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sábado, 7 de agosto de 2010

Joana Solnado sobre "O Meu Raul"...

"Inspirador". Foi esse o primeiro adjectivo utilizado por Joana Solnado para caracterizar o documentário, no final da ante estreia, no auditório da RTP. "Vejo mais do que o meu avô. Vejo um homem que sonhou e que concretizou os seus sonhos", adianta a actriz e neta de Raul Solnado. "A sensação que tenho é que acabei de ver um daqueles filmes da Disney, muito bonitos, que nos deixam com uma enorme vontade de viver. Saio daqui cheia de vontade de fazer coisas", explica, com um sorriso sereno. Para Joana Solnado, o trabalho de Patrícia Vasconcelos mostra bem a forma como o avô aproveitou a vida e fez ele próprio, em termos profissionais, as mais diversas coisas - desde teatro, televisão, cinema, gravação de discos , criação de um teatro, a fundação da Casa do Artista. Para além disso, acrescenta, "coloca em evidência o seu espírito empreendedor" e o entusiasmo com que "arrastou" outras pessoas consigo "nesse ímpeto de querer fazer coisas, coisas novas".
Fonte: DN

António Pedro Vasconcelos orgulhoso do trabalho da filha

"Acho que o documentário revela o grande carinho, respeito e admiração que a Patrícia tinha pela figura do Raul Solnado. E acho que corresponde àquilo que era o desejo dele", afirmou o realizador António Pedro Vasconcelos, pai de Patrícia Vasconcelos, numa apreciação muito pessoal sobre o primeiro trabalho da filha como realizadora. Apesar de não ter estado presente na antestreia do documentário, António Pedro Vasconcelos foi um dos primeiros a vê-lo. E explica: "O documentário é menos cronológico do que temático. E um dos aspectos em evidência é a generosidade do Raul Solnado, até porque esse é um traço fundamental do seu carácter". Questionado sobre se daria nota positiva a este primeiro trabalho de realização de Patrícia, o cineasta não hesitou na resposta: "Não só dou nota positiva como é um orgulho ver a minha filha a realizar". Não deixou, no entanto, de frisar o facto de se considerar pouco isento nesta avaliação. Mas prossegue nos elogios: "Ela é uma pessoa muito determinada e ao mesmo tempo exigente naquilo que faz, tal como eu", explica. Na sua opinião, o resultado final "mostra um trabalho de pesquisa fantástico, feito com muita dedicação". "Este documentário é uma justa homenagem que a RTP faz, permitindo que o País se lembre da figura que foi Raul Solnado e da sua importância em Portugal", destacou.
Fonte: DN

Mais pormenores sobre "O Meu Raul"

"O talento envelhece, prescreve se não for trabalhado". É com esta frase que Patrícia Vasconcelos remata "O Meu Raul", um documentário produzido para RTP, que hoje é emitido logo a seguir ao "Telejornal", assinalando um ano da morte de um dos actores mais queridos do público português. "Ele fartava-se de me repetir essa frase", explica a directora de castings que aqui assina o seu primeiro trabalho como realizadora. Foi ela quem apresentou a ideia a Raul Solnado, que prontamente a aceitou e ficou assente que seria ele a contar a sua história. "Mas o maroto foi-se embora antes. Tínhamos planeado começar as filmagens precisamente na semana a seguir à morte dele", explicou Patrícia Vasconcelos, antes da antestreia do documentário, no dia 27 de Julho, no auditório da RTP que se revelou pequeno para acolher os amigos convidados. Por isso mesmo, o projecto não foi pensado para ser uma homenagem póstuma. Mais, explicou: "Não podia ser uma coisa lamechas porque o Raul não gostava desse tipo de coisas". Antes pelo contrário. A 8 de Agosto, Raul Solnado acabou por deixar a Patrícia Vasconcelos a tarefa de cumprir sozinha o projecto que ambos idealizaram. "Tinha cerca de 10 anos quando conheci o Raul. Cresci a ouvir as suas histórias, e nos últimos 15 anos desenvolvemos uma amizade profissional", conta Patrícia Vasconcelos. Por isso, a sua morte foi um choque. "Mas, passado o momento inicial em que achei que não iria ter coragem para fazer o documentário, achei que não poderia fazer isso ao Raul", relata. Com uma ideia muito concreta do que queria fazer, a agora também realizadora tratou de fazer quase o impensável: "Arranjar forma de ser o próprio Raul o narrador na sua história", contou. Foi um processo moroso e muito meticuloso. "Fechei-me no arquivo da RTP e com a ajuda de uma senhora absolutamente extraordinário - Maria de Fátima Ribeiro - não só descobri imagens que nunca tinham sido utilizadas como consegui, quase frase a frase, pôr o Raul a narrar a sua própria história. Acho que isso é a coisa que mais me orgulha neste trabalho: ter conseguido pô-lo a ele, mesmo já não estando cá, a contar a sua história", afirma. Boa parte da carreira de Raul Solnado é elencada pelo próprio, através do recurso a duas entrevistas concedidas à RTP, uma a Ana Sousa Dias e outra a Carlos Cruz. Imagens captadas em sua casa, com a família, mostram quem era o homem que "como não sabia mesmo fazer mais nada, tinha de trabalhar", como refere Raul Solnado. Testemunhos de amigos, a maior parte deles bastante emotivos, ajudam a preencher os espaços que Patrícia Vasconcelos considerava estarem em branco.
Fonte: DN

