João Lagarto regressa ao universo de Samuel Beckett com "O Quê?!", espectáculo que está a apresentar, no Teatro da Trindade, e em que nos propõe uma viagem pelo mundo louco de um dos mais amados escritores do século XX. Depois de, em 2006, ter conquistado o Globo de Ouro e o Prémio da Crítica para melhor actor com o monólogo "Começar a Acabar", João Lagarto retoma a obra de um autor que lhe é particularmente grato e que continua a estimular a sua criatividade. Desta vez, inspirado em vários textos de Samuel Beckett (1906-1989), propõe-nos um espectáculo que tem como protagonistas Mercier e Camier (do romance homónimo), dois vagabundos que correm Mundo sem destino marcado e que, segundo o actor e encenador, antecipam os heróis de "À Espera de Godot" – Vladimir e Estragon. São, como todos os herói’ becketianos, duas personagens que se confrontam diariamente com o absurdo da vida, que se perdem em gestos e palavras inúteis, que concentram a sua atenção em pormenores insignificantes da existência. Em termos formais, o espectáculo tem um narrador (quase sempre interpretado pelo próprio João Lagarto) mantendo, assim, a forma narrativa. No entanto, essa vertente épica serve apenas para sublinhar a extraordinária teatralidade desta proposta do encenador. Os jogos dos actores, a sua contracena semi-clownesca, o registo em sobre-actuação, a movimentação cénica – tudo é teatral, uma brincadeira de adultos, com temas muito sérios. Claro que, tratando-se de Samuel Beckett, falamos, também, de um humor escatológico, em que há constantes referências quer às necessidades fisiológicas do corpo humano quer às suas doenças. O resultado é um espectáculo destinado a quem aprecie o autor irlandês, Prémio Nobel da Literatura em 1969. Com João Lagarto, Afonso Lagarto, Rita Brito e Tiago Nogueira, o espectáculo é para ver até 6 de Dezembro, de terça a domingo.sexta-feira, 13 de novembro de 2009
João Lagarto com nova peça no Teatro da Trindade
João Lagarto regressa ao universo de Samuel Beckett com "O Quê?!", espectáculo que está a apresentar, no Teatro da Trindade, e em que nos propõe uma viagem pelo mundo louco de um dos mais amados escritores do século XX. Depois de, em 2006, ter conquistado o Globo de Ouro e o Prémio da Crítica para melhor actor com o monólogo "Começar a Acabar", João Lagarto retoma a obra de um autor que lhe é particularmente grato e que continua a estimular a sua criatividade. Desta vez, inspirado em vários textos de Samuel Beckett (1906-1989), propõe-nos um espectáculo que tem como protagonistas Mercier e Camier (do romance homónimo), dois vagabundos que correm Mundo sem destino marcado e que, segundo o actor e encenador, antecipam os heróis de "À Espera de Godot" – Vladimir e Estragon. São, como todos os herói’ becketianos, duas personagens que se confrontam diariamente com o absurdo da vida, que se perdem em gestos e palavras inúteis, que concentram a sua atenção em pormenores insignificantes da existência. Em termos formais, o espectáculo tem um narrador (quase sempre interpretado pelo próprio João Lagarto) mantendo, assim, a forma narrativa. No entanto, essa vertente épica serve apenas para sublinhar a extraordinária teatralidade desta proposta do encenador. Os jogos dos actores, a sua contracena semi-clownesca, o registo em sobre-actuação, a movimentação cénica – tudo é teatral, uma brincadeira de adultos, com temas muito sérios. Claro que, tratando-se de Samuel Beckett, falamos, também, de um humor escatológico, em que há constantes referências quer às necessidades fisiológicas do corpo humano quer às suas doenças. O resultado é um espectáculo destinado a quem aprecie o autor irlandês, Prémio Nobel da Literatura em 1969. Com João Lagarto, Afonso Lagarto, Rita Brito e Tiago Nogueira, o espectáculo é para ver até 6 de Dezembro, de terça a domingo.
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