O anúncio já foi feito pela administração aos directores da empresa (que engloba a RTP e a RDP), mas o plano ainda não prevê as indemnizações a disponibilizar para os trabalhadores que queiram sair da empresa. Actualmente a RTP conta com cerca de 2400 funcionários. A administração da empresa, liderada por Guilherme Costa, confirmou à Lusa a intenção de rescindir contratos, justificando a decisão com o facto de as contas dos primeiros nove meses do ano estarem "claramente acima do orçamento de 2009", quer em termos do resultado operacional, quer em termos do resultado líquido. "De tal forma que a administração decidiu, com o acordo do accionista [Estado], utilizar este grau de liberdade orçamental para abrir um programa de saídas voluntárias, para os trabalhadores que manifestem essa vontade", referiu a mesma fonte. A redução do número de funcionários não é, segundo a administração, um objectivo quantificado, já que "estas saídas serão exclusivamente voluntárias". O número de rescisões terá "apenas que ser limitado à margem permitida pela boa execução orçamental e às pessoas cujas funções e competências não sejam hoje absolutamente essenciais ao bom funcionamento da empresa", assegurou. Segundo a administração, a RTP vai ter em 2009 um resultado operacional positivo pelo quinto ano consecutivo. O aumento de capital que o Estado vai fazer na empresa - 62,4 milhões de euros - resulta, como adiantou a mesma fonte, do acordo de reestruturação financeira assinado em 2003 entre a RTP e o Estado para fazer face aos capitais próprios negativos da ordem dos 900 milhões de euros e à dívida financeira de cerca de 1000 milhões.terça-feira, 13 de outubro de 2009
RTP anuncia processo de rescisões
O anúncio já foi feito pela administração aos directores da empresa (que engloba a RTP e a RDP), mas o plano ainda não prevê as indemnizações a disponibilizar para os trabalhadores que queiram sair da empresa. Actualmente a RTP conta com cerca de 2400 funcionários. A administração da empresa, liderada por Guilherme Costa, confirmou à Lusa a intenção de rescindir contratos, justificando a decisão com o facto de as contas dos primeiros nove meses do ano estarem "claramente acima do orçamento de 2009", quer em termos do resultado operacional, quer em termos do resultado líquido. "De tal forma que a administração decidiu, com o acordo do accionista [Estado], utilizar este grau de liberdade orçamental para abrir um programa de saídas voluntárias, para os trabalhadores que manifestem essa vontade", referiu a mesma fonte. A redução do número de funcionários não é, segundo a administração, um objectivo quantificado, já que "estas saídas serão exclusivamente voluntárias". O número de rescisões terá "apenas que ser limitado à margem permitida pela boa execução orçamental e às pessoas cujas funções e competências não sejam hoje absolutamente essenciais ao bom funcionamento da empresa", assegurou. Segundo a administração, a RTP vai ter em 2009 um resultado operacional positivo pelo quinto ano consecutivo. O aumento de capital que o Estado vai fazer na empresa - 62,4 milhões de euros - resulta, como adiantou a mesma fonte, do acordo de reestruturação financeira assinado em 2003 entre a RTP e o Estado para fazer face aos capitais próprios negativos da ordem dos 900 milhões de euros e à dívida financeira de cerca de 1000 milhões.
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