Documentário sobre Raul Solnado hoje na RTP1

Era um projecto a dois, "mas o maroto foi-se embora antes", fez saber Patrícia Vasconcelos, autora de "O Meu Raul", à data da apresentação deste trabalho, que a estação pública exibe hoje em horário nobre, o qual revisita a vida do artista de forma inspiradora. Fez o favor a si próprio de ser feliz até ao derradeiro dia. Raul Solnado, pois então. E é justamente essa a ideia que perpassa da homenagem documental que a amiga lhe fez. Hesitou. O combinado era ser uma viagem a dois pelas ruas de Lisboa, aquelas que o acolheram ao longo de 79 anos. A morte pregou mais uma das suas partidas e Patrícia Vasconcelos ponderou desistir. "Mas não podia fazer isso ao Raul", disse. Avançou. E com a proeza de, mesmo sem Raul Solnado entre nós, pô-lo a ele a narrar o filme. "Era uma grande responsabilidade sobre os ombros, nunca tinha feito nada enquanto realizadora", comentou. "Pensei para mim que não teria coragem. Chorei, desesperei, mas devia-lhe isto". E "orgulho" foi a palavra a que recorreu por o "ser ele quem conta a própria história", o que só foi possível através de imagens de arquivo do canal do Estado e graças a um minucioso jogo de montagem que mais parece um puzzle, em que as peças acabam por se encaixar na perfeição. A filha de António Pedro Vasconcelos, consagrado realizador português, conhecia Solnado desde os 10 anos. "Foi uma amizade que se solidificou, sobretudo, nos últimos 15 anos". A sua relação era também profissional. "Ainda no outro dia me pediram um actor pequenino, idoso, com carisma para um casting e não parava de me vir à cabeça o nome do Raul". Emocionada, concretizou: "Não há personalidade e pensamento como o dele". Algo que todos os presentes no visionamento do documentário subscreveram pela expressão que carregavam no rosto: uns familiares, outros nem tanto, entre lágrimas acompanhadas pelo esboçar de sorrisos cúmplices. Afinal, o resultado do filme não é de todo lamechas. Também Raul não o era. "O talento prescreve, envelhece se não for trabalhado". Esta é a frase pertencente a Raul que se pode ler no final do documentário. Antes, o pano cai, primeiro com os seus entes mais próximos e amigos a entoar o tema "Malmequer", que lhe era tão caro, e depois com ele a despedir-se. Isto após se ter navegado pelos tempos do "Zip Zip", pelo alcançar do sonho que foi ter erigido o Teatro Armando Cortez, ou pela altura de uma gaguez aguda, aquela que assinalou o pontapé de saída da sua carreira. "Recuso-me a ter uma visão catastrófica. Promovam o riso, prestigiem-no. Deixem-me rir, deixem-me chorar. Quero emocionar-me", é outra das mensagens mais fortes. Além de dois dos filhos e da neta Joana Solnado, muitas figuras públicas compareceram nesta espécie de ante estreia. Entre elas Rui Mendes, Manuela Maria, Vítor de Sousa ou Rogério Samora. No fim, uma clamorosa ovação provou a Patrícia que o trabalho passara num importante crivo, o dos que amavam Raul. "Gostaram?", perguntou com humildade aos jornalistas que assistiram. "Descobri ainda mais facetas dele neste processo. Foi uma viagem solitária, mas cheia de espírito positivo", partilhou. "Missão cumprida" foi a sensação que, enfim, Patrícia pôde subtrair.
Fonte: JN

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Documentário "O Meu Raul" já foi apresentado

O documentário "O Meu Raul", de Patrícia Vasconcelos foi apresentado no auditário da RTP. "Sinto que cumpri uma promessa! Este era um projecto a dois, mas o malandro foi-se embora antes, e deixou-me o bebé nos braços. O documentário sobre a sua vida! Depois de uma longa pesquisa pelos arquivos da RTP, acho que consegui o prometido, um documentário sobre a palavra e o pensamento do Raul", evidencia Patrícia Vasconcelos. Joana Solnado, neta do actor, foi uma das presenças mais comovidas no evento.
Fonte: Lux

RTP exibe documentário sobre Raul Solnado

Um ano depois da morte de Raul Solnado, a RTP exibe, já em Agosto, o documentário "O Meu Raul", da realizadora Patrícia Vasconcelos. O documentário centra-se na vida e no pensamento do cómico e actor, e conta com testemunhos inéditos de Raul Solnado, acerca de temas como a fundação do Teatro Villaret.
Fonte: DN