"Salve-se Quem Puder", com Marco Horácio e Diana Chaves, foi a arma SIC do Verão de 2009, os Gato Fedorento foram a da rentrée e depois seguiram-se experiências episódicas, de "M/F", com Bárbara Guimarães e Eduardo Madeira, "O Formigueiro", com Marco Horácio. Hoje surge "Sinais de Fogo", o regresso de Miguel Sousa Tavares ao jornalismo activo, com uma entrevista de 45 minutos ao primeiro-ministro José Sócrates. Não podia ser de outra maneira, disse Sousa Tavares, num programa que seguirá a actualidade e os protagonistas: "Quem é o protagonista do momento?", pergunta de forma retórica. Com trabalhos assinados por Sousa Tavares e Mário Carneiro, "Sinais de Fogo" terá 50 minutos divididos em dois momentos, um dedicado à actualidade e outro a entrevista, sem intervalo. O genérico, ainda a ser ultimado, tem música de Rodrigo Leão. E é um programa de autor, frisou Sousa Tavares: "Título, genérico, foi tudo pensado por mim. Já está tudo inventado em televisão, mas vou tentar inovar", diz o jornalista que cumpre este ano 30 anos de carreira. Sousa Tavares, que assinou pela SIC em Janeiro colocando um ponto final em dez anos de colaboração com a TVI, tem também espaço em antena como comentador do "Jornal da Noite" em ocasiões escolhidas pela direcção de informação da estação. O prime time das segundas já era da informação, com "Grande Reportagem", depois de, no início de 2009, a estação de Carnaxide ter lançado "Aqui e Agora", espaço de debate que não teve continuidade. Agora, este horário faz-se de notícias, mas também de notícias em segunda mão. Não são bem fake news, são "Notícias em 2ª Mão" e tanto vão beber a Smith & Jones como a Little Britain (ambos da BBC e ambos já exibidos em Portugal), 25 minutos de cada vez. Ou seja, "partir do quotidiano, do que traz a actualidade, para fazer um olhar satírico" e depois "reciclar, glosar" ou mesmo inventar para fazer o programa que preencherá, de terça a sexta, o horário a seguir ao "Jornal da Noite", diz o director de programas da SIC, Nuno Santos. O programa reúne sketches (alguns com personagens herdadas da rubrica "Caixilhos e Laminados", da Rádio Comercial) e stand-up, preenchendo o "défice de humor" que Nuno Santos sentia existir na oferta do canal nos últimos meses. O défice fazia-se sentir desde o final de "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios", programa diário visto por cerca de um milhão de espectadores. Mas agora o formato é diferente. "Notícias em 2ª Mão" é gravado de véspera ou com a menor antecedência possível, o público-alvo é todo. "Juntamos vários registos numa série apelativa para vários públicos. Queremos ser generalistas", diz Eduardo Madeira, que integrava "Os Contemporâneos" e que agora está ligado à SIC até ao final de 2010. "Vou estar aqui de corpo e alma, é um compromisso muito sério que vai marcar a minha vida", diz Eduardo Madeira. A primeira tranche de "Notícias em 2ª Mão" tem 40 episódios e Marco Horácio, que com o seu "soltem a parede" se tornou um ícone da TV de 2009, está também ciente da "responsabilidade do projecto" em que têm "carta branca" do canal. "É o projecto da minha vida". "Notícias em 2ª Mão" é "como um jornal, tem notícias de desporto, de social, cultura", enumera Marco Horácio. Questionado sobre se a nova dupla vai ocupar o espaço que gostaria de ter ocupado com os Gato após as eleições de 2009, Nuno Santos diz que a experiência com os Gato serviu para o canal "encontrar um caminho que é trabalhar [em humor] em cima da actualidade e do quotidiano". "Eles vão conseguir fazê-lo bem, de outra maneira", diz de Madeira e Horácio, referindo que se os Gato decidirem voltar à carga com o que chamavam "Daily Show das barracas", a SIC tem espaço na sua grelha. Quanto ao horário, Nuno Santos explicou que o "Notícias em 2ª Mão" tem de ser "bem afinado para estar no ar o número de vezes na semana que acharmos que temos capacidade", refere, confirmando que não há "uma solução fechada" e que "o programa tem potencial para crescer [passando a mais dias de exibição ou alargando o formato para semanal], mas só crescerá quando formos sentindo que estamos em condições de dar esses passos. Temos uma grelha suficientemente móvel para o permitir". O programa é uma co-produção SIC/Produções Fictícias com textos dos dois protagonistas e de Roberto Pereira, Patrícia Castanheira, Francisco Palma e Frederico Pombeiro. Segundo Nuno Santos, há via aberta com a redacção da SIC para o fluir de ideias e notícias que possam alimentar o humor do programa.Fonte: Público
Sem comentários:
Enviar um comentário