quinta-feira, 4 de junho de 2009

Polémica na eleição das 7 Maravilhas

Os últimos dias de votação para a eleição das 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo estão a ser marcados por duras críticas à organização. Um grupo de professores portugueses de várias universidades internacionais colocaram na Internet um abaixo-assinado que critica o facto de a informação sobre os 27 monumentos a votação não referir a utilização de alguns deles para o tráfico de escravos. Em causa estão, sobretudo, a Fortaleza de São Jorge da Mina, no Gana, a Cidade Velha de Santiago de Cabo Verde, Luanda e a ilha de Moçambique. Pedro Dias, professor catedrático de Coimbra, que a pedido da New 7 Wonders Portugal, empresa responsável pela eleição, escreveu os breves textos que acompanham os monumentos lembra que "tudo foi feito no âmbito de um concurso televisivo sobre arte e não sobre um dos mais negros aspectos da história da humanidade". Pedro Dias adianta ainda que o objectivo foi "apenas e só" fazer "pequenos guias histórico-artísticos". Luís Segadães, presidente da New 7 Wonders Portugal, destaca que o objectivo do concurso "é valorizar o que de bom os portugueses fizeram".

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