"Já tive uma ou outra experiência com a invasão de privacidade, mas a uma escala completamente diferente da do filme. Mas por aquilo que a Mariana passa eu felizmente não passei", diz Soraia Chaves, que em "A Bela e o Paparazzo" interpreta a vedeta de telenovelas alvo da objectiva do paparazzo vivido por Marco d'Almeida. Segundo a actriz, "nota-se hoje em dia uma agressividade crescente porque a principal preocupação dos meios é vender. É também por aí que as coisas começam a mudar para pior. O que me preocupa como cidadã é que cada vez mais os meios de comunicação estão focados neste aspecto específico e as coisas importantes são-no cada vez menos." Marco d'Almeida conseguiu falar com um ex-paparazzo para trabalhar o seu papel, embora este apenas lhe tenha passado "a relação do fotógrafo com a sua máquina, que é a arma que dispara tendo como alvo estas figuras públicas e pode fazer uma mazela tão grande quanto um tiro. Uma foto pode destruir uma vida", frisa. Para o actor, "ainda não chegámos em Portugal ao nível, por exemplo, dos tablóides ingleses, que são terríveis. Isso tem a ver com a dimensão do nosso mercado, que é um mercadinho. Mas continuo a ser defensor da ideia de que qualquer invasão da privacidade é uma agressão. Percebo que a curiosidade exista, mas tem que haver limites. E além dessa agressão há coisas que são feitas para denegrir a imagem das pessoas, para as magoar". O filme é uma comédia romântica sofisticada, formato inexplorado no cinema português. Marco d'Almeida só a posteriori"se apercebeu deste pioneirismo. "Depois de estar tudo pronto é que isso me foi posto à frente. Estava concentrado no trabalho e não estava a ver o resultado final." E Soraia Chaves conta que "o António Pedro Vasconcelos também estava à descoberta como nós e foi fantástico vê-lo, com a idade e a experiência que tem, e os filmes que já fez, continuar a entusiasmar-se com a descoberta de um novo género".Fonte: DN
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