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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Emídio Rangel vai apostar em rádio

Expirou o prazo dado pela reguladora para a venda da rádio Europa Lisboa a Emídio Rangel. O comunicador está confiante de que o negócio ainda se concretize, e a estação assuma formato generalista. Mas se tal não acontecer, pretende avançar na mesma. Se não conseguir comprar a rádio Europa Lisboa, nos moldes que deseja, Emídio Rangel continua interessado em "manter uma intervenção a nível da rádio". O comunicador garante essa intenção, ainda que, para já, o seu objectivo seja a aquisição e reconversão da estação detida maioritariamente pelo governo francês numa rádio generalista. As negociações têm vindo a desenrolar-se desde o primeiro semestre de 2010 e no início de Junho a proposta de Rangel foi a escolhida pelo grupo francês. A aprovação pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) era o passo seguinte no processo. O pedido foi feito em Julho. Depois do impasse, noticiado, a reguladora anunciou que o dia de anteontem era o último do prazo para que a Sociedade Franco Portuguesa de Comunicação (que efectuou o pedido) decidisse se iria manter num único pedido as alterações do capital social da estação e da tipologia do serviço de programas. Ou, dada a morosidade desta última pretensão, a divisão do pedido em dois. "Nós não prescindimos da simultaneidade da alteração do formato da estação com do processo de pagamento", sublinha Rangel. E questiona: "Como é que vamos investir se não temos a certeza do formato que queremos levar à prática?". No documento divulgado pela ERC, lê-se que "a alteração pretendida consubstancia uma conversão do serviço de programas (...), dada a alteração de classificação de temática musical para generalista". "Nós cooperámos e fizemos o nosso trabalho de casa e entregámo-lo a tempo e horas às autoridades francesas", garante o comunicador, referindo-se ao novo projecto radiofónico. A hipótese de estas últimas apresentarem um novo pedido ainda está em discussão. "Vamos ver a que conclusões é que se chega", prossegue, não rejeitando a possibilidade de ser primeiro entregue o pedido de alteração do formato da rádio e só depois deste aprovado o da aquisição. "Ainda espero que s e venha a concretizar. Sou um optimista", remata.
Fonte: JN

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Emídio Rangel reclama protagonismo na SIC

Na crónica que assina aos sábados no Correio da Manhã, Emídio Rangel tece fortes críticas à SIC por o ter excluído de uma grande reportagem emitida domingo, dia 26 de Setembro. "Quem a decidiu, ouviu ‘tudo e todos’ que fizeram e não fizeram a SIC. Eu fui apagado da fotografia por ordens superiores, supostos defensores da democracia e da liberdade", escreveu o jornalista. Perante as acusações, o director-geral da estação de Carnaxide, Luís Marques, explica: "A SIC está a emitir quatro grandes reportagens sobre o que mudou no panorama audiovisual português nos últimos 18 anos, em que a SIC participou. Não se trata de reportagens sobre a história dos 18 anos da estação." Mas Emídio Rangel, um dos fundadores do canal, não concebe a ideia de "nem uma imagem" sua ter ido à antena. "Se há alguém que transformou a SIC num projecto com importância, se há alguém que teve protagonismo fui eu. Mais do que o Balsemão. Até porque ele era um dos não crentes. Achava-nos condenados a fechar. Fui eu que encontrei as soluções todas", recorda. Sobre esta questão, o director geral do canal é peremptório: "Ninguém na SIC ou no grupo Impresa tem por hábito apagar alguém da fotografia. O Emídio Rangel tem um papel na história da SIC e esse ninguém lhe pode, nem quer, tirar." Emídio Rangel imputa ainda ao patrão da Impresa, Francisco Pinto Balsemão, a responsabilidade pelas fracas audiências de "há oito anos para cá". "A partir do momento em que saí, ele passou a ser o director de programas de informação e a SIC passou a fazer coisas que não são aceitáveis", diz. E conclui: "A SIC é um instrumento de promoção dos seus jornais e faz reportagens onde estão os amigos dele."
Fonte: CM

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Emídio Rangel satisfeito com cancelamento do "Jornal Nacional 6ª"

