Do balanço anual da actividade do provedor do telespectador da RTP sobressaem três ideias: as críticas do público incidem em matéria desportiva; os elogios - que também os há - destacaram as séries "Conta-me Como Foi" e também "Pai à Força", e quanto à questão da eventual ingerência política na estação, Paquete de Oliveira diz que não existem dados que confirmem tal prática. "Como provedor, não tenho quaisquer elementos internos para constatar a interferência directa do Governo ou de outros grupos de interesse na informação produzida pela RTP", afirma o provedor no relatório anual. No entanto, admite, segundo a agência Lusa, a informação da RTP enfrenta uma permanente acusação de "carácter genético: a informação serve o patrão. O patrão é o Estado. O Estado é o Governo que está em funções". Uma situação que leva o provedor a recomendar à Direcção de Informação a definição "urgente" de regras de critério editorial, "divulgando insistentemente o seu conteúdo". Por outro lado, Paquete de Oliveira considera que os portugueses mostram "um elevado grau de aceitação e confiança" na informação, já que o "Telejornal" é "campeão de audiências". Em relação à programação, o relatório adianta que os relatos e comentários ao futebol e o alinhamento dos programas são os temas que mais críticas suscitaram. E o desporto foi tema com maior número de críticas, sendo que 90% destas se referiam concretamente ao futebol. O provedor adianta, no entanto, dar "algum desconto" a estas críticas, já que a grande maioria reflecte a posição clubista dos telespectadores. O segundo maior tema na lista de críticas é a ordenação da grelha, nomeadamente a hora tardia do fecho do programa "Prós e Contras" (1 hora) e da exibição de filmes ou programas culturais de serviço público, que passam normalmente depois da meia-noite.Fonte: JN
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