para a Ficção - "Equador", "Conta-me Como Foi" e "Pai à Força". Os indicados são formatos das três estações generalistas. "Estes prémios abrangem as categorias todas, não faria sentido que não estivesse lá a Televisão. Os programas são também um acto criativo", disse aos jornalistas José Fragoso, director de Programas da estação pública. Questionado sobre se esta iniciativa iria inviabilizar a participação da RTP em outros prémios de Televisão - como os que a Associação de Produtores Independentes (APIT) tentou organizar -, o responsável sublinhou "nunca ter falado sobre esse assunto com ninguém". Além de distinguir os autores pelos trabalhos do ano anterior, a iniciativa tem também o objectivo de alertar o público para a defesa dos direitos de autor. Os vencedores serão conhecidos na gala que se realiza a 8 de Fevereiro, às 21h30, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, com transmissão em directo pela RTP1. Apresentado por Catarina Furtado, o espectáculo conta com a participação de inúmeros artistas, dos quais se destacam Rui Veloso e Pedro Abrunhosa que, em conjunto, compuseram um tema inédito para o evento. Se a experiência resultar, os prémios passam a ser entregues anualmente.
Fonte: JN

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Telespectadores elegem Gato Fedorento o melhor de 2009

A associação dos telespectadores considera o "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios", transmitido pela SIC, como o melhor programa do ano passado, enquanto que o concurso da TVI "Uma Canção Para Ti" foi o pior. A associação, que divulga mensalmente uma classificação dos programas emitidos pelas televisões nesse período, refere, no seu balanço anual, que os Gato Fedorento proporcionaram "alguns dos melhores momentos de humor visto em Portugal nos últimos anos". Do lado oposto, o programa "Uma Canção Para Ti" mostrou-se, de acordo com uma nota divulgada, uma "tristíssima exibição das habilidades cantatórias de criancinhas". Além do melhor e do pior programa, a ATV elegeu ainda o canal TVI 24 como a revelação do ano. "Após as experiências já consolidadas da SIC e da RTP, também a TVI sentiu a necessidade de usar o cabo como plataforma para as suas emissões e conteúdos", afirma a associação presidida por Rui Teixeira da Motta, acrescentando que "tal decisão revela e acentua a tendência, irreversível, de uma 'nova televisão', com as emissões por cabo em contínua ascensão de share, a rondar os 18 a 20 por cento". Por último, a classificação inclui ainda a "Bronca do Ano" protagonizada pelo "Jornal Nacional" da TVI. "Tendo iniciado o ano de 2009 num crescente estilo contundente e até de hostilidade, apontando baterias, sobretudo ao governo de então e respectivo primeiro-ministro, o "Jornal Nacional" assumiu claramente a figura de uma tribuna anti-governo", aponta, considerando que "mais do que um estilo de informação, foi raiando picos de informação panfletária". A instalação da "polémica" e a intervenção do organismo regulador dos media transformou o caso na "Bronca do Ano", sendo que a associação dos telespectadores espera que se torne também numa "discussão saudável".
Fonte: JN

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Balanço 2009: Melhor Programa de Humor

"Gato Fedorento: Esmiúça os Sufrágios", SIC

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Gato Fedorento "Esmiúça os Sufrágios" volta hoje

Saiu há relativamente pouco tempo o DVD com todos os programas do "Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios". Mas se pensa que o quarteto humorístico abandonou a televisão com este formato, então está bem enganado. O programa já acabou, é um facto, mas a SIC vai continuar a exibir os melhores momentos. O dia de hoje já está marcado para "Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios: o Melhor" que irá surgir no horário das 21h00, aquele que na semana passada foi ocupado pel' "O Formigueiro" de Marco Horácio. E, a seguir, às 22h00, há de novo "Não Há Crise".

