domingo, 3 de janeiro de 2010

Nova geração de apresentadores

Nova geração de apresentadores segundo a avaliação de alguns profissionais do meio:
João Manzarra, Claúdia Vieira, Marco Horácio. Eles surpreenderam, em 2009, e prometem vingar na apresentação televisiva. Porque têm estilo, graça, naturalidade, ou tudo isso ao mesmo tempo. Personalidades diversas é que o garantem. O crítico de televisão Eduardo Cintra Torres serve-se do caso "Ídolos" para explicar que "as qualidades dos apresentadores não são independentes dos programas". Ou seja, este "programa vencedor", exibido na SIC, dificilmente poderia ser manchado por uma má apresentação. Ainda assim, os nomes de João Manzarra e Cláudia Vieira são muito repetidos. O jovem apresentador, que deu os primeiros passos na SIC Radical, é o mais consensual. O coordenador dos canais temáticos da SIC, Pedro Boucherie Mendes, que também integra o júri de "Ídolos", não faz segredo da sua preferência. "O João Manzarra está a milhas de distância de todos os outros [novos apresentadores]. É o mais completo". Além de conduzir o formato de talentos "muito bem, com boa onda, não roubando protagonismo nem à Cláudia [Vieira], nem aos concorrentes, nem ao júri", João Manzarra "não é vedeta" e está ali à custa de muito trabalho, defende Boucherie Mendes, que antevê um "bom futuro" também para Rui Pêgo (do "Curto-Circuito", na SIC Radical), "muito natural, espontâneo e versátil". Voltando a João Manzarra: merece a aprovação da jornalista Alberta Marques Fernandes. "Está a fazer um belo trabalho, vai longe. Tem uma piada natural e boa capacidade de comunicação. Gosto de o ver", explica. Teresa Guilherme destaca a figura de Manzarra, em primeiro lugar. Mas logo seguida da de Pedro Fernandes (do programa "5 Para a Meia Noite", transmitido pela RTP2). "Eles têm uma energia boa, são carismáticos e têm um estilo próprio - isso leva a que possam fazer carreira", defende a produtora. Na óptica de Teresa Guilherme, há, ainda, duas mulheres a reter: Cláudia Vieira e Diana Chaves. Diz Teresa Guilherme que "são carinhosas, alegres e interessadas". Cláudia Vieira consegue, também, o voto de Eládio Clímaco. "Pode vir a ser uma óptima apresentadora. Tem um sorriso muito agradável, naturalidade, simpatia, presença e uma empatia grande com as câmaras", justifica o apresentador. Isto sem perder de vista o talento de Tânia Ribas de Oliveira, uma cara da RTP que é outra das suas eleitas. Muito referido é, por seu turno, o nome de Marco Horácio, que esteve ao lado de Diana Chaves em "Salve-se Quem Puder" e abraça, agora, o projecto "O Formigueiro". Júlio Isidro não lhe poupa elogios: "É uma pessoa por quem tenho muita admiração, pessoal e profissional. É competente, educado, tem uma relação muito boa com a câmara, senso de humor. No fundo, já era um apresentador. Tem traquejo de palco e transportou-o muito bem para a televisão". De acordo com Júlio Isidro, não é "fogo-fátuo" nem "telepontodependente", mas sim "alguém para durar". Francisco Penim não imaginava Marco Horácio tão confortável na televisão generalista. Para o antigo director de programas da SIC, foi ele a grande revelação de 2009, até porque provou conseguir uma forte empatia com os mais novos e, dessa maneira, chegar aos pais. Cintra Torres também destaca a figura de Marco Horácio, "uma pessoa muito divertida, que representa muito bem o papel de não se levar a sério". E salienta: "O programa ["Salve-se Quem Puder"] venceu à conta do apresentador e da capacidade que ele teve de fazer dupla com Diana Chaves". Já Carlos Ribeiro destaca a "simpatia, a beleza, a presença" de Ana Rita Clara, mais um rosto da SIC. "Parece-me uma mulher inteligente, muito segura", observa. Menos optimista está Herman José, que não viu qualquer revelação no mundo da apresentação televisiva, no ano que passou. A justificação: "Para mim, apresentar é mais do que só fazer umas fosquices para as câmaras. Implica um misto de cultura, experiência, know how e maturidade. Nessa lógica, saliento a Júlia Pinheiro e o Jorge Gabriel".
Fonte: JN

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