sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Virgílio Castelo estreia monólogo

Foi a última obra que Luigi Pirandello escreveu, e representa uma súmula das suas reflexões sobre a identidade do indivíduo e sobre a natureza da realidade. "Um, Ninguém e Cem Mil" é o romance que Nelson Monforte decidiu levar ao teatro e que Virgílio Castelo interpreta, hoje, às 22h00, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, em estreia. O espectáculo – mais um monólogo para este actor que já tinha brilhado em "Vincent" – destina-se a percorrer o País e responde à necessidade de Virgílio Castelo de interpretar um texto simultaneamente leve e de grande qualidade. "É um monólogo particularmente difícil", revelou o actor. "Até porque não foi concebido para o palco, mas como um romance. Mas eu queria interpretar um texto profundo, intelectualmente estimulante, mas que ao mesmo tempo fosse facilmente apreensível por todo o tipo de públicos", contou, acrescentando que era importante que fosse divertido. "Acho que estamos a atravessar uma fase complicada e os espectáculos deprimentes não estão na ordem do dia. Este texto pareceu-me apropriado para os nossos tempos". Em cena, envergando um fato que ora o faz parecer um doido encerrado num asilo ou um prisioneiro de alta segurança, acompanhado por uma violoncelista e por um filme de vídeo que decora o fundo do palco, Virgílio Castelo propõe-se agora percorrer todo o País. Diz que é algo de que sempre gostou: as digressões. "Tenho pena de não ter feito mais ao longo da minha carreira. Agora só espero poder dar a este monólogo uma vida longa".
Fonte: CM

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