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Gato Fedorento lançam novo DVD

O último formato protagonizado pelo quarteto de humoristas na SIC, "Gato Fedorento Esmiuça os Sufrágios", aliás, o qual garantiu a melhor performance de audiências do ano ao canal, será, em breve, lançado em DVD. São 28 os programas, divididos por um conjunto de três discos, o que perfaz um total de mais de 12 horas de emissão. A distribuição será encetada pelo Semanário Expresso e pela revista Visão.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Gato Fedorento é marca valiosa em publicidade

O sucesso de uma marca depende mais da história que tem para contar ao consumidor do que da celebridade contratada para a interpretar. Mas quando a PT requisitou o Gato Fedorento, e a sua imagem de juventude, irreverência e inovação, para lançar o serviço MEO, celebrava o casamento perfeito entre uma história e os seus intérpretes. O anúncio, apresentado simultaneamente nas três estações de televisão portuguesas, foi visto por 2,5 milhões de pessoas. No universo do marketing e da publicidade, a crise mundial levou o consumidor a perder a confiança nas marcas. Pedro Pina, presidente da agência de publicidade McCann, não tem dúvidas: "Uma marca só por si já não nos faz sonhar, basta que nos dê o essencial." "Já ninguém se interessa pelo produto. Contem-me primeiro uma história e depois se verá", explica o publicitário, que fala da preferência pelas marcas brancas. O Gato Fedorento é o intérprete certo para contar uma história de inovação. Angelina Jolie poderia simbolizar autenticidade. Obama, a verdade e a transparência. E Oprah, a generosidade. Ao protagonizar um anúncio para o Modelo, Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do Mundo, transferiu para a marca a sua "robustez e dinâmica", explica Duarte Vilaça, responsável do Continente. Num tempo em que o cidadão comum adia o consumo e está mais "sovina", "escolher uma celebridade só por ser famosa é irresponsável", conclui Pedro Pina.

Gato Fedorento inesquecível: A meio do ano, a MEO, com os Gato, era a marca que os lisboetas mais recordavam ter visto publicitada.
Contrato milionário: O acordo publicitário assinado entre a PT, as vendas de DVD e os vídeos vistos na internet garantiram ao quarteto de humoristas vários milhões de euros.
Share imbatível: Quando, a 2 de Abril, os Gato lançaram a campanha de publicidade do MEO (serviço de IPTV da PT), em simultâneo nos três canais generalistas, o anúncio teve 82% de share.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

"Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios" chegou ao fim

Portugal foi a votos com dois sufrágios - as Eleições Legislativas e as Eleições Autárquicas que foram devidamente esmiuçadas pelo quarteto do Gato Fedorento. Com a habitual sátira, humor negro e irreverência que os caracteriza, puseram em destaque as políticas e os políticos que temos. "Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios" foi transmitido na SIC sempre em directo com a presença em estúdio de uma personalidade politica nacional. Entre 14 de Setembro, a data de estreia, e 23 de Outubro, os Gato Fedorento apresentaram 30 programas que registaram 13.9% de audiência média e 34.2% de share. Nos primeiros programas os convidados foram os cinco líderes dos partidos com assento na Assembleia da República. Assim, no primeiro programa o convidado foi José Sócrates, seguido por Manuela Ferreira Leite. Paulo Portas foi o convidado do terceiro programa e Francisco Louçã foi o convidado de 17 de Setembro. Finalmente, Jerónimo de Sousa foi o convidado no programa transmitido a 21 de Setembro. O melhor resultado foi conseguido a 16 de Setembro, com 20.4% de audiência média e 47% de share. Na segunda-feira, 28 de Setembro, a data a seguir às Eleições Legislativas, os Escrutínios registaram 12.4% de audiência média e 29.1% de share. As Eleições Autárquicas foram escrutinadas a 12 de Outubro, num programa que obteve 12.3% de audiência média e 30.2% de share. Os 30 programas foram contactados por 82% dos indivíduos que constituem o universo, ou seja, 7.754.800 de portugueses viram pelo menos um episódio do "Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios". O maior número de contactos foi obtido nos primeiros 10 programas, com o número total de espectadores a situar-se nos 6.278.400 (66.4% universo).

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Gato Fedorento: afastamento da televisão é tabu

Por sua conta e risco. É assim que os Gato Fedorento querem estar, terminado o programa da SIC e cumprido o contrato de exclusividade com a SIC. Será esta uma forma de se afastarem da televisão? "É difícil responder a essa pergunta, nesta altura. Não é só o Presidente da República que tem direito a ter tabus...", afirma Miguel Góis. O regresso não tem data nem canal, e, para já, até um programa a 31 de Dezembro está posto de parte. "Ainda não se falou sobre a possibilidade de fazermos o programa de passagem de ano, nem estamos a contar com isso, visto que muitos de nós já têm planos para passar o fim de ano com a família, algo que não acontece há três anos", assegura, explicando que já cumpriram as horas de emissão contratualizadas. O objectivo não é fazer televisão regularmente. E a vantagem de não ter contrato é essa. "Se alguma vez quisermos voltar a fazer um programa de televisão, podermos fazê-lo nos nossos timings, sem quaisquer obrigações contratuais. Podemos imaginá-lo, escrevê-lo e gravá-lo num ritmo menos televisivo". Apesar da relação privilegiada com a SIC, nada impede RTP e TVI de tentarem ir a jogo. "Não fazemos comentários", dizem as estações. O mesmo se passou quando, em 2005, acabaram na RTP e José Eduardo Moniz admitiu recentemente que a TVI tentou negociar.

