quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Maia Abreu poderia não ter acatado ordem da administração da TVI

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social "reprovou o facto de a administração da TVI ter interferido na esfera de competências da direcção de Informação, o que se afigura à lei lesivo da autonomia editorial e dos direitos dos jornalistas", anuncia deliberação tornada pública hoje. O presidente da ERC, Azeredo Lopes, considera ainda que o director de Informação da TVI, João Maia Abreu, à luz do Estatuto do Jornalista, poderia não ter obedecido à administração. Este caso remonta a três Setembro, data em que a direcção de Informação da TVI pediu demissão na sequência do cancelamento do noticiário de sexta-feira conduzido por Manuela Moura Guedes. A deliberação tornada pública esta quarta-feira insta a TVI" a respeitar escrupulosamente o princípio de separação entre matéria de gestão empresarial e matéria editorial"; alerta para a obrigatoriedade da criação de um Conselho de Redacção e inicia um procedimento contra-ordenacional, que poderá culminar com a obrigatoriedade de pagamento de uma coima, cujo valor máximo será 15 mil euros. A ERC assinala ainda que esta decisão da administração será tomada em conta na avaliação intercalar da estação, feita a cada cinco anos. Reagindo ao parecer da ERC, a jornalista Manuela Moura Guedes mostrou-se optimista, quanto ao regresso do noticiário de sexta por si conduzido. Em declarações à Lusa, a pivô, que se encontra ainda de baixa médica, disse estar à espera do regresso do "Jornal Nacional 6ª".

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