quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Catarina Furtado em versão solidária a duplicar

É um dos rostos mais emblemáticos da televisão lusa, canalizando essa mais valia como veículo para metas humanitárias. A RTP1 estreia dia 7 "Dar Vida Sem Morrer" e dia 9 a segunda série de "Príncipes do Nada", partes visíveis do projecto maior de Catarina Furtado.Embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, missão que faz incidir com particular ênfase na saúde materno-infantil, a apresentadora portuguesa investe uma avantajada fatia do seu tempo nas causas pelas quais dá a cara. Horas ganhas, e nunca perdidas, como Catarina Furtado faz questão de sublinhar a cada oportunidade e que, uma vez mais, terão espaço privilegiado na grelha do canal do Estado. "Dar Vida Sem Morrer", documentário sobre a Guiné, inaugura-se já no próximo domingo, em horário nobre. A continuidade que já tinha assegurado vir a dar a "Príncipes do Nada" arranca, também na antena da RTP1 na terça-feira, perfazendo um total de 13 emissões que irão para o ar semanalmente. Ora, o exemplo de Catarina, será talvez dos mais paradigmáticos por cá no que toca a fazer valer-se da sua condição de figura pública para sensibilizar as pessoas no auxílio aos mais necessitados. No entanto, não podemos olvidar o papel que a fadista Mariza, ou o jogador de futebol Luís Figo têm vindo a desempenhar na mesma senda. E se olharmos para além-fronteiras, então, são mais do que muitas as celebridades que se dedicam a objectivos altruístas pelo mundo fora, sem, à partida, daí retirarem vantagem que não a de ajudar. A actriz Angelina Jolie faz um trabalho notável a este nível, bem como o seu colega de profissão, Sean Penn, ou o líder da lendária banda U2, Bono Vox, apenas para enumerar alguns. A lista é longa. Aliás, quase que interminável. Raro é o famoso que, hoje em dia, não está comprometido com uma ONG (Organização Não Governamental), o que suscita alguma desconfiança face a uma hipotética manobra de autopromoção. Os britânicos até já adoptaram uma designação para rotular este engagement: celebrity diplomacy. Porém, certo é que, tal como a estrela portuguesa, há uma franja que não se limita a evocar o dom da palavra para o efeito, deslocando-se antes ao terreno para intervir. Não têm, pois, pruridos em sujar as mãos.
Fonte: JN

Sem comentários: