quinta-feira, 12 de novembro de 2009

"Rua Sésamo" põe as crianças a pensar há 40 anos

Quando nasceu nos Estados Unidos, pela mão de Jim Henson, impôs-se como um produto que ajudava os pais a ensinar os filhos a pensar. Quando chegou a Portugal, teve o mesmo efeito. O fenómeno "Sesame Street" faz 40 anos. Ontem, enquanto Teresa Paixão, directora dos Programas Infantis da RTP, contava como foi a experiência de ser guionista deste produto há 20 anos (o programa chegou a Portugal a 6 de Novembro de 1989), os responsáveis norte-americanos também quiseram felicitar a estação pública, que continua a emitir produtos da sua chancela, dentro do bloco "Zig Zag", como as "Viagens do Egas e Becas": agora em novos moldes, em três dimensões, deixaram de ser manipulados. Era dia de festa: os 40 anos de "Sesame Street". O portal Google lembrava-o aos internautas com a bonecada pendurada na marca, por cima da janela de busca. Nos Estados Unidos, assinalou-se a data, naquele que foi o 4187º episódio, com uma rubrica protagonizada pela primeira-dama. O que trouxe de novo a "Rua Sésamo" a Portugal? Teresa Paixão lembra que se vivia num monopólio televisivo, as estações privadas ainda não eram nascidas e escasseava a oferta para as crianças em idade pré-escolar; nem sequer havia essa preocupação na altura. Foi nesse quadro que surgiu um espaço com humor - "os americanos não tinham medo do humor" - centrado nas capacidades cognitivas dos miúdos. Maria Emília Brederode Santos, directora pedagógica da versão nacional, recorda à agência Lusa que se veio dizer que "a criança era capaz". E prossegue: "Lembra-me o que Obama diz: 'yes, we can' e era um bocadinho essa ideia que queríamos transmitir". Teresa Paixão descobriu com esse trabalho o quanto era difícil explicar matérias a uma criança de quatro anos. Em Portugal, Alexandre Lencastre estreia-se na televisão aparecendo no programa do Poupas, do monstro das bolachas, como Guiomar. Vítor Norte e Fernando Gomes são outros dos que fizeram parte da equipa visível. João Lourenço e António Feio coordenaram os bonecos nos bastidores. Sete anos depois, "Rua Sésamo" termina. Teresa Paixão assume a culpa. "Fui eu que disse à chefe de departamento que tinha vontade de fazer um programa português daquele género". Outra razão de peso foi o facto de a "Rua Sésamo" não poder ser transmitido nos países de língua oficial portuguesa, por causa dos direitos". Depois, pela mão de Maria Emília Brederode Santos, eis que se cria "O Jardim da Celeste". Seguindo a mesma esteira, Teresa Paixão inventa a " A Ilha das Cores". "É um neto de a Rua Sésamo", afirma.

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