Emídio Rangel garantiu esta sexta-feira, à TSF, não ter recebido qualquer convite para ocupar um lugar na administração ou na direcção da TVI. Mas, o antigo director da RTP e da SIC diz que o afastamento de Manuela Moura Guedes "pode ser visto por muitos ângulos" e criticou a reacção aos partidos políticos da oposição. Emídio Rangel disse que os partidos da oposição "produzem declarações sem cuidado de saber a quem cabia a decisão de acabar com o Jornal Nacional de sexta-feira. Vivem bem neste esquema de intriga, depois veio a provar-se que não havia nenhuma ligação ao PS e a Sócrate", adianta. Segundo a TSF, Rangel elogiou também a Prisa, detentora da TVI, por acabar com o "Jornal Nacional", um "espaço que envergonha jornalistas". Esta sexta-feira, o Correio da Manhã afirma que a TVI pretende Emídio Rangel.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Emídio Rangel tem pena da SIC

Sentado ao lado de Judite de Sousa na primeira fila do desfile do "Sintra Fashion 2009", que na noite de sexta-feira decorreu na histórica vila, Emídio Rangel respondeu com uma gargalhada a uma provocação que o apresentador Manuel Luís Goucha lhe atirou do palco: "Dr. Rangel, quando é que nos vamos cruzar nalgum desses corredores?" Mais tarde, interrogado pelos jornalistas, que viram na frase de Goucha uma indicação de que Rangel poderia estar a negociar uma eventual transferência para a TVI, o homem que fundou a TSF e pôs a SIC no ar foi breve: "Isso são boatos, e eu não comento boatos..." Mais expressivo foi Rangel quando os repórteres lhe pediram um comentário sobre a crise na SIC. Aí, aquele que foi o homem-forte do canal de Carnaxide até ser dispensado pelo dr. Francisco Pinto Balsemão não se fez rogado: "Há pessoas com valor a administrar a SIC e pessoas que não valem nada. Não vou dizer quem, nem vale a pena porque toda a gente sabe... Lamento muito que a SIC tenha chegado a um lugar tão baixo. Espero que quem lá esteja a consiga recuperar, porque foi um projecto concebido por mim e que, aliás, que já me trouxe muito sucesso. Não gosto de os ver na rua da amargura..." Para Rangel, entre as causas do declínio da SIC estão, também, a falta de estratégia, a fraca qualidade das equipas, a deficiente organização e a falta de amor à camisola. Neste momento, Emídio Rangel dá aulas numa universidade, faz comentários na RTP e alimenta uma crónica no Correio da Manhã. Acredita poder voltar à TV, mas como administrador da Telecinco, uma empresa que aguarda uma decisão dos tribunais para saber se ganha ou não uma licença para um 5º canal nacional generalista.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Emídio Rangel regressa à televisão na RTPN

O ex-director da SIC e da RTP, Emídio Rangel, vai voltar à televisão, desta vez no papel de comentador num programa de debate da RTPN. "Directo ao Assunto" estreia quarta-feira e tem como participantes, além de Rangel, Carlos Abreu Amorim, comentador habitual do canal cabo, e Rui Tavares presença mais frequente na SIC Notícias. O debate, dedicado a temas da actualidade, é moderado por João Adelino Faria. Recorde-se que, depois de alguns anos afastado do meio televisão, Emídio Rangel integrou a equipa de uma das empresas, a Telecinco, que concorreu, juntamente com a Zon, à licença do quinto canal de televisão. E que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, ERC, não aceitou nenhuma das candidaturas. Ainda antes de "Directo ao Assunto", a RTPN lança segunda-feira um outro espaço de troca de opiniões, com um painel exclusivamente feminino. Os nomes ainda não foram anunciados porque faltam algumas confirmações.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Perfil: Emídio Rangel

Nascido em Angola, em 1947, Rangel fundou e dirigiu a rádio TSF de onde saiu em 1992 para lançar a SIC, a convite de Pinto Balsemão. Com uma estrutura assente em informação actual e rigorosa, e programação de produção nacional e cariz popular, a SIC rapidamente se tornou líder de audiências e um case study em toda a Europa. Em 2001, após um diferendo interno, Emídio Rangel deixou o cargo de director-geral da SIC e mudou-se para a RTP, onde assumiu funções de director-geral e de antena. Em 2002 foi afastado pela recém-nomeada administração de Almerindo Marques. Nos últimos anos, foi chamado para reestruturar a TSF, deu aulas e dedica-se à escrita de artigos de opinião.