Bastidores de "Esmiúça os Sufrágios" hoje na SIC

Os Gato Fedorento terminaram na passada sexta-feira o seu programa "Esmiúça os Sufrágios" mas a SIC terá uma edição especial sobre os bastidores do programa esta segunda e terça-feira, intitulada "Gato Fedorento Todos os Segredos". Ao longo das seis semanas do programa houve muitos momentos históricos para a televisão portuguesa. Os Gato Fedorento marcaram o ano ao entrevistarem líderes partidários, candidatos a cargos públicos, senadores da política nacional, deputados, presidentes de municípios num registo humorístico, como nunca antes havia sido experimentado em Portugal num período eleitoral. Terminado este ciclo é altura de se esmiuçar todo o processo que levava Ricardo Araújo Pereira, Tiago Dores, Zé Diogo Quintela e Miguel Góis a conceber cada uma das 30 emissões. Será a seguir ao "Jornal da Noite" que o programa de bastidores desvenda os segredos, a produção, a ansiedade, o dia a dia dos 4 humoristas, bem como a reacção dos próprios a cada incidência das muitas que foram acontecendo desde o dia 14 de Setembro. A SIC destaca ainda que o programa registou um share médio de 34,4 % de share, tendo ultrapassado sempre a fasquia do milhão de espectadores.

domingo, 25 de outubro de 2009

SIC mostra os bastidores de "Esmiúça os Sufrágios"

Trinta programas depois, o "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios" disse adeus. Adeus aos directos, porque continua a fazer parte da grelha. Ontem à noite e hoje, às 24h00, é emitida uma compilação com os melhores momentos do formato. Para amanhã e terça feira estão prometidas duas emissões de Gato Fedorento "Esmiúça dos Sufrágios - Todos os Segredos". Nestes programas poderão aparecer excertos das entrevistas aos políticos que passaram pelo programa, ao contrário do que sucede em Gato Fedorento "Esmiúça os Sufrágios - O Melhor". O derradeiro programa, anteontem, com José Alberto Carvalho, Júlio Magalhães (directores de Informação da RTP e da TVI) e Rodrigo Guedes de Carvalho (subdirector da SIC), foi visto por uma média de 1318 mil espectadores.

Mário Carneiro é a cara por trás dos Gato Fedorento

Nos últimos 40 dias, o jornalista preparou o material - pesquisa e actualidade - que serviu de base ao programa de humor. Hoje, pode dizer: "Os políticos não se podem gabar de terem eterna coerência". Mário Carneiro conhece Ricardo Araújo Pereira como pouca gente, uma vez que foi na qualidade de seu professor de jornalismo que estabeleceu o primeiro contacto. Vinte anos depois, o pupilo convida-o para trabalhar com ele num programa de humor. "Fui professor dele no Colégio São João de Brito", conta Mário Carneiro. Depois, "na TVI, seu orientador de estágio". Manteve-se, entretanto, "uma relação interessante" e uma chamada telefónica no início de Setembro fez a ponte para a parceria profissional. Mário Carneiro, cara de alguns programas discretos da RTP2, coordena a equipa de jornalistas responsável pela pesquisa do material político com que se alimentou o programa de humor "Esmiúça os Sufrágios", transmitido pela SIC até sexta feira. Nesta fase profissional em que optou por trabalhar em função de projectos e em regime free lancer, Mário Carneiro, pivô de programas como "Nós" ou "Causas Comuns", tinha terminado de escrever uma série de guiões para o programa da RTPN "Navegadores.pt", quando o telefone tocou. Do outro lado estava Ricardo Araújo Pereira. Seguiram-se um conjunto de decisões velozes. Ricardo Araújo Pereira deu-lhe carta branca para formar equipa. Num ápice, reuniu Filipa Brazona, a número dois na coordenação, Marta Neves e Pedro Homero. Os três jornalistas e o licenciado em Comunicação Social começaram a rumar diariamente para a SIC e a fazer daquela estação a sua segunda casa. Mário Carneiro faz questão em salientar o peso do trabalho de Ana Franqueiro, da parte do arquivo SIC. Era ela quem conseguia descobrir as imagens certeiras, muitas vezes, a partir de uma simples suspeita pouco definida. Assim se chegou, por exemplo, à peça onde Cavaco Silva, então primeiro ministro, reclamava, diante da desconfiança da existência de escutas no gabinete do procurador Cunha Rodrigues, uma acção urgente das entidades responsáveis. O episódio, de 1994, foi lembrado numa altura em que o presidente da República optou pelo silêncio sobre a alegada vigilância da sua Casa Civil, assunto que borbulhou a meio da campanha para as eleições legislativas. Esta técnica de trabalho - recuperar o que os políticos disseram no passado - dominou o processo de pesquisa do grupo de jornalistas ao serviço do "Esmiúça os Sufrágios".

