Uma caixa com assinatura de Fernando Lanhas foi o que Cavaco Silva, presidente da República, ofereceu a Manoel de Oliveira, ontem, no Porto. E, apesar de ser o aniversariante - assinalou 101 anos -, o cineasta deu uma prenda a Serralves. Foi um somatório de coincidências. Precisamente no dia dos 101 anos de Manoel de Oliveira, Cavaco Silva marcou presença num jantar com as figuras que presidiram ao conselho de administração da Fundação de Serralves durante duas décadas. E, como já estava pronto o documentário que a instituição encomendou ao cineasta, decidiu-se juntar à jornada a primeira projecção do filme, intitulado "Painéis de São Vicente de Fora, Visão Poética". Foi esse o presente que Manoel de Oliveira ofereceu a Serralves, visto que o documentário - de apenas 16 minutos - vai passar a pertencer à colecção do museu. Inspirado nos seis painéis da autoria de Nuno Gonçalves, que estão expostos no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, o realizador traçou uma visão humanista do Mundo. Aos jornalistas, dizia, no final da projecção, que "o humanismo é coisa de que bem precisamos", acrescentando que, apesar de não ser fácil, "o Mundo precisa de paz". O realizador insistiu que o filme - que fez praticamente no espaço de um mês, deitando-se muitas vezes tarde na noite - nada tem de científico nem de histórico. E Cavaco Silva, assegurou ainda Manoel de Oliveira, gostou do que viu. E foi assim que o cineasta se encontrou com o chefe de Estado numa instituição que foi das poucas a associar-se a mais um aniversário. Já durante a tarde, dezenas de crianças de uma escola da Vilarinha tinham estado no auditório para assistir a "Aniki-Bóbó", tendo até preparado um número musical em torno da conhecida lengalenga do filme. Com a ajuda de tambores e clavas e sob o olhar sempre carinhoso de Fernanda Matos, a Teresinha de "Aniki". Na impossibilidade de Manoel de Oliveira assistir a essa iniciativa, Fernanda acabou por ser o centro das atenções, pois os miúdos não pouparam em cumprimentos nem em manifestações de carinho, quando a viram à entrada do museu. De bonés alguns deles, de laçarotes algumas delas, chegaram a comover a Teresinha. Em parceria com o Museu de Serralves, o Centro de Memória de Vila do Conde apresenta ao público, até Março de 2010, a mostra "Manoel de Oliveira, José Régio".sábado, 12 de dezembro de 2009
Cavaco Silva assiste a estreia de Manoel de Oliveira
Uma caixa com assinatura de Fernando Lanhas foi o que Cavaco Silva, presidente da República, ofereceu a Manoel de Oliveira, ontem, no Porto. E, apesar de ser o aniversariante - assinalou 101 anos -, o cineasta deu uma prenda a Serralves. Foi um somatório de coincidências. Precisamente no dia dos 101 anos de Manoel de Oliveira, Cavaco Silva marcou presença num jantar com as figuras que presidiram ao conselho de administração da Fundação de Serralves durante duas décadas. E, como já estava pronto o documentário que a instituição encomendou ao cineasta, decidiu-se juntar à jornada a primeira projecção do filme, intitulado "Painéis de São Vicente de Fora, Visão Poética". Foi esse o presente que Manoel de Oliveira ofereceu a Serralves, visto que o documentário - de apenas 16 minutos - vai passar a pertencer à colecção do museu. Inspirado nos seis painéis da autoria de Nuno Gonçalves, que estão expostos no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, o realizador traçou uma visão humanista do Mundo. Aos jornalistas, dizia, no final da projecção, que "o humanismo é coisa de que bem precisamos", acrescentando que, apesar de não ser fácil, "o Mundo precisa de paz". O realizador insistiu que o filme - que fez praticamente no espaço de um mês, deitando-se muitas vezes tarde na noite - nada tem de científico nem de histórico. E Cavaco Silva, assegurou ainda Manoel de Oliveira, gostou do que viu. E foi assim que o cineasta se encontrou com o chefe de Estado numa instituição que foi das poucas a associar-se a mais um aniversário. Já durante a tarde, dezenas de crianças de uma escola da Vilarinha tinham estado no auditório para assistir a "Aniki-Bóbó", tendo até preparado um número musical em torno da conhecida lengalenga do filme. Com a ajuda de tambores e clavas e sob o olhar sempre carinhoso de Fernanda Matos, a Teresinha de "Aniki". Na impossibilidade de Manoel de Oliveira assistir a essa iniciativa, Fernanda acabou por ser o centro das atenções, pois os miúdos não pouparam em cumprimentos nem em manifestações de carinho, quando a viram à entrada do museu. De bonés alguns deles, de laçarotes algumas delas, chegaram a comover a Teresinha. Em parceria com o Museu de Serralves, o Centro de Memória de Vila do Conde apresenta ao público, até Março de 2010, a mostra "Manoel de Oliveira, José Régio".
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