quinta-feira, 17 de setembro de 2009

"A Esperança Está Onde Menos Se Espera" estreia hoje

Três anos após "20, 13", eis a oitava longa-metragem de ficção para cinema de Joaquim Leitão, um dos raros cineastas lusos a trabalhar para um público mais vasto sem cair na concessão. "A Esperança Está Onde Menos Se Espera" estreia hoje, quinta-feira. O novo filme é um drama emocional sobre um treinador de futebol que prefere manter os princípios a vencer seja de que modo for uma final da Taça de Portugal e que, por isso, é despedido. Ou de um jovem de 15 anos que, pela "teimosa" honestidade do pai, é obrigado a trocar um colégio privado da "linha" por uma escola pública de um bairro "difícil", além de ver a mãe, que sempre o defendeu, partir para Angola, em busca da sobrevivência. O filme começa, aliás, com uma dedicatória a um pai e a um filho. Joaquim Leitão desvenda, desde logo, o equívoco. "A dedicatória inicial é do produtor. É para o pai e para o filho do Tino Navarro, que também é co-argumentista". No entanto, o facto não anula que o filme seja mais pessoal, para o realizador. Para quem conhece a obra de Joaquim Leitão, onde existem filmes de grande vertigem, como "Tentação" ou "Ao Fim da Noite", poderá surpreender o clima de apaziguamento que se sente neste trabalho. É conhecida a filiação clubística do realizador, que não vem aqui para o caso. Joaquim Leitão não vive afastado da realidade futebolística do país. Mas a escolha do futebol como pano de fundo tem outra explicação. "O que era necessário na personagem é que fosse alguém que estivesse num ponto alto da vida, que tivesse muito dinheiro. E que depois tivesse uma queda muito grande. Tinha de ser uma profissão compatível". Aliás, não será difícil ver o filme sem associarmos o presidente e o empresário representados por Cândido Ferreira e Júlio César sem pensarmos em figuras conhecidas. Joaquim Leitão não confirma nem desmente.

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