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

"Esmiúça os Sufrágios" é o acontecimento televisivo do ano

Mais uma vitória que já cá canta dirá Paulo Portas. O programa de análise política (humorística) "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios", na SIC, em que o líder do CDS-PP foi entrevistado foi o mais visto até ontem. Segundo dados da Marktest, 1,933 milhões de pessoas viram o "Paulinho das feiras", o correspondente a uma audiência média 20,4%. Coladinho a si (diferença de 13 mil pessoas) esteve Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, vista por 1,920 milhões de telespectadores (20,3%). Apesar de ser novidade, o programa de estreia com José Sócrates como entrevistado central não foi além do 8º lugar com uma audiência média de 14,2% (1,346 milhões de pessoas). À sua frente ficaram os programas dos entrevistados: Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda (1,685 milhões de pessoas); Paulo Rangel, eurodeputado do PSD (1,492 milhões); Joana Amaral Dias, BE (1,440 milhões); Mário Soares (1,426 milhões) e Luís Marques Mendes, antigo líder do PSD (1,359 milhões).O programa mais visto da SIC nestes quase dois meses pôs o país a falar sobre política, eleições (legislativas e autárquicas), propostas, ideias, mas acima de tudo... humanizou os políticos, segundo as muitas análises que foram feitas, quer na blogosfera ou nos meios de comunicação social, estes também esmiuçados pelo grupo de humoristas. Quanto ao futuro? Agora vão de férias, enquanto do lado da SIC, Nuno Santos, define este programa como o "acontecimento televisivo do ano". Quanto a novos projectos responde que o timing está do lado dos Gato Fedorento.

Políticos mostraram uma imagem mais informal nos Gato Fedorento

Os directores de campanha dos dois partidos que mais subiram nas últimas eleições, o CDS/PP e o BE, aplaudem o formato que tornou os políticos coloquiais e a quererem ter piada. Mudando a percepção que muitos eleitores tinham deles. Uma "lufada de ar fresco" no panorama televisivo, o "Esmiúça os Sufrágios", dos Gato Fedorento, usou o humor para questionar os políticos e os pôr a nu perante audiências de milhões. O episódio mais visto, com o entrevistado Paulo Portas, registou 1.932 milhões de espectadores. Mesmo que os convidados soubessem de antemão os temas e não lhes fossem colocadas questões melindrosas, considera o crítico de televisão, Eduardo Cintra Torres, que questiona: "Foi feita alguma pergunta complicada ao primeiro ministro sobre o caso Freeport ou a licenciatura?". Nem o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, foi desafiado a explicar porque considera a Coreia do Norte uma democracia. Já Paquete de Oliveira enaltece "as perguntas inteligentes, só possíveis num tom humorístico, pois num registo sério o jornalista não tem coragem de as fazer". Para o sociólogo e Provedor do Espectador da RTP, "o programa foi bastante positivo" ao "desmistificar um pouco a seriedade e a eufemística política, do enrola, enrola e não diz coisa alguma". Segundo Jorge Costa, que dirigiu a campanha do BE, "o programa obrigou os políticos a assumirem uma coloquialidade que não é a sua". E "confrontou-os com a sua própria caricatura e com as críticas feitas nos sketches que antecediam a entrevista". A docente de Comunicação na Universidade do Minho, Felisbela Lopes, destaca que "o programa foi atractivo para os políticos por ter audiências". Alguns convidados adaptaram-se bem, diz, "por também eles terem um registo salpicado por traços de humor, como Marcelo ou Mário Soares, mas, noutros casos, foi perceptível a preocupação em fazer alguma musculação para se vergar ao imperativo do humor". Conclui: "O querer ser engraçado foi algo muito forçado e notou-se". Na mesma linha, Jorge Costa lembra que os bloquistas sempre usaram "a ironia e a sátira" nas campanhas eleitorais, sem crer que os políticos mudem de tom e de estilo devido à prestação nos Gato. "Há muita falta de humor e muita cara de pau na política portuguesa, pelo que será difícil haver uma mudança", opina. Felisbela Lopes corrobora que estas emissões "são ondas que passam e caem no esquecimento, não sendo assim tão estruturantes no modo de fazer política". Da mesma forma, "altera a percepção de que as pessoas têm de alguns políticos, mas não radicalmente". O último programa vai hoje para o ar com a entrevista a José Alberto Carvalho e Júlio Magalhães, directores de informação da RTP e da TVI, a que se junta o director de informação adjunto da SIC, Rodrigo Guedes de Carvalho.

