quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Moura Guedes também foi ouvida ontem na ERC

"Acho que já não é importante que o "Jornal Nacional" [6.ª] volte. Para mim já perdeu o encanto", afirmou ontem Manuela Moura Guedes, à saída da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), por volta das 20h30, onde a ex-apresentadora do espaço informativo da TVI foi ouvida durante cerca de três horas. "Da ERC só quero que faça justiça, isto é, que ponha a verdade cá fora", disse comovida. Questionada sobre o que contou a esta comissão sobre a existência de interferência política na extinção do "Jornal Nacional 6ª", Moura Guedes não quis dar detalhes preferindo atirar a questão: "Porque é que uma estação privada acaba assim sem mais nem menos com um jornal que tinha a maior audiência a nível nacional?" Esta foi a segunda audição do dia no âmbito do processo de averiguações sobre alegadas interferências do poder político e económico na decisão da administração da TVI em suspender o "Jornal Nacional 6ª". José Eduardo Moniz foi o primeiro a prestar declarações, numa audição que não contou com a presença do presidente do órgão regulador, Azeredo Lopes, e Estrela Serrano, ambos de férias. À saída, o ex-director geral da estação defendeu que a ERC "tem obrigação de exercer as suas funções, se não tem todos os dados, se não viu ainda o quadro completo, tem que ir à procura". José Eduardo Moniz disse ainda que estas diligências não vão alterar a decisão da administração da TVI. "As decisões estão tomadas há muito tempo e não é assim que se modificam. Não acredito que o "Jornal Nacional 6ª" volte", afirmou, recusando, no entanto, revelar o conteúdo do encontro com os membros da entidade reguladora. A audição dos dois jornalistas surge na sequência da deliberação da ERC que reprovou a suspensão do "Jornal Nacional 6ª" pela administração da TVI.

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