Directores de informação fecham programa dos Gato Fedorento

A produção do programa "Esmiúça os Sufrágios" anunciou os últimos convidados do programa. A despedida dos Gato Fedorento da antena da SIC, marcada para esta sexta feira, conta com três directores de Informação. A Júlio Magalhães e José Alberto de Carvalho, directores de Informação da TVI e SIC, respectivamente, junta-se ainda Rodrigo Guedes de Carvalho, director adjunto de Informação da estação de Carnaxide.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cavaco Silva não vai aos Gato Fedorento mas elogia-os

O quarteto de humoristas queria fechar a série "Esmiúça os Sufrágios", exibida na SIC, com o Presidente da República, mas foi obrigado a alterar os planos. Cavaco Silva não se mostrou disponível e agora a produção de os Gato Fedorento prepara um programa diferente dos restantes. "O professor Aníbal Cavaco Silva tem apreciado o humor dos Gato Fedorento, que vem sendo apresentado nos vários programas já produzidos", refere a resposta enviada pelo Presidente da República à produção do programa. "Porque, além do sentido de humor, também lhes reconhece bom senso, crê que os Gato compreendem, e aceitam, que o Presidente da República não pode - e não deve - corresponder ao simpático e correcto convite que lhe dirigiram". O mesmo texto aproveita ainda para dirigir "votos de felicidades pessoais e profissionais (aos Gato), sempre com muito e bom humor". O último episódio de "Esmiúça os Sufrágios" pode mesmo abdicar da presença de um convidado. A solução poderá passar por um formato fora do habitual, explica fonte interna. A decisão definitiva está, porém, ainda por tomar. O novo líder parlamentar do PS, Francisco Assis, e o vice-presidente do PSD, Aguiar Branco, vão protagonizar, na próxima quinta-feira, a primeira entrevista dupla da série. Na noite desta quarta-feira, o comentador Marcelo Rebelo de Sousa é o convidado.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Francisco Assis e Aguiar Branco no Gato Fedorento

O novo líder parlamentar do PS, Francisco Assis, e o único candidato social democrata ao mesmo posto até agora, Aguiar Branco, vão ser os convidados do programa televisivo de humor "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios", quinta-feira. Segundo adiantou fonte da SIC à Agência Lusa, Assis, que regressa nesta legislatura ao Parlamento, onde já exerceu as funções de líder da bancada socialista entre 1997 e 2002, e o vice presidente do PSD, Aguiar Branco, vão protagonizar a primeira entrevista dupla da série. Nos previstos 30 episódios do programa, que se estreou em 14 de Setembro, com o agora reeleito primeiro-ministro José Sócrates, ainda vão estar o até agora líder parlamentar comunista, Bernardino Soares (hoje), o comentador político e ex líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa (quarta-feira), e desconhece-se para já o último ou últimos entrevistados por Ricardo Araújo Pereira (sexta-feira).

domingo, 18 de outubro de 2009

Ramalho Eanes convidado dos Gato Fedorento

O ex presidente da República, Ramalho Eanes, é o convidado desta segunda-feira do programa "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios", da SIC. A emissão vai para o ar após o "Jornal da Noite". Na quarta-feira é o comentador Marcelo Rebelo de Sousa a ocupar a cadeira de entrevistado. Estreado a 14 de Setembro, o programa do quarteto de humoristas entra esta semana na